quarta-feira, 25 de agosto de 2010

RDPM - Relação das Transgressões


REGULAMENTO DISCIPLINAR DA POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO RN
ANEXO IRelações das Transgressões
1 - Faltar à verdade.
2 - Utilizar-se do anonimato.
3 - Concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizade entre camaradas.
4 - Freqüentar ou fazer parte de sindicatos, associações profissionais com caráter de sindicatos ou similares.
5 - Deixar de punir transgressor da disciplina.
6 - Não levar falta ou irregularidade que presenciar, ou de que tiver  ciência e não lhe couber reprimir, ao conhecimento de autoridades competente, no mais curto prazo.
7 - Deixar de cumprir ou de fazer cumprir normas regulamentares na esfera de suas atribuições.
8 - Deixar de comunicar, a tempo, ao superior imediato ocorrência no âmbito de suas atribuições quando se julgar suspeito ou impedido  de providenciar a respeito.
9 - Deixar de comunicar ao superior imediato ou na ausência deste a qualquer autoridade superior toda informação que tiver sobre iminente perturbação da ordem pública ou grave alteração de serviço, logo o que disto tenha conhecimento.
10 - Deixar de informar processo que lhe for encaminhado, exceto nos casos de suspeição ou impedimento ou absoluta falta de elemento, hipótese em que estas circunstâncias serão fundamentadas.
11 - Deixar de encaminhar à autoridade competente, na linha de subordinação e no mais curto prazo, recursos ou documentos que receber, desde que elaborado de acordo com os preceitos regulamentares, se não estiver na sua alçada da solução.
12 - Retardar ou prejudicar medidas ou ações de ordem judicial ou policial de que esteja investido ou que deva promover.
13 - Apresentar parte ou recurso sem seguir as normas e preceitos regulamentes ou em termos desrespeitosos ou com argumentos falsos ou de má fé, ou mesmo sem justa causa ou razão.
14 - Dificultar ao subordinado a apresentação de recursos.
15 - Deixar de comunicar ao superior a execução de ordem recebida tão logo seja possível.
16 - Retardar a execução de qualquer ordem.
17 - Aconselhar ou concorrer para não ser cumprida qualquer ordem de autoridade competente ou para retarda a sua execução.
18 - Não cumprir ordem recebida.
19 - Simular doença para esquivar-se ao cumprimento de qualquer dever policial-militar.
20 - Trabalhar mal, intencionalmente ou por falta de atenção, em qualquer serviço ou instrução.
21 - Deixar de participar, a tempo, à autoridade imediatamente superior a impossibilidade de comparecer à OPM ou a qualquer ato de serviço.
22 - Faltar ou chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou assistir.
23 - Permutar serviço sem permissão de autoridade competente.
24 - Comparecer o policial-militar a qualquer solenidade, festividade ou reunião social com uniforme diferente do marcado.
25 - Abandonar serviço para  o qual tenha sido designado.
26 - Afastar-se de qualquer lugar em que deva estar por força de disposição legal ou ordem.
27 - Deixar apresentar-se, nos prazos regulamentares, à OPM para que tenha sido transferido ou classificado e às autoridades competentes nos casos de comissão ou serviço extraordinário para os quais tenha sido designado.
28 - Não se apresentar ao fim de qualquer afastamento do serviço, ou ainda, logo que souber que o mesmo foi interrompido.
29 - Representar a OPM e mesmo a Corporação, em que qualquer ato, sem estar devidamente autorizado.
30 - Tomar compromisso pela OPM que comanda ou em que serve, sem estar autorizado.
31 - Contrair dívidas ou assumir compromisso superior às suas possibilidades, comprometendo o bom nome da classe.
32 - Esquivar-se a satisfazer compromissos de ordem moral ou pecuniária que houver assumido.
33 - Não atender a observação de autoridade competente para satisfazer débito já reclamado.
34 - Não atender à obrigação de dar assistência a sua família ou dependentes legalmente constituídos.
35 - Fazer diretamente ou por intermédio de outrem, transações pecuniárias envolvendo assunto de serviço, bens da Administração Pública ou o material proibido, quando isso não configurar crime.
36 - Realizar ou propor transações pecuniárias envolvendo superior, igual ou subordinado. Não são considerados transações pecuniárias ou empréstimos em dinheiro sem auferir lucro.
37 - Deixar de providenciar, a tempo, na esfera de suas atribuições, por negligência ou incúria, medidas contra qualquer irregularidade que venha a tomar conhecimento.
38 - Recorrer ao judiciário sem antes esgotar todos os recursos administrativos.
39 - Retirar ou tentar retirar de qualquer lugar sob jurisdição policial-militar material, viatura ou animal ou mesmo deles servir-se sem ordem do responsável ou proprietário.
40 -  Não zelar devidamente, danificar ou extraviar, por negligência ou desobediência as regras ou normas de serviço, material da Fazenda Nacional, Estadual ou Municipal que esteja ou não sob sua responsabilidade direta.
41 - Ter pouco cuidado com o asseio próprio ou coletivo, em qualquer circunstância.
42 - Portar-se sem compostura em lugar público.
43 - Freqüentar lugares incompatíveis com seu nível social e o decoro da classe.
44 - Permanecer a praça em dependência da OPM, desde que seja estranho ao serviço, ou sem consentimento ou ordem de autoridade competente.
45 - Portar a praça arma regulamentar sem estar de serviço ou sem ordem para isso.
46 - Portar a praça arma não regulamentar sem permissão por escrito.
47 - Disparar arma por imprudência ou negligência.
48 - Içar ou arriar Bandeira ou insígnia, sem ordem.
49 - Dar toques ou fazer sinais, sem ordem.
50 - Conversar ou fazer ruído em ocasiões, lugares ou horas impróprias.
51 - Espalhar boatos ou notícias tendenciosas.
52 - Provocar ou fazer-se causa, voluntariamente, de origem de alarme injustificável.
53 - Usar violência desnecessária no ato de efetuar prisão.
54 - Maltratar preso sob guarda.
55 - Deixar alguém conversar ou entender-se com preso incomunicável sem autorização de autoridade competente.
56 - Conversar com sentinela ou preso incomunicável.
57 - Deixar que presos conservem em seu poder instrumentos ou objetos não permitidos.
58 - Conversar, sentar-se ou fumar a sentinela ou plantão da hora, ou ainda, consentir na formação ou permanência de grupo ou de pessoas junto a seu posto de serviço.
59 - Fumar em lugar ou ocasiões onde isso seja vedado, ou quando se dirigir a superior.
60 - Tomar parte em jogos proibidos ou jogar a dinheiro os permitidos, em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar .
61 - Tomar parte em área policial-militar ou sob jurisdição policial-militar em discussões a respeito de política ou religião  ou mesmo provocá-las.
62 - Manifestar-se, publicamente, a respeito de assuntos políticos ou tomar parte, fardado, em manifestações da mesma natureza.
63 - Deixar o superior de determinar a saída imediata de solenidade policial-militar ou civil de subordinado que a ela compareça com o uniforme diferente do marcado.
64 -  Apresentar-se desuniformizado, mal uniformizado ou com o uniforme alterado.
65 - Sobrepor ao uniforme insígnia ou medalha não regulamentar, bem como indevidamente distintivo ou condecoração.
66 - Andar o policial-militar a pé ou em coletivos públicos com uniforme inadequado contrariando o RUMPM/CB ou normas a respeito.
67 - Usar traje civil, o cabo ou soldado, quando isso contrariar ordem de autoridade competente.
68 - Ser indiscreto em relação a assuntos de caráter oficial cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do serviço.
69 - Dar conhecimento de fatos, documentos ou assuntos policiais-militares a quem deles não deva ter conhecimento, e não tenha atribuições para neles intervir.
70 - Publicar ou contribuir para que sejam publicados fatos, documentos ou assuntos policiais-militares que possam concorrer para o desprestígio da Corporação ou firam a disciplina ou segurança.
71 - Entrar ou sair de qualquer OPM, o cabo ou soldado, com objetos ou embrulho, sem autorização do Comandante-da-Guarda ou autorização similar.
