terça-feira, 10 de agosto de 2010

PROJETO ZONA OESTE: O POVO E A POLÍCIA


PROJETO ZONA OESTE: O POVO E A POLÍCIA

O projeto Zona Oeste: o povo e a polícia, foi uma iniciativa do 6º BPM e elaborado pelo Capitão PM Francisco Borges Silva Neto e Soldado PM Cláudio Vale de Araújo, sendo que os mesmos após verificarem a ausência de políticas públicas referente ao trabalho da Polícia Militar em Caicó no que tange aos cidadãos moradores da Zona Oeste desta cidade e a necessidade de se promover um envolvimento da sociedade caicoense na luta contra o crime e outros tipos de males que afetam nossa sociedade, resolveram com total ajuda de seus superiores hierárquicos desenvolveram esse projeto com o propósito de promover uma melhor qualidade de vida às pessoas desta cidade.

OBJETIVOS

a) O presente projeto de polícia comunitária tem por objetivo integrar a comunidade às várias instâncias governamentais e não governamentais sensibilizando os moradores do bairro no sentido de resgatar valores morais e sociais para a convivência harmoniosa buscando a melhoria da qualidade de vida local e melhoria da sensação de segurança;

b) Motivar a participação comunitária na busca de um sentido coletivo e criar condições favoráveis para uma mudança gerencial no quadro de segurança pública local.

c) Busca de soluções para os fatores criminogenos nas áreas de: Educação, saúde, saneamento básico, segurança pública, justiça e cidadania;

d) Envolver os representantes dos serviços públicos nas suas respectivas esferas de responsabilidades no projeto.
PÚBLICO BENEFICIADO


População da Zona Oeste compreendendo os bairros: Barra Nova I e II ,Paulo VI, João XXIII, Walfredo Gurgel, Frei Damião, João Paulo II e Solidade.

DESENVOLVIMENTO

1ª FASE

Inicia-se com o envio do projeto à SENASP e a fase de divulgação em todos os órgãos, instituições, sociedade de negócio, líderes comunitários e outros segmentos da cidade

• Ciclo de encontros e visitas

• Implantação da filosofia da polícia comunitária

• Trabalho nas Escolas

2ª FASE

• Implantação do policiamento ostensivo de Polícia Comunitária

• Patrulhamento escolar

• Agendamento e realização de ciclos de palestras (à cargo da ETA-Equipe Técnica Administrativa)

• Reuniões ordinárias comunitárias

• Parceiros: Polícia civil, lideranças comunitárias, Câmara Mun., Prefeitura, etc.

3ª FASE

• Montar força tarefa, junto com a P/2 do 6º BPM e o setor de investigação da Polícia Civil

4ª FASE

• Implantação de Projetos Sociais na Zona Oeste e reestruturação da infraestrutura dos bairros periféricos

• Polícia Comunitária Mirim: Participaram ativa de adolescentes da zona oeste de Caicó.


UPP: homens do Bope começam a ocupar o Morro do Turano


Pelo menos 150 policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Polícia Militar realizam, desde o início da manhã desta terça-feira, uma operação no Morro do Turano, no Rio Comprido, com apoio do Batalhão de Choque e do 1º e 6º BPMs, Estácio e Tijuca, respectivamente. A ação, que já havia sido anunciada nesta segunda-feira pelo governador Sérgio Cabral, é o primeiro passo para a instalação de uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) na comunidade, a 12ª do estado. Até o momento não há informações de troca de tiros, apreensões ou prisões.

Apesar de bandidos terem atirado algumas vezes contra policais, a noite nos bairros do Rio Comprido e da Tijuca foi tranquila. De acordo com os batalhãos, ninguém se feriu.
Fonte:http://extra.globo.com/geral/casodepolicia/posts

Onde está a Bolsa Copa?