72 - Deixar o Oficial ou Aspirante-a-Oficial, ao entrar em OPM onde não sirva, de dar ciência de sua presença ao Oficial de Dia, e, em seguida, de procurar o Comandante ou mais graduado dos Oficiais presentes para cumprimentá-lo.
73 - Deixar o Sub-Tenente, Sargento , Cabo ou Soldado, ao entrar em OPM onde não sirva, de apresentar-se ao Oficial-de-Dia ou a seu substituto legal.
74 - Deixar o Comandante da Guarda ou Agente de Segurança correspondente de cumprir as prescrições regulamentares com respeito à entrada ou à permanência na OPM de civis, militares ou policiais-militares estranhos à mesma.
75 - Penetrar o policial-militar sem permissão ou ordem em aposentos em aposentos destinados a superior ou onde esse se ache, bem como em qualquer lugar onde a entrada lhe seja vedada.
76 - Penetrar ou tentar penetrar o policial-militar em alojamento de outra Sub-unidade, depois de revista do recolher, salvo os Oficiais ou Sargentos que, pelas suas funções, sejam a isto obrigados.
77 - Entrar ou sair de OPM com força armada sem prévio conhecimento ou ordem de autoridade competente.
78 - Abrir ou tentar abrir qualquer dependência da OPM fora das horas de expediente, desde que não seja o respectivo chefe ou sem sua ordem escrita com a expressa declaração de motivo, salvo situação de emergência.
79 - Desrespeitar regras de trânsito, medidas gerais de ordem policial, judicial ou administrativa.
80 - Deixar de portar, o Policial-Militar, o seu documento de identidade, estando ou não fardado ou de exibi-lo quando solicitado.
81 - Maltratar ou não ter o devido cuidado no trato com animais.
82 - Despeitar em público as convenções sociais.
83 - Desconsiderar ou desrespeitar a autoridade civil.
84 - Desrespeitar o Poder Judiciário ou qualquer de seus membros, bem como criticar, em público ou pela imprensa, seus atos ou decisões.
85 - Não se apresentar a superior hierárquico ou de sua presença retirar-se sem obediência às normas regulamentares.
86 - Deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar a superior, ressalvadas as exceções previstas no Regulamento de Continência, Honra e Sinais de Respeito das Forças Armadas.
87 - Sentar-se a praça, em público, à mesa em que estiver Oficial ou vice-versa, salvo em solenidade, festividade ou reuniões sociais.
88 - Deixar deliberadamente de corresponder a cumprimento de subordinado.
89 - Deixar o subordinado, quer uniformizado, quer em traje civil, de cumprimentar superior uniformizado ou não, neste caso desde que o conheça ou prestar-lhe as homenagens e sinais regulamentares de consideração e respeito.
90 - Deixar ou negar-se a recebe vencimentos, alimentação, fardamento, equipamento ou material que lhe seja destinado ou deva ficar em sem poder ou sob sua responsabilidade.
91 - Deixar o policial-militar presente a solenidade internas ou externas onde se encontrarem superiores hierárquicos, de saudá-los de acordo com as normas regulamentares.
92 - Deixar o Oficial ou Aspirante-a-Oficial, tão logo seus afazeres o permitam, de apresenta-se ao de maior posto e ao substituo legal imediato da OPM onde serve para cumprimentá-lo, salvo ordem ou instrução a respeito.
93 - Deixar o Sub-Tenente ou Sargento, tão logo seus afazeres o permitam, de apresentar-se ao seu Comandante ou chefe imediato.
94 - Dirigir-se, referir-se ou responder de maneira desatenciosa a superior.
95 - Censurar ato de superior ou procurar desconsiderá-lo.
96 - Procurar desacreditar seu igual ou subordinado.
97 - Ofender, provocar ou desafiar superior.
98 - Ofender, provocar ou desafiar sue igual ou subordinado.
99 - Ofender a moral por atos, gestos ou palavras.
100 - Travar discursão, rixa ou luta corporal com seu igual ou subordinado.
101 - Discutir ou provocar discussões, por qualquer veículo de comunicação, sobre assusto políticos, militares ou policiais-militares, executando-se os de natureza exclusivamente técnicos, quando devidamente autorizados.
102 - Autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva, seja de caráter reivindicatório, seja de crítica ou de apoio a atos de superior, com exceção das demonstrações íntimas de boa e sã camaradagem e com reconhecimento do homenageado.
103 - Aceitar o policial-militar qualquer manifestação coletiva de seus subordinados, salvo as referidas no número anterior.
104 - Autorizar, promover ou assinar petições coletivas dirigidas a qualquer autoridade civil ou policial-militar .
105  - Dirigir memoriais ou petições, a qualquer autoridade, sobre assuntos de alçada do Comandante-Geral da PM, salvo em grau de recurso na forma prevista neste Regulamento.
106 - Ter em seu poder, introduzir ou distribuir em área policial-militar ou sob a jurisdição policial-militar publicações, estampas ou jornais que atentem contra a disciplina ou a moral.
107 - Ter em seu poder ou introduzir em áreas policial-militar  ou sob a jurisdição policial-militar inflamável ou explosivos sem permissão da autoridade competente.
108 - Ter em seu poder, introduzir ou distribuir em área policial-militar tóxicos ou entorpecentes, a não ser mediante prescrição de autoridade competente.
109 - Ter em seu poder, introduzir em área policial-militar  bebidas alcoólicas, salvo quando devidamente autorizado.
110 - Fazer uso, estar sob ação ou induzir outrem ao uso de tóxico, entorpecentes ou produtos alucinógenos.
111 - Embriagar-se ou induzir outro à embriaguez, embora tal estado não tenha sido constatado por médico.
112 - Usar o uniforme, quando de folga, se isso contrariar ordem de autoridade competente.
113 - Usar, quando uniformizado, barba, cabelos, bigode ou costeletas excessivamente compridos ou exagerados, contrariando disposições a respeito.
114 - Utilizar ou autorizar a utilização de subordinados para serviços não previstos em regulamento.
115 - Dar por escrito ou verbalmente, ordem ilegal ou claramente inexeqüível, que possa acarretar ao subordinado responsabilidade ainda que não chegue a ser cumprida.
116 - Prestar informação a superior induzindo-o a erro deliberada ou intencionalmente.
117 - Omitir, em nota de ocorrência, relatório ou qualquer documento, dados indispensáveis ao esclarecimento dos fatos.
118 - Violar ou deixar de preservar local de crime.
119 - Soltar preso ou detido ou dispensar parte de ocorrência sem ordem de autoridade competente.
120 - Participar o policial-militar da ativa de firma comercial, de emprego industrial de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerado.
121 - Usar, quando uniformizado, cabelos excessivamente compridos, penteados exagerados, maquilagem excessiva, unhas excessivamente longas ou com esmalte extravagante.
122 - Usar, quando uniformizado, cabelos de cor diferente da natural ou peruca, sem permissão da autoridade competente.
123 - Andar descoberto, exceto nos postos de serviços atendidos nestes como as salas designadas para o trabalho dos policiais.
124 - Freqüentar uniformizado cafés e bares.
125 - Receber visitas nos postos de serviço ou distrair-se com assuntos estranhos ao trabalho.
126 - Não observar as ordens em vigor relativas ao tráfego nas saídas e regressos de incêndios, bem como nos deslocamentos de viaturas nas imediações e interior das quartéis, hospitais e escolas, quando não estiverem em serviço de socorro.
127 - Executar exercícios profissionais que envolvam acentuados perigos sem autorização superior, salvo nos casos de competições, em que haverá um responsável.
128 - Afastar-se do local de incêndio, desabamento, inundação ou qualquer serviço de socorro, sem estar autorizado.
129 - Afastar-se o motorista da viatura sob sua responsabilidade nos serviços de incêndio e outros misteres da profissão.
130 - Faltar à corrida para incêndio ou outros socorros.
131 - Receber ou permitir que seu subordinado receba, em local de socorro, quaisquer objetos ou valores, mesmo quando doados pelo proprietário ou responsável pelo local do sinistro.