Autor: Danillo Ferreira
Policiais que estão em patamares hierárquicos superiores devem ser melhor remunerados, esta é uma regra que qualquer instituição segue, sob pena de desorganizar-se hierarquicamente e sofrer incongruências no desempenho do seu serviço. Nesse sentido, temos um primeiro aspecto negativo dos benefícios sociais que o Governo Federal vêm distribuindo a policiais de todo o Brasil, especificamente a Bolsa Formação, de R$ 400,00. A Bolsa Copa, que já deveria estar em vigor, caso os estados brasileiros tivessem aderido ao Programa, traria mais recursos para alguns policiais, mas mais distorções na política salarial das polícias estaduais.Um dos vigorosos argumentos que sustentam a implantação de um piso salarial nacional para os policiais e bombeiros brasileiros, é que o desempenho de determinada função não pode ter dois tratamentos entre os estados brasileiros. Dois cabos que comandam viatura devem receber um salário minimamente digno para sua função, apesar de ser legítimo que cada estado adicione algum recurso a mais levando em conta variáveis como o custo de vida, inflação etc. Se é absurdo haver esse desnível entre os estados, a diferenciação entre cidades de um mesmo estado, com policiais da mesma corporação, como propõe a Bolsa Copa, é ainda mais absurda.



Mas há uma cláusula da Bolsa Copa que é atrativa e implementa justiça: de acordo com ela, após 2014, os estados devem implementar o piso salarial de R$ 3.200,00, quebrando tanto as distorções criadas pela própria Bolsa como as que existem atualmente. Mas a má notícia é que os estados brasileiros não têm interesse em aderir ao programa justamente por causa desta cláusula.

Em entrevista ao Correio Braziliense, o presidente do Colégio Nacional de Secretários de Segurança Pública, Gustavo Ferraz Gominho, explica o motivo:

“Temos discutido bastante o tema e, hoje, o principal obstáculo para os estados aderirem ao projeto está na condição de arcar com os salários aumentados dos policiais após 2014. Alguns estados têm orçamento para isso, podem se organizar, mas outros não têm a menor condição de assumir tal compromisso. Não acredito que estado algum vá participar da Bolsa Copa da forma como ela foi criada”

Como demonstrado acima, a Bolsa Copa precisa, sim, ser revista, ou vamos criar e aprofundar as distorções hoje existentes. Porém, a revisão deve vir com um olhar de prioridade para a segurança pública, que em muitos estados tem menos atenção do que a publicidade que o governo realiza. Assim, “não ter recursos” geralmente significa “não ser a prioridade”. Além disso, caso se queira realmente beneficiar os policiais brasileiros com ênfase na Copa do Mundo, deve-se definir logo o modo que se irá fazê-lo, ou a Copa chegará e teremos as polícias no mesmo contexto, pois o benefício é tão urgente quanto cursos e instruções.
Fonte: Blog da Renata

PM de SP compra iPhones, GPS e netbooks

Vinicius Aguiari, de INFO Online

SÃO PAULO - A Polícia Militar do Estado de São Paulo anunciou, hoje, a compra de milhares de dispositivos tecnológicos para comandantes e soldados.

De acordo com o departamento de comunicação da PM, a corporação fechou a compra de 1200 smartphones, metade deles iPhones e outra metade modelos BlackBerry, da RIM.

Os smartphones serão entregues aos comandantes da polícia militar para acesso móvel e remoto a sistemas de TI de polícia, como acompanhamento de ocorrências, logística de deslocamento de forças policiais e acesso a estatísticas geradas em tempo real.

Além dos smartphones, a polícia decidiu comprar 2,7 mil netbooks, mesmo número de oficiais de alto comando da corporação. Com a compra, todos os comandantes da PM terão o próprio computador portátil.

No pacote de investimentos tecnológicos, a polícia paulista vai encomendar ainda 15, 5 mil navegadores GPS. Ao contrário dos smartphones e netbooks que devem ser entregues aos policiais nas próximas semanas, os navegadores serão distribuídos à PM em etapas.

Na primeira fase, até o final deste ano, oito mil viaturas serão equipadas com navegador GPS. Atualmente, apenas 540 carros da polícia contam com o dispositivo. Numa segunda etapa, com meta de conclusão até junho de 2011, outros 7,5 mil navegadores serão comprados.

O objetivo da polícia é equipar 100% das viaturas em uso no Estado com GPS e assegurar que todos os oficiais tenham gadgets para acesso móvel ao sistemas de TI da polícia. Como parte deste investimento, o corporação anunciou a compra de robôs para uso de seu esquadrão antibombas.