OBSERVAÇÃO:
        As transgressões disciplinas, a que se refere o inciso I do artigo 14 deste Regulamento, são neste Anexo enumeradas e especificadas.
        A numeração deve servir de referência para o enquadramento e publicação em Boletim da punição ou justificação da transgressão.
        As transgressões dos números 121 a 125 referem-se aos integrantes Polícia Militar Feminina. As transgressões dos números 126 a 131, referem-se aos integrantes do Corpo de Bombeiros.
        Nos casos das transgressões de que trata o inciso II do artigo 14 deste Regulamento, quando do enquadramento e publicação em Boletim da punição ou justificação da transgressão, tanto quanto possível, deve ser feita alusão aos artigos, parágrafos, incisos, itens e alíneas e número das leis, regulamentos, normas ou ordens que contrariaram ou contra os quais tenha havido omissão.
        A classificação da transgressão LEVE, MÉDIA ou GRAVE, é competência de quem a julga, levando em consideração o que estabelece os Capítulos II e III  do Título II deste Regulamento.




ANEXO II - Quadro de Punições Máximas aplicáveis pelas autoridades no artigo 10 e a quem estão sujeitos os transgressores.

Autoridades definidas no artigo 10, itens
POSTO E GRADUAÇÃO
1)  E  2)
3)
4)
5)
6)
Oficiais da Ativa
30 dias de prisão
20 dias de prisão
15 dias de prisão
6 dias de prisão
Repreensão
Oficiais da Inatividade
30 dias de prisão
-
-
-
-
Aspirante a Oficial e Subtenentes da Ativa (1).

10 dias  de prisão
08 dias de detenção
Sargentos, Cabos e Soldados da Ativa (1) (2) (3)
30 dias de prisão
15 dias  de prisão
08 dias de detenção
Aspirantes, Oficiais, Sub-Tenentes, Cabos e Soldados da Inativa
30 dias de prisão
-
-
-
-
Alunos das Escolas de Formação de Oficiais (2) (4)



Alunos de Órgão de Formação de Sargentos (2) (4)
30 dias de prisão
10 dias  de prisão
08 dias de detenção
Alunos de Órgãos de Formação de Soldados (2) (4)



(1) Exclusão a bem da disciplina - Aplicável aos casos previstos no parágrafo 2º, do artigo 31 e no artigo 73.
(2) Licenciamento  a bem da disciplina - Aplicável nos casos previstos no parágrafo 1º do artigo 31.
(3) Prisão em separado - Artigo 29 e parágrafo único do artigo 49.
(4) § 1º do artigo 8º
Autoridades definidas no artigo 10, itens: 1) Governador do Estado; 2) Comandante-Geral; 3) Chefe do EMG, CPC, CPI, CPA, Comandante Cbom, Diretores de órgão de Direção Setorial; 4) Sub-Chefe EMG, Ajudante Geral e Comandante OPM; 5) Sub Comandante OPM, Chefe de Seção, Chefe de Serviços e Assessores; 6) Chefe Seção, até o nível de Batalhão, inclusive; Comandante SU, incorporadas e de Pelotões Destacados.




Fonte:http://janildoarante.blogspot.com

BRASIL - LULA SANCIONA LEI QUE DÁ PODER DE POLÍCIA ÀS FORÇAS ARMADAS

Imagem retirada da internet. Meramente ilustrativa
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na tarde desta quarta-feira (25) a lei que cria o Estado Maior das Forças Armadas.

Enviado pelo Poder Executivo no final do ano passado ao Congresso Nacional, o texto recebeu sanção presidencial sem vetos. Durante esforço concentrado do Senado Federal, no início do mês, o plenário da Casa aprovou o PLC (Projeto de Lei Complementar) e encaminhou o texto para o presidente. Durante a solenidade, Lula agradeceu os parlamentares pela rapidez da tramitação.

Uma das principais mudanças da lei é a que autoriza as Forças Armadas a revistar pessoas e veículos, fazer patrulhamento e "prisões em flagrante delito" nas faixas de fronteiras do país. O Exército já tinha esse poder, agora ampliado para Marinha e Aeronáutica.

A nova lei ainda reforça o poder do ministro da Defesa ao dar a ele o poder de indicação dos comandantes das Forças Armadas, hoje sob responsabilidade do presidente da República. "Antes, ele [o ministro] era ouvido", ressaltou o titular da Defesa, Nelson Jobim, durante solenidade no Palácio do Planalto.
Fonte: 
Folha Online.

Direitos Humanos é o curso à distância mais procurado da Rede EAD

Brasília, 25/08/10 (MJ) - O curso de Direitos Humanos foi o mais procurado entre os 56 oferecidos para o 20º ciclo da Rede Nacional de Educação a Distância (EAD) do Ministério da Justiça. Esta é a segunda vez que o curso aparece como favorito. Isto prova que o interesse dos profissionais de segurança pública pelos Direitos Humanos continua crescendo no Brasil. Os cursos iniciam dia 10 de setembro e terminam em 28 de outubro. Este será o último ciclo realizado em 2010.
 
O curso de Direitos Humanos obteve quase 10% de todas as inscrições realizadas. Em seguida, vêm os cursos de Espanhol e Crimes Ambientais, seguidos pelos de Gerenciamento de Crises e Uso Progressivo da Força, que obtiveram entre si números semelhantes de inscrições. Ao todo, foram oferecidas nesse ciclo 200 mil vagas a policiais militares e civis, bombeiros militares, guardas municipais e agentes prisionais de todo o país que integram a Rede EAD.
 
O secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Brisolla Balestreri, afirma que todas as inscrições deverão ser checadas até a quinta-feira, dia 26. "Esse processo de matrícula mais apurado se faz necessário para evitar que pessoas que não sejam efetivamente profissionais de segurança pública ocupem vagas nos cursos. Depois dessa checagem informaremos aos alunos e divulgaremos todos os dados desse 20º ciclo de cursos", explica.
 
Sobre a grande procura pelos cursos, em especial pelo de Direitos Humanos, Balestreri destaca que o fato é um grande avanço para a segurança pública brasileira. "Só um profissional bem formado é capaz poder trabalhar em situações tão delicadas e extremas, como as que ele enfrenta diariamente, e levar à população um desempenho profissional de verdade, voltado para a democracia e os direitos humanos e tantos outros conceitos tão caros à cidadania", reforça.
 
Rede EAD
 
A Rede EAD é um ambiente virtual de aprendizagem destinado aos profissionais de segurança pública de todo Brasil. Criada em 2005, pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), do MJ, a ação faz parte do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) para valorizar e aprimorar a formação dos profissionais de segurança pública do Brasil.
 
Desde a criação da Rede EAD, mais de 450 mil profissionais de todo o país já participaram e concluíram, em média, dois cursos. Este número representa mais de 1 milhão de capacitações individuais. Cada um desses cursos possui 40 ou 60 horas de aulas. Eles têm sido utilizados até mesmo em grades curriculares das Academias de policia e centros de formação no país.
Fonte: Ministério da justiça

PACIFICAÇÃO - Força-tarefa Financeira injeta milhões para obras de infraestrutura de UPPs


APOIO FINANCEIRO - Força-tarefa injeta milhões na pacificação. Fundo para obras de infraestrutura em UPPs recebe da iniciativa privada doação de R$ 23,3 milhões por ano até 2014 - POR MAHOMED SAIGG - O Dia, 25/08/2010

Rio - O governo estadual anunciou ontem a criação de força-tarefa para acelerar as obras de implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) no Rio. O acordo firmado com empresários do setor privado garante a doação de pelo menos R$ 23,3 milhões por ano até 2014, quando acontece a Copa do Mundo no Brasil. Segundo o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, o dinheiro será depositado numa espécie de fundo. E deverá ser usado na construção e reforma das novas bases das UPPs. Hoje, na maior parte das comunidades pacificadas, policiais ficam em contêineres ou prédios provisórios.

“A criação deste fundo é um passo muito importante. Diria que quase vital para a continuidade deste projeto, porque permite que ganhemos velocidade para atender os policiais que ainda não dispõem de condições ideais para prestar atendimento à população nas comunidades pacificadas”, destacou Beltrame, que será o gestor da verba.

“Não podemos ficar restritos a determinados impedimentos da legislação, como a Lei de Licitação, por exemplo, quando programamos a implantação de novas UPPs”, completou o secretário, que também aplicará os recursos provenientes da doação dos empresários na compra de câmeras de monitoramento e tecnologia para ajudar no combate ao crime.

Eike dará R$ 20 milhões por ano

Principal colaborador, o empresário Eike Batista assumiu o compromisso de doar R$ 20 milhões, por ano, até 2014. Dono do Grupo EBX, ele falou em nome dos demais empresários que também aderiram ao programa. E rasgou elogios às UPPs. “O conceito é fantástico. Achamos que ele funciona e é um modelo para o Brasil inteiro, e talvez para o mundo, porque sabemos que não é um desafio fácil. Eu mesmo, como empresário, nunca imaginei que a gente iria arrumar uma solução para resolver os problemas das favelas”, admitiu Eike, que garante acreditar no sucesso do projeto.

“Trata-se de um compromisso sério, até porque não gosto de puxadinho. Estamos apoiando para que se faça direito e o projeto se perpetue. Para isso é preciso entrar com um volume sério de recursos”, justificou Eike, que torce pela adesão de novos empresários ao fundo.

Além do Grupo EBX, Bradesco Seguros, Coca-Cola, Souza Cruz e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) também anunciaram suas doações no encontro realizado ontem, com a presença do governador Sérgio Cabral, no Palácio Laranjeiras. De acordo com o presidente do Bradesco Seguros, Luiz Carlos Trabucco, a empresa doará R$ 2 milhões, por ano, para o Fundo, até 2014. A Coca-Cola Brasil se comprometeu em contribuir com R$ 900 mil no mesmo período. A Souza Cruz, que já havia cedido o terreno de mais de 40 mil metros quadrados onde será construída a Cidade da Polícia, entre Manguinhos e Jacarezinho, doará mais R$ 400 mil anuais.
Foto: Severino Silva / Agência O Dia
Bope instala contêiner no Morro do Turano: substituir tal tipo de estrutura está nos planos da Segurança | Foto: Severino Silva / Agência O Dia

O presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, que está financiando a reforma da sede da UPP da Cidade de Deus, lembrou a importância da iniciativa para garantir o sucesso da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, no Rio. “Não há dúvidas de que as UPPs estão atingindo seus objetivos, o que obviamente vai beneficiar todos esses eventos”.

Coronel vibra e fala em credibilidade

Responsável pelo Comando de Polícia Pacificadora (CPP), o coronel Robson Rodrigues ficou entusiasmado com o interesse de empresários do setor privado em investir nas unidades. “Essa iniciativa mostra a credibilidade do projeto junto a outros segmentos da sociedade, e não só aos moradores dessas comunidades pacificadas. É um sinal de que todos começam a entender o projeto, e o quanto ele é importante para a conquista da paz no estado”, afirmou o oficial.

Para o comandante, o investimento milionário também poderá garantir o sucesso da pacificação em locais considerados complexos, dominados pelo tráfico, como a Rocinha, em São Conrado, e os Complexo de São Carlos, no Estácio, e do Complexo do Alemão, no subúrbio.