A polícia não divulgou o orçamento total das compras.
Fonte: Blog da Renata

SEGURANÇA: MOSSORÓ GANHA CENTRAL DE MONITORAMENTO POR CÂMERAS


Sistema inaugurado nesta segunda-feira cobre 24 horas por dia 90% da área comercial da cidade.

A segurança de Mossoró ganhou um reforço na manhã desta segunda-feira (9). Isso porque a Secretaria da Segurança Pública e da Defesa Social (Sesed) inaugurou a Central de Monitoramento por Câmeras do município. O sistema cobre 24 horas por dia 90% da área comercial da cidade.

Em Natal, a tecnologia garantiu uma queda de até 60% nos registros de violência nos locais onde existem os pontos de monitoramento. Mossoró é a segunda cidade do RN a receber o sistema. O investimento é de mais de meio milhão de reais.

O secretário da Segurança Pública, desembargador Cristóvam Praxedes, e o comandante Geral da Polícia Militar, coronel Francisco Araújo, inauguraram o sistema e as novas instalações do Centro Integrado de Operações em Segurança Pública (Ciosp).

“Instalamos em Mossoró o mesmo sistema utilizado pelas polícias dos Estados Unidos e principais países da Europa. Este é um sistema de última geração. Em Natal, mês a mês, temos notado redução nos índices de violência na área monitorada”, disse o secretário.

O diretor do Ciosp, major Carlos Macedo, disse que as câmeras são fortes aliadas da polícia. “Em Mossoró pensamos em expandir o sistema nos próximos meses. Iniciamos com seis pontos de monitoramento, mas já estamos nos programando triplicar a quantidade de câmeras até o fim do ano. Esperamos que aqui em Mossoró o programa obtenha o mesmo sucesso de Natal”, declarou o responsável pela implantação do programa.

As seis câmeras instaladas na cidade estão em pontos estratégicos do Centro. O major explicou que as câmeras são de alta tecnologia e alcance.

“Elas possuem ângulo de virada horizontal de 360º e de 190º na vertical. Nosso sistema é de qualidade digital e as imagens podem permanecer armazenadas por até 90 dias. As câmeras têm zoom de dois quilômetros”, explicou o major Macedo.

O sistema também permite que as placas dos veículos sejam capturadas e as informações checadas no sistema automaticamente. Caso o carro seja roubado ou esteja com a documentação atrasada, o sistema informa imediatamente a situação do veículo. Ao checar a placa, de imediato, aparece uma tela verde (para o carro em dia), amarela (para os carros com documentação atrasada), ou uma tela vermelha (para os carros roubados).

Isso permite que o policial que monitora o sistema possa repassar a informação à guarnição da polícia mais próxima. “A blitz eletrônica reduz o tempo de resposta da polícia no atendimento das ocorrências”, disse o comandante geral, coronel Francisco Araújo.

O comandante do 2º Batalhão da Polícia Militar (2º BPM), coronel Eliezer Alves, se mostrou animado com o programa. “Essa tecnologia será muito bem-vinda. Estamos confiantes que iremos desenvolver um trabalho de mais qualidade para a população local. Acreditamos que com as câmeras os nossos policiais vão conseguir acompanhar muito melhor as necessidades de nossa população. Vamos prestar um trabalho ainda melhor e mais satisfatório para todos”, declarou o comandante.

Fonte: nominuto

O salário do juiz do STF ir para R$ 30 mil pode ser absurdo, mas essa nem é a pior parte