“Além da construção das novas bases, esses recursos também serão investidos na compra de câmeras de monitoramento e palmtops de georreferenciamento. Esses aparelhos serão fundamentais para o sucesso da pacificação em comunidades mais complexas. Nessas áreas, vamos precisar não só de policiais e viaturas, mas também de tecnologia”, garantiu o oficial.

Disque-Denúncia surgiu de parceria com empresários

Não foi a primeira vez que empresários do Rio se uniram para financiar ações de combate à violência no estado. Em outubro de 1995, quando uma onda de sequestros aterrorizava a população, um grupo ligado ao setor privado criou a Associação Rio Contra o Crime.

Fruto de uma parceria com a Secretaria Estadual de Segurança Pública e com o Comando de Policiamento do Interior da Polícia Militar, a Organização Não-Governamental (ONG) se dedicava exclusivamente à arrecadação de recursos. O dinheiro foi usado, por exemplo, na criação do Disque-Denúncia.

A ONG também chegou a financiar o pagamento de recompensas por informações repassadas ao Disque-Denúncia. O serviço se tornou uma ferramenta fundamental na elucidação não só de casos de sequestros, mas também de crimes como homicídios, roubos, tráfico de drogas e até corrupção policial.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Farsantes tentam responsabilizar categoria pela não votação da PEC 300

Farsantes tentam responsabilizar categoria pela não votação da PEC 300

O presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer (PMDB-SP), e o líder do governo Lula na Casa, Cândido Vaccarezza (PT-SP) enganam os brasileiros sobre a PEC 300, uma proposta que a cada dia se torna mais urgente e vital para o futuro do nosso país.

Esses artistas do mal enganam os trabalhadores de Segurança Pública, os verdadeiros heróis do Brasil ao não dizerem o real motivo de o segundo turno da PEC 300 não ter sido votado na semana passada, durante o último período de votações na Casa antes do pleito de outubro.

Não vejo como alguém – principalmente homens públicos, de importância vital à Câmara dos Deputados - pode ser contra uma medida que só vai beneficiar a sociedade brasileira.

O presidente da Câmara, Michel Temer, publicou uma nota responsabilizando os bombeiros, policiais e agentes penitenciários pelo cancelamento do esforço concentrado, ao tomarem o salão verde da Câmara. pior, tentam colocar agentes penitenciários contra bombeiros e policiais.

Esse covarde, no primeiro dia de esforço concentrado nem compareceu à mesa para presidir os trabalhos pois sabia que a ordem do palácio era de não votar a PEC 300. só depois que a sessão foi cancelada é que houve a revolta e a posterior invasão da Câmara culminando com a permanência e vigília no salão verde. Eu estava lá e presenciei tudo.

O negócio era tão tendencioso que imediatamente após a tomada do salão verde, dei uma entrevista à TV Câmara, juntamente com os demais revoltosos e essa entrevista onde denunciava as artimanhas de Vaccarezza e Temer não foi ao ar.

No dia seguinte, exigi toda a entrevista sob pena de denunciar a atitude pró governo da TV Câmara. Só dessa forma pude exibir em meu blog toda a falcatrua de Temer e Vaccarezza: os covardões da nação brasileira.

A polícia penal não é responsável por nada, tampouco os bombeiros e policiais. Eles não são falsos. Possuem caráter, coisa que esses dois pilantras nunca possuíram.

Portanto, companheiros, rechacem essa conversa mole, essa desculpa esfarrapada, de que a invasão legítima e democrática de bombeiros e policiais ao Salão Verde da Câmara, ocorrida na semana passada, impediu os deputados de apreciarem a PEC 300. Não permitam que essa infâmia se espalhe como se verdade fosse. Não deixem eles maquiarem os fatos com um argumento que insulta a inteligência daqueles que acompanham a tramitação dessa matéria há tempos.

O que impediu a votação da PEC 300 foi um ancestral descaso que os governantes deste país têm para com os trabalhadores da Segurança Pública. Afinal de contas, quando se quer votar alguma matéria no Congresso, o acordo de votação brota com uma facilidade desconcertante aos mais incrédulos entusiastas do entendimento político em nosso Parlamento.

Temer e Vaccarezza nunca confessarão que o governo federal usou a PEC 300 como isca para votar matérias de seu interesse. Deram com os burros n'água. Nada foi votado. Eles não respeitem a inteligência dos trabalhadores da Segurança Pública do Brasil. Sem os agentes penitenciários, os bombeiros e policiais, as instituições nacionais, o Estado Democrático Direito e as liberdades individuais seriam apenas palavras ocas na boca de intelectuais e acadêmicos.

Sem o esforço diário e constante desses homens e mulheres, o Brasil já teria sucumbido à criminalidade. E é para defender os trabalhadores da Segurança Pública que estou deputado federal.

Respeitosamente,

Capitão Assumção

Concurso Policia Militar Rio Grande do Norte

Quem estiver interessado em fazer o concurso de nível médio da Polícia Militar já pode começar a se preparar. O IAP Cursos inicia, em primeiro de setembro, as aulas do Super Extensivo, que vão durar quatro meses, com turmas nos horários vespertino e matutino, realizadas três vezes por semana. O curso oferecerá as disciplinas de Português, Matemática, História e Geografia.

O edital do concurso ainda não saiu, mas ele está previsto para acontecer em 2011, com possibilidade de abertura de quatro mil vagas até 2014. O salário base da categoria poderá chegar a R$ 3,5 mil caso a Proposta de Emenda à Constituição (PEC 300), já aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, seja mantida na segunda votação e  também pelo Senado. Mais informações pelo telefone 3234-9575 e no site www.iapcursos.com
Fonte: Blog da Renata

SURPRESA NO INTERIOR DO ESTADO

Até a futura Deputada Estadual Sargento Regina, está surpresa com o carinho e o reconhecimento que esta sendo recebida no interior do estado, nem ela mesma esperava tanta popularidade e desejo por parte da população, que ela chegue á Assembléia Legislativa.





Fonte:http://sargentoregina.blogspot.com


Viatura da PM bate em árvore, pega fogo e sargento é carbonizado




JANAÚBA - Uma viagem em busca de conhecimento acabou em tragédia para o servidor público estadual Wanderley Penha Leal Alves, sargento da polícia militar do meio ambiente da Companhia de PM de Espinosa. Ele morreu por volta de 13h de domingo, 22, em acidente na rodovia MG 122, no trecho entre Janaúba e Capitão Enéas.
O sargento Wanderley se deslocava de Espinosa para Belo Horizonte num Fiat Pálio da PMMG, com o intuito de participar do Ecomat – Encontro do meio ambiente e trânsito que seria realizado na capital mineira.
De acordo com informações do 51º Batalhão de PM de Janaúba, o carro ficou desgovernado, saiu da pista e colidiu numa árvore. Em consequência da batida na árvore, a viatura da PM pegou fogo. O policial não conseguiu sair do carro e teve o corpo carbonizado.
Com mais de 20 anos de serviços na PM de Minas Gerais, o sargento Wanderley era casado e deixa dois filhos. Ele é irmão do tenente Lauro, que comandou a PM de Espinosa.
Foto: PM Sargento Wanderley Leal Alves morreu em acidente na MG 122.

Especialistas dizem que polícia arriscou vida de inocentes em tiroteio perto de hotel no Rio

Carolina Farias, do R7Fábio Gonçalves/Jornal O Dia/AE

Reféns foram liberados ilesos, mas orientação é atirar em último caso

A ação de policiais militares em São Conrado, na zona sul do Rio de Janeiro, que trocaram tiros com um comboio de cerca de 60 criminosos armados da favela da Rocinha, no último sábado (21), terminou com uma mulher morta – supostamente envolvida com os bandidos –, quatro policiais feridos e 35 reféns dentro de um hotel de luxo do bairro, o Intercontinental. Como os reféns saíram ilesos após a rendição de dez criminosos, a ação foi elogiada por autoridades do governo do Estado. Entretanto, especialistas alertam para o risco de tiroteios como esse em ruas com pedestres, carros em movimento, ônibus e casas. A recomendação é atirar só em último caso, dizem os estudiosos.

A versão oficial da Polícia Militar é de que os PMs se depararam com o chamado bonde dos traficantes, que voltava de uma festa de outra favela. Eles estavam armados com fuzis, pistolas e granadas. Até coletes à prova de balas alguns bandidos usavam. Em meio ao fogo cruzado, trabalhadores, passageiros em ônibus e carros e moradores.
A situação é corriqueira em diversos bairros e favelas do Rio, mas é tratado de forma desigual quando acontece em uma área considerada nobre, segundo o antropólogo Roberto Kant de Lima, do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, órgão financiado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia.
- Isso demonstra que a imprensa e a sociedade tem um termômetro de tratamento de desigualdade. [Um tiroteio em área nobre] É interpretado como uma catarse, como se fosse excepcional, mas não é. Naquela rua não tem de ter respeito [para atirar], mas no Intercontinental tem. (...) A polícia vira o fator do conflito, ao invés de ser mediadora, promotora da Justiça, prendendo pessoas. Mas não, ela vira um fator de conflito, ela armou um conflito onde, aparentemente, não havia conflito.

O major Rodrigo Wilson Melo de Souza, ex-comandante do batalhão de Choque da Polícia Militar do Estado do Ceará, que criou um método de tiro e enfrentamento, defende que, em situações de confrontos com criminosos, onde há inocentes, a polícia deve deixar as armas e fugir. No entanto, na prática, Souza – que está afastado prestando trabalho de consultoria – diz que o policial só consegue tomar essa atitude se tiver equilíbrio, conquistado com bom treinamento.

- A linha entre o sucesso e o fracasso em operações como essa é muito tênue. Se alguém [inocente] tivesse morrido, como algum hóspede do hotel, por exemplo, talvez o governo não tivesse elogiado. O treinamento tem de ser uma rotina do policial. Não pode acontecer hoje e depois somente daqui a dois anos.
O antropólogo, ex-secretário de Segurança Nacional e especialista em segurança pública Luiz Eduardo Soares também pode falar como um dos personagens do episódio do último sábado: ele mora nas proximidades de onde ocorreu o tiroteio. Soares ouviu os tiros e viu a ação dos bandidos. Em seu perfil no Twitter relatou ter visto as pessoas se jogando no chão para se proteger dos tiros.

De acordo com Soares, o que tem de analisar é se os policiais se depararam com o comboio ou se planejaram a ação. Ele ressalta que a orientação correta para as polícias é não usar armas a não ser para salvar sua vida ou a dos outros. 

- Se foi casual, os policiais não teriam alternativa, senão defenderem-se, já que os traficantes atiraram ou atirariam. Os tiros disparados pelos policiais teriam, nesse caso, a função de protegê-los, pois, apesar dos riscos para inocentes, não haveria saída para os policiais. No entanto, se houve planejamento e, se a operação foi uma emboscada para capturar traficantes, o erro foi absurdo, porque jamais se poderia provocar um tiroteio em uma rua, com inocentes circulando. Isso se aplica tanto ao asfalto quanto à favela.
Ainda no sábado, o secretário de Estado da Segurança do Rio, José Mariano Beltrame, disse que o governo não mudaria os planos para a capital por conta do episódio em São Conrado. Ele não disse se ou quando o governo instalaria uma UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) na Rocinha.

- Não vamos mudar nossos planos diante de crise, que é um erro que foi cometido em gestões anteriores. Nosso planejamento prevê 40 UPPs em 160 comunidades. Temos resultados desse trabalho. Infelizmente, o que aconteceu hoje é um risco que o Rio corre.

Por meio de nota, o governador Sérgio Cabral (PMDB) disse ter convicção de que a política de segurança do Estado “está no caminho certo”.

- Importante destacar a ação da polícia. Firme, profissional e com efetividade. Não temos nenhuma ilusão, desde o primeiro dia de governo, sobre o tamanho do nosso desafio. Mas temos a convicção de que estamos no caminho certo. Em breve, o povo do Vidigal e o povo da Rocinha estarão livres do poder paralelo.
Copa e Olimpíada

O episódio na Rocinha teve repercussão na imprensa internacional. Kant Lima diz, contudo, que não é possível esconder a violência em vista da Copa, em 2014, e da Olimpíada, em 2016.

- Fica todo mundo preocupado em vender o Rio como uma mercadoria internacional para Copa, Olimpíada. Coloca a cidade como mercadoria internacional de mercado eventos. Mas, a pergunta é: que Rio querem colocar lá? As coisas que detonaram esse evento [tiroteio em São Conrado] continuam existindo.

Já o major Rodrigo Wilson Melo de Souza frisa que não há melhor caminho para o sucesso da Copa ou da Olimpíada no Rio do que investir no aspecto humano das polícias.
- Além de treinamento eficiente, deve ser investido em acompanhamento da situação do policial, em questões como o salário, o emocional, a família. Tem de saber se o policial tem problemas com álcool, drogas. Não adianta investir só no material, como helicópteros e caveirões, porque quem dirige essas máquinas é o mais importante.

Para Soares, o foco da política de segurança tem de, além de mudar o policial, combater as armas ilegais.