O Brasil realmente não é um país sério. Depois de aumentar o salário em dezembro do ano passado, os juízes do STF agora querem 14,7% de reajuste, sabe-se lá a troco de que. O salário de R$ 26.723,00 pode passar para R$ 30.675,00 em 2011.
Se um aumento 3 vezes acima da inflação já é um abuso para quem ganha essa fortuna, pior ainda é o fato de que um monte de carreiras ainda receberão o mesmo aumento. Quando o salário do Juiz do STF aumenta, o dos juízes federais também aumentam na mesma proporção. Como um juiz do trabalho, por exemplo, que recebe 90% do salário do juiz do Supremo.
Isso mesmo, quando você foi na audiência de testemunha do seu vizinho, cuja empregada doméstica o colocou na Justiça, saiba que aquele que ali estava presente julgando poderá ganhar R$ 27 mil.
Ah…não esqueçamos dos procuradores da república, dos promotores estaduais, dos desembargadores estaduais e ainda dos conselheiros dos TCE´s. Todos eles entrarão no vácuo do megasalário. O impacto disso só no Judiciário Federal é de mais de R$ 400 milhões. Se levarmos em consideração o restante dos órgãos federais e estaduais, chega perto dos R$ 2 bilhões.
Sinceramente um Juiz do STF ganhar um excelente salário, de R$ 30 mil, eu até entendo, porque é o topo da carreira, mas um juiz em começo de carreira ganhar 90% disso é um escárnio.
E talvez seja o mesmo juiz que irá decretar ilegal uma greve de professores que ganham R$ 970,00.
Porque legal mesmo é ganhar R$ quase R$ 30 mil.
Isso sem falar nos 60 dias de férias, recesso, etc. Ou ainda na imoralidade de ser aposentado compulsoriamente quando flagrado vendendo sentença, como no caso de um Ministro do STJ.
Fonte:http://acertodecontas.blog.br/politica/o-salrio-do-juiz-do-stf-ir-para-r-30-mil-pode-ser-absurdo-mas-essa-nem-a-pior-parte/

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Brasileiros não confiam na polícia

Uma pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), de São Paulo, revelou que mais de 60% dos brasileiros não confiam na polícia e na justiça. Entre as dez instituições que foram pesquisadas, a polícia ficou em 6º e a justiça em 8º. A mais bem avaliada entre os brasileiros entrevistados são as Forças Armadas, onde 63% alegaram confiança. Em última colocação, vêm os partidos políticos, posição não muito confortável em um período de eleições pelo Brasil.

O estudo produzido através do o Índice de Confiança na Justiça (ICJBrasil), da Escola de Direito de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (Direito GV). A sondagem procurou saber como estava a popularidade de dez instituições diferentes, perguntando se os entrevistados confiavam ou não. Foram entrevistados 1.550 pessoas de sete Estados: Rio Grande do Sul, São Paulo, Distrito Federal, Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Rio de Janeiro – o RN não participa. Esses sete Estados representam cerca de 60% da população brasileira, segundo o Censo de 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A pesquisa foi realizada durante os meses de abril, maio e junho desse ano e está sendo adotada como parâmetro para avaliar a situação dessas instituições em todo o Brasil, inclusive o RN, que não foi sondado nesse estudo. Acima da polícia, estão Forças Armadas, em primeiro lugar (63%), grandes empresas (54%), Governo Federal (43%), emissoras de TV (42%) e imprensa escrita (41%). Já na segunda metade da tabela, estão a polícia (38%), Igreja Católica (34%), Poder Judiciário (33%), Congresso Nacional (28%) e os partidos políticos (21%), tidos como menos confiáveis.

Fonte: Tribuna do Norte

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

STJ suspende demissão e inelegibilidade de vereadora do Rio Grande do Norte

Por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), está suspensa a demissão administrativa da vereadora de Natal (RN) Mary Regina dos Santos Costa, mais conhecida como Sargento Regina. No exercício da Presidência, o ministro Hamilton Carvalhido aceitou o pedido de liminar suspendendo também a inelegibilidade da vereadora. 

Mary Regina é candidata à deputada estadual pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) e teve o registro de candidatura rejeitado por não atender às exigências da Lei Complementar n. 135/2010 (Lei da Ficha Limpa). Com a impugnação da candidatura, a vereadora estava impedida de concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa. 

Em 2007, Mary Regina foi excluída da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, por não pagar a dívida originária de um empréstimo pessoal. De acordo com o comandante geral à época, a sargento foi expulsa da corporação por ter “maculado a ética policial militar e a dignidade da classe”, explicou. 

Conforme a Lei da Ficha Limpa, o candidato que for demitido do serviço público em decorrência de processo administrativo ou judicial não poderá se eleger. Com a candidatura impugnada, a defesa de Sargento Regina pediu que fosse suspensa a sua demissão da corporação e também a sua inelegibilidade, alegando que a exclusão da corporação havia sido feita de forma abusiva, ilegal e sem a observância dos princípios da proporcionalidade, razoabilidade e legalidade. 