- Não é possível que homens armados com fuzis circulem por favelas ou outras áreas quaisquer das cidades, se impondo pelo medo e pela força.
Fonte:http://segurancacidadaniaedignidade.blogspot.com

CONASP elabora parecer sobre o papel dos municípios na segurança pública

O Conselho Nacional de Segurança Pública (CONASP) elaborou um parecer sobre o papel do município na segurança publica. Segue o texto abaixo.
Por deliberação da Sessão Plenária deste Conselho, apresenta-se a seguir um parecer sobre o Papel do Município na Segurança fruto do debate nacional realizado nestes últimos anos e, em especial, intensificado com a Implementação do Programa Nacional de Segurança Pública (PRONASCI) e através da realização das diversas etapas da Conferência Nacional de Segurança Pública que mobilizou mais de 500 mil pessoas em nosso país, ao longo de ano de 2009.
Todas as recomendações que se apresentam ao final fundamentam-se nas seguintes teses:
1. A política de segurança pública depende muito das ações dos governos locais, ou seja, os municípios estão aptos, juntamente com os Estados e o Governo Federal para atuarem permanentemente na prevenção da violência, por meio de políticas públicas sociais e urbanas;
2. Considera-se que a Administração Municipal interfere de forma direta e sensível nas condições de vida da população;
3. Parte expressiva dos problemas que alimenta a sensação generalizada de insegurança nas cidades está diretamente relacionada à qualidade de vida desfrutada pelos cidadãos nos espaços urbanos;
4. O provimento democrático e preventivo de segurança depende também de variáveis extra-policiais, tais como o ambiente comunitário, os equipamentos coletivos, a infra-estrutura social e urbana, o meio ambiente e os serviços de utilidade pública;
5. Boa parte dos problemas de segurança vivenciados pelos cidadãos no espaço urbano ultrapassam a competência exclusiva e a intensidade das ações das polícias, requerendo a cooperação das comunidades e outras agências públicas e civis prestadoras de serviços essenciais à população;
6. A natureza, diversidade e intensidade dos problemas de segurança, assim como as demandas e prioridades neste campo, variam de acordo com as comunidades locais;
7. Cabem aos municípios a normatização e, com apoio dos órgão policiais, a fiscalização de posturas relativas ao ordenamento e uso e ocupação do espaço urbano que influi direta ou indiretamente com a sensação de segurança nas cidades e contribui para a prevenção de determinados delitos;
8. Segurança Pública no âmbito municipal tem de ser sinônimo de ações interdisciplinares; Para que as ações interdisciplinares de segurança pública de competência dos municípios sejam eficazes e alcancem o conjunto da população, é fundamental que elas sejam integradas e coordenadas;
9. Para exercitar o seu papel na segurança pública, , considera-se fundamental a existência de um órgão gestor de primeiro escalão da política municipal de segurança urbana com atribuições de coordenação e articulação das ações de prevenção da violência e da criminalidade com envolvimento direto do Prefeito Municipal.;
10.Em 2003, o Governo Federal promoveu uma alteração na Lei nº. 10.201/2001, que instituiu o Fundo Nacional de Segurança Pública, de forma a permiti  que o FNSP passasse a financiar também projetos municipais preventivos da violência, ainda que o município não possuísse Guarda;
11.Em 2007, o Governo Federal lançou o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania – PRONASCI, objetivando, segundo seus enunciados, a consolidação de um novo paradigma da Segurança Pública no Brasil, a inclusão dos municípios como novo ator/protagonista da Segurança Pública, por meio do desenvolvimento de ações preventivas, a instituição de uma nova articulação federativa na matéria, articulando políticas repressivas de segurança a políticas preventivas, de forma a atuar também sobre as raízes sócio-culturais da violência;
12. Finalmente, em agosto de 2009, a Conferência Nacional de Segurança Pública, em vários dos seus 10 princípios e 40 diretrizes, consagrou o município como co-gestor da segurança pública, expressando literalmente em um de seus princípios que a política nacional de segurança pública deve “Pautar-se pelo reconhecimento jurídico-legal da importância do município como co-gestor da área, fortalecendo sua atuação na prevenção social do crime e das violências.”;
13. A inclusão dos municípios no setor de segurança pública amplia a concertação federativa nesta política específica e coloca a prevenção, complementarmente às ações de repressão qualificada, como referência estratégica na implementação da política nacional de segurança pública, que está sendo construída. Nessa perspectiva, a constituição e a consolidação dos Gabinetes de Gestão Integrada Municipais são também fundamentais, como estruturas institucionais que favorecem a integração e a gestão compartilhada entre os três níveis de governo;
14.O 2º Seminário sobre os Municípios e o SUSP, realizado em junho de 2010, em RECIFE-PE, permitiu a celebração de uma agenda de compromissos dos municípios na segurança pública, reafirmando seu papel na prevenção, seu compromisso de integração federativa, uma perspectiva intersetorial e transversal de tratamento dos problemas de segurança, tendo como referência o SUSP e os princípios do PRONASCI, reafirmando assim as teses acima explicitadas.
Tendo em vista as teses apresentadas anteriormente e considerando o desafio de construção de um marco regulatório para o papel dos municípios na segurança pública e, neste contexto, serem pensados os papeis a serem desempenhados pelas Guardas Municipais, recomenda-se as seguintes diretrizes como pressuposto
para o tratamento do tema pelas diversas instâncias federativas e por organismos oficiais:
a. Toda ação do município deve estar lastreada na idéia do respeito, da promoção aos direitos humanos e de que segurança é um direito humano fundamental;
b. Todas as políticas públicas municipais de segurança devem ser formuladas tendo como perspectiva a integração e a intersetorialidade;
c. As políticas públicas de segurança devem ser fundadas no SUSP e no PRONASCI e nos princípios e diretrizes das Conferências Nacionais de Segurança Pública;
d. O foco da atuação do município deve ser a prevenção a violência, sem prejuízo de desenvolver ações de controle e fiscalização dos espaços públicos, assim como ações de recuperação de espaços públicos e promoção de direitos das pessoas;
e. Recomendação de que os municípios implantem os Gabinetes de Gestão Integrada (GGI-M) como instâncias de articulação entre os entes federados;
f. Defesa da dignidade da pessoa humana, com valorização e respeito à vida e à cidadania, assegurando atendimento humanizado a todas as pessoas, com respeito às diversas identidades religiosas, culturais, étnico-raciais, geracionais, de gênero, orientação sexual e as das pessoas com deficiência;
g. Deve atuar no sentido de impedir ou evitar a criminalização da pobreza, da população negra e outras raças, da comunidade LGBT, da juventude, dos movimentos sociais e seus defensores, valorizando e fortalecendo programas e projetos continuados em educação e na promoção de uma cultura de paz;
h. Intersetorialidade, transversalidade, integração sistêmica com as políticas sociais, sobretudo na área da educação, como forma de prevenção do sinistro e da criminalidade, são pressupostos fundamentais à prevenção da violência;
i. Os municípios deverão elaborar os seus planos municipais de segurança, precedidos de pesquisas e estudos que favoreçam um diagnóstico adequado da realidade e considerem as múltiplas manifestações da violência cometidas contra crianças e adolescentes, violência doméstica, contra mulheres e idosos, contra público LGBT, contra negros, egressos do sistema prisional, população em condição de rua;
j. Inserir no currículo e no calendário escolar em todos os sistemas de ensino: Semana de Prevenção a sinistros; aulas de primeiros socorros; temas afetos à Defesa Civil, à Educação para o Trânsito, à pessoa com deficiência, à Educação Ambiental e à Segurança Pública;
k. Assegurar a participação social através dos conselhos municipais de segurança, através de fóruns de segurança, e conferências municipais de segurança. Apoiar a criação dos conselhos estaduais de segurança pública – buscando sempre articulação com eles e com o conselho nacional de segurança pública;
l. Apoiar a realização das conferências estaduais e nacional de segurança pública;
m. Implementar, dentro da estrutura do município os observatórios de segurança pública articulados com os governos estaduais e federal. Garantindo aos municípios acesso legal às informações de interesse público. No que diz respeito à gestão de políticas e programas sociais e urbanísticos preventivos da violência, o desafio consiste em garantir o acesso e a qualidade de dados e informações, que permitam um diagnóstico local qualificado da violência e da criminalidade e o conseqüente desenho e monitoramento de políticas mais eficientes, destinadas à diminuição dos fatores de risco que favorecem a ocorrência delitiva e a reprodução das violências.
n. Implementar sistemas de videomonitoramento que devem ser considerados como instrumentos importantes desde que adequadamente articulados comum conjunto de outras ações já nominadas neste parecer;
o. A regulamentação das Guardas Municipais, como órgão complementar da Segurança Pública, com atribuições que não se conflitam com as polícias estaduais e federais é imperativo. A atuação das Guardas Municipais, deve ser centrada em ações preventivas e comunitárias, integradas com as políticas sociais dos governos locais e com a atuação das polícias estaduais e federais. Recomenda-se que os municípios criem centros ou escolas de formação, na esfera municipal e/ou mediante consórcio intermunicipal, em articulação com as instituições de ensino, em especial com a RENAESP, tendo como referência a Matriz Curricular Nacional para formação de Guardas Municipais elaborada pela SENASP. Admitido por concurso público, com exigência mínima de ensino médio e obrigatoriedade da criação de uma corregedoria e ouvidoria. Sendo assegurada a assistência psicossocial.
p. Um dos desafios maiores no presente momento é pensar políticas públicas sobre drogas lícitas e ilícitas. Neste sentido considera-se indispensável o incentivo de políticas sobre drogas e o desenvolvimento de programas massivos de formação para servidores públicos e sociedade para a compreensão do problema e visando a busca de soluções conjuntas. Neste sentido, entende-se que os municípios articulados nos GGIMs devem também contribuir com as ações dos entes federados no tratamento da questão das drogas. Toda esta articulação deverá sintonizar-se com a política nacional sobre drogas do governo federal;
q. Formulação de programas entre a União, Estados e Distrito Federal e Municípios para resocialização o acolhimento e a reinserção social dos presos, egressos do sistema prisional visando a redução da criminalidade.