O ministro Hamilton Carvalhido concedeu a liminar por entender que a decisão de demitir a sargento não observou os princípios da razoabilidade, proporcionalidade, impessoalidade e da dignidade da pessoa humana. Ressaltou, ainda, que a decisão administrativa de demissão da requerente afastou, expressamente, a acusação de estelionato, motivo por que julgou ser procedente apenas o fato de não ter honrado o pagamento do empréstimo pessoal. O relator do recurso é o desembargador convocado ministro Celso Limongi. 

Fonte: 

Site do Superior Tribunal de Justiça 

www.stj.gov.br

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

CHOQUE: NOVA FORMA DE POLICIAMENTO GANHA AS RUAS DA GRANDE NATAL




Batalhão de Choque da Polícia Miltiar estabeleceu quatro modalidades de operações, distribuindo policiais pelos principais corredores da região.

Quem trafega pelas principais avenidas de Natal e até mesmo em trechos que ligam a capital a cidades da região metropolitana tem observado a presença de várias viaturas da Polícia Militar em pontos estratégicos. O policiamento, de acordo com o comando da PM, não é por acaso e não será pontual. Trata-se, na verdade, de uma nova forma de distribuição do efetivo, visando otimizar o trabalho de ostensividade.

No dia seis de abril deste ano, o Batalhão de Policiamento de Choque foi criado e, desde a semana passada passou a desenvolver diariamente quatro tipos de operações: Paz ao Cidadão, Patrimônio Seguro e Natal Seguro I e II.

A finalidade dessas ações é atuar em bairros e municípios da região metropolitana, que apresentam altos índices de criminalidade.

O comandante geral da Polícia Militar, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva, explicou que ao longo dos anos a instituição tem feito levantamento e criado estatísticas que permitem a polícia estabelecer pontos de atuação, através de bloqueios e patrulhamento.

O comandante afirma que as ações atendem a um pedido do Governo do Estado, mas, principalmente, aos interesses da sociedade. “Quando o governador [Iberê Ferreira] me convidou para ser comandante geral ele disse que queria resultados. No entanto, todo esse trabalho é fruto de planejamento. A polícia de hoje não trabalha de forma empírica. Estamos trabalhando em cima de estatísticas”, revela.

Mapeamento da criminalidade permitiu que a PM estabelecesse pontos (em vermelho)
onde deveria se aplicar a maior presença de policiais.

Coronel Araújo Silva ressalta, contudo, que alguns investimentos tiveram que ser feito para viabilizar o novo projeto. “o Batalhão de Choque recebeu 18 viaturas do tipo Blazer e ganhou o Complexo Tático Operacional [avenida Miguel Castro], que é uma sede estrategicamente localizada, permitindo mobilidade no atendimento as ocorrências bem como um maior conforto para os policiais”.

Forma de policiamento

A reportagem do Nominuto.com conversou com o comandante do Batalhão de Policiamento de Choque, major Túlio César. Ele explico a nova forma de policiamento e a distribuição dos policiais nas ruas da Grande Natal.

“No mínimo, oito viaturas estão fazendo esse trabalho de ostensividade, com um total de 87 policiais. Cada viatura dessa conta com quatro homens, variando de três para cinco, dependendo do local e da situação de risco”, conta.

De acordo com major Túlio, a Operação Paz ao Cidadão tem sido realizada sextas, sábados ou domingo. Nesta, os policiais promovem abordagens e barreiras em horários e locais pré-estabelecidos conforme as estatísticas de geoprocessamento criminal.

Já a Operação Patrimônio Seguro é aplicada de segunda a sexta das 9h às 17h e aos sábados das 9h às 14h. “Essa ação é baseada no horário de funcionamento do comércio e dos bancos, que abrem às 10h e fecham às 16h. Então, o policiamento é reforçado em todos os setores de grande movimentação financeira”, destaca o oficial.

O outro tipo de operação é a Natal Segura. Divida em duas versões, ela visa dar mais segurança a população nos horários de entrada e saída de escolas e trabalho. “A Natal Segura I é empregada de segunda a sexta-feira das 17h às 16h30, quando as pessoas estão voltando pra casa. Com as viaturas em vários pontos da cidade, fica mais difícil, por exemplo, um criminoso assaltar um ônibus, sabendo que ele não terá como fugir”.

Major Túlio César comenta ainda que a polícia também se preocupou com um horário mais estendido. “Na Operação Natal Seguro II, nosso foco principal são aquelas pessoas que trabalham de dia e ainda estudam a noite. Então, o patrulhamento tem sido feito das 22h às 23h, também nos principais corredores da região metropolitana”.

De acordo com o oficial, o Batalhão de Choque da Polícia Militar é hoje um dos mais preparados da corporação. Atualmente, a companhia conta com quase 100% de policiais pertencentes à Força Nacional de Segurança.

“Não adianta só ter todo esse esforço se não tivermos policiais preparados. Por isso, existe a preocupação de todos os dias aplicamos treinamentos tanto de abordagem, como de cidadania, onde se aprende direitos humanos. Isso faz com que nosso índice de acidente seja zero”, ressalta major Túlio.

Fonte: nominuto.com

O SOFRIMENTO DOS POLICIAIS MILITARES AUMENTA A CADA DIA NO RIO DE JANEIRO.

As Unidades de Polícia Pacificadora tem sido o calvário dos jovens Policiais Militares, gerando um descontentamento completo, o que poderá por em risco o projeto eleitoreiro de Sérgio Cabral (PMDB).
As UPPs são uma total bagunça em termos administrativos e não por culpa dos Capitães comandantes, pois eles acabam limitados pelas deficiências administrativas da Polícia Militar, que assolam as Organizações Policiais Militares, sobretudo os Batalhões de Polícia.
A UPP do Andaraí foi inaugurada sem nenhuma cadeira, nem o Capitão comandante tem onde sentar. Lá não existem armários e nem camas. A alimentação é servida em quentinhas e os Policiais Militares se alimentam de pé.
As UPPs possuem as mais variadas escalas, embora o serviço seja o mesmo em todas elas.
A vida administrativa dos Policiais Militares está completamente atrasada nas UPPs, causando uma série de problemas, inclusive de ordem financeira (concessão de triênios, por exemplo). Em algumas UPPs os Policiais Militares são desarranchados, em outras não. Em algumas os Policiais Militares recebem o RioCard, em outras não. A desordem é total.
Um dos maiores absurdos é a parte operacional, considerando que os Policiais Militares trabalham em pé em turnos de DOZE HORAS, algo inimaginável, desumano e improdutivo.
Infelizmente, o sofrimento dos Policiais Militares não estão restritos às UPPs.
Cidadão, você lembra do último arrastão na Linha Amarela?
Certamente, lembra. Sabe qual foi a solução da Polícia Militar?
Parar em cada saída uma viatura do BPRv com dois Policiais Militares, que permanecem no local por DOZE HORAS.
Como se alimentam?
Recebem quentinhas.
Como satisfazem as suas necessidades fisiológicas?
Prefiro que pergunte a um deles, eles são fáceis de achar...
A Polícia Militar está completamente desorganizada.
O caos é fruto da COMPLETA SUBSERVIÊNCIA POLÍTICA DA GESTÃO DA MODERNIDADE e dos seus coronéis.
Povo e Policiais Militares, temos que salvar a PMERJ, antes que TODOS estejam de joelhos e a instituição não exista mais.
Fonte:http://celprpaul.blogspot.com

VACAREZZA INVIABILIZA VOTAÇÃO DA PEC 300

Muitos deputados foram a Brasília com o objetivo de concluir a votação da PEC 300, que cria um piso nacional para a polícia militar. O líder do governo na Câmara, Cândido Vacareza, aproveitou a oportunidade para colocar na pauta a Medida Provisória 487/10, que amplia o limite de financiamentos do BNDES. É uma MP eleitoreira, que nunca deveria ser discutida num período como esse. Como as MPs tem prioridade de votação, trancando a pauta, passou na frente das PECs 300, informou Mendonça Prado.

O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), sugeriu a abertura de uma nova sessão extraordinária para tratar apenas do segundo turno do piso salarial dos policiais civis e militares e bombeiros militares (PECs 300/08 e 446/09), mas Inocêncio optou por apenas manter a sessão ordinária marcada para as 14 horas. O piso dos policiais não está na pauta, mas pode ser votado se houver acordo.

A pauta da sessão ordinária está trancada por três medidas provisórias: a 487/10 e outras duas sobre a preparação do Brasil para as Olimpíadas de 2016 (488/10 e 489/10).