Fonte: Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Governo do estado e empresários criam fundo para as UPPs

O governo do estado anunciou na manhã desta terça-feria a criação de um fundo, abastecido com verbas de cinco empresas que atuam no Rio, para que sejam feitas obras de infraestrutura nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs).
De acordo com o secretário estadual de Segurança, José Marino Beltrame, que esteve na reunião no Palácio da Guanabara em que foi anunciado o fundo, o dinheiro será usado na construção e reforma de prédios que serão usados pelos policiais das UPPs. 

As empresas que firmaram o convênio são : Grupo EBX, Bradesco Seguros, Coca-Cola, Souza Cruz e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Somente o Grupo EBX, do empresário Eike Batista, comprometeu-se a doar R$ 20 milhões por ano até 2014 para a implantação de UPPs em todo o estado.

A ideia de atrair a iniciativa privada para dar suporte financeiro às obras das sedes de pacificadoras nasceu na Secretaria de Segurança, como uma forma de desburocratizar a construção dos prédios.
No entanto, o projeto mas não vinha no ritmo que Beltrame gostaria. As primeiras parcerias anunciadas, entre a CBF e a UPP da Cidade de Deus, e entre a Souza Cruz e a UPP da Ladeira dos Tabajaras e Morro dos Cabritos, até hoje não saíram do papel.

ASSOCIAÇÃO DIZ NÃO APOIAR CANDIDATURA DA SARGENTO REGINA E CRITICA SUA POSTURA DURANTE MANDATO

ção da PM defende escolha por plebiscito

Para as entidades de classe que representam um segmento específico, a presença de filiados nas esferas públicas é mais um aliado na hora de lutar por conquistas para a categoria. No entanto, pelo menos em alguns setores da PM, esse debate vive uma crise atualmente. Segundo o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nove PM's, que se identificam através de suas patentes, disputarão vagas na Assembléia Legislativa e na Câmara Federal por oito partidos diferentes, o que significa que, mesmo na Corporação, a pluralidade é uma marca.

Segundo o presidente da Associação de Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte (ACS/PMRN), Cabo Jeoás Santos, as últimas candidaturas que tiveram êxito apoiadas pela entidade, casos dos Sargentos Siqueira e Regina, não fizeram jus ao esforço da militância. Ele criticou a postura da dupla - a vereadora Sargento Regina é candidata à deputada estadual e não tem apoio da associação que a projetou na primeira eleição - e defende um plesbiscito interno a partir da próxima eleição para a escolha do representante dos policiais. "Infelizmente, essas candidaturas não acrescentam muito para a categoria. Ajudamos nas duas eleições, mas depois que os companheiros foram eleitos não tivemos o devido espaço político nos gabinetes nem participamos das decisões políticas nos dois mandatos", diz Jeoás, que reclama, principalmente, da falta de apoio da Sargento Regina nas idas à Brasília para a aprovação da PEC 300 no Congresso Nacional, que previa a criação do piso único para policiais militares, civis e bombeiros.

De acordo com ele, contabilizando os 12 mil PM's da ativa, tem-se uma estimativa de pelo menos 36 mil votos em disputa na Corporação, levando em consideração que a família média de um policial militar possui três pessoas. Dada a importância e a quantidade de votos em disputa, Jeoás defende a candidatura segmentada. "Acho que a categoria deveria avançar no processo democrático classista no sentido de ter ferramentas de unificação dessas candidaturas. Um candidato que representa a categoria não seria um deputado da PM, mas um deputado que também defendesse questões ligadas à segurança pública e à polícia militar."

Direito de resposta

Procurada pela reportagem para comentar as críticas do ex-aliado, a vereadora e candidata a deputada estadual, Sargento Regina, não quis criar polêmica. Mas lembrou que Jeoás foi expulso da Corporação e tentou sair candidato a deputado federal, mas não conseguiu. Sobre o apoio da Associação dos Cabos e Soldados, a vereadora afirmou que foi a única entidade representativa da PM que não a apoioará nesta eleição. "Temos o apoio da Associação dos Subtenentes da PM, dos Bombeiros, dos Praças do Seridó e do Agreste e o apoio da Associação dos Praças de Mossoró, além da Guarda Municipal, que possui 1.600 guardas na reserva. A Associação dos Cabos e Soldados foi a única entidade de reconhecimento que não a apóia. "Não há nada pessoal", desconversou.

FONTE: Novo Jornal, edição impressa nº 233, de 22 de agosto de 2010.