Não é justo o que está sendo feito com a PEC 300, porque foi um trabalho amplo em todo o Brasil. Cada dia fazem uma promessa diferente, que nunca é cumprida. Isso está revoltando os policias que querem um piso salarial justo, afirmou Mendonça Prado.

Fonte: FaxajuMuitos deputados foram a Brasília com o objetivo de concluir a votação da PEC 300, que cria um piso nacional para a polícia militar. O líder do governo na Câmara, Cândido Vacareza, aproveitou a oportunidade para colocar na pauta a Medida Provisória 487/10, que amplia o limite de financiamentos do BNDES. É uma MP eleitoreira, que nunca deveria ser discutida num período como esse. Como as MPs tem prioridade de votação, trancando a pauta, passou na frente das PECs 300, informou Mendonça Prado.

O líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), sugeriu a abertura de uma nova sessão extraordinária para tratar apenas do segundo turno do piso salarial dos policiais civis e militares e bombeiros militares (PECs 300/08 e 446/09), mas Inocêncio optou por apenas manter a sessão ordinária marcada para as 14 horas. O piso dos policiais não está na pauta, mas pode ser votado se houver acordo.

A pauta da sessão ordinária está trancada por três medidas provisórias: a 487/10 e outras duas sobre a preparação do Brasil para as Olimpíadas de 2016 (488/10 e 489/10).

Não é justo o que está sendo feito com a PEC 300, porque foi um trabalho amplo em todo o Brasil. Cada dia fazem uma promessa diferente, que nunca é cumprida. Isso está revoltando os policias que querem um piso salarial justo, afirmou Mendonça Prado.

Fonte: Faxaju

PEC 300 ADIADA: TEMER CONFIRMA ESFORÇO CONCENTRADO NOS DIAS 17 E 18 DE AGOSTO

O presidente da Câmara, Michel Temer, confirmou há pouco no plenário que o próximo esforço concentrado foi antecipado para os dias 17 e 18 de agosto, quando serão realizadas seis sessões, entre ordinárias e extraordinárias. Ele apresentou essa proposta hoje pela manhã a alguns líderes e, com a dificuldade de manter o quórum no plenário, decidiu ratificar a nova data.



“Em setembro é que as campanhas vão estar pegando fogo”, disse Temer. A pauta será formada pelas medidas provisórias que trancam os trabalhos e pelas propostas de emenda à Constituição (PECs) 300/08 e 308/04, esta última desde que haja acordo entre os partidos.

A primeira PEC institui o piso salarial dos policiais e bombeiros dos estados, e já foi votada em primeiro turno. A segunda cria a Polícia Penal.

FONTE: Agência CâmaraO presidente da Câmara, Michel Temer, confirmou há pouco no plenário que o próximo esforço concentrado foi antecipado para os dias 17 e 18 de agosto, quando serão realizadas seis sessões, entre ordinárias e extraordinárias. Ele apresentou essa proposta hoje pela manhã a alguns líderes e, com a dificuldade de manter o quórum no plenário, decidiu ratificar a nova data.




“Em setembro é que as campanhas vão estar pegando fogo”, disse Temer. A pauta será formada pelas medidas provisórias que trancam os trabalhos e pelas propostas de emenda à Constituição (PECs) 300/08 e 308/04, esta última desde que haja acordo entre os partidos.

A primeira PEC institui o piso salarial dos policiais e bombeiros dos estados, e já foi votada em primeiro turno. A segunda cria a Polícia Penal.

FONTE: Agência Câmara

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

PEC 300: Plenário da Câmara encerra sessão sem votar piso para policial




Na semana de esforço concentrado no Congresso, a sessão extraordinária do plenário da Câmara marcada para a manhã desta quarta-feira (4) se encerrou por falta de quorum. A expectativa era votar a proposta de emenda à Constituição que estabelece o piso salarial dos policiais e bombeiros (PEC 300) e a medida provisória que amplia os limites de financiamentos do BNDES. Muitos deputados, no entanto, não compareceram para a votação.Uma sessão ordinária foi convocada para as 14h de hoje para apreciar as medidas provisórias que trancam a pauta. Além da MP do BNDES, também podem ser apreciadas na tarde desta quarta-feira duas medidas provisórias que tratam sobre a preparação do Brasil para as Olimpíadas de 2016 – MP 488/10 e MP 489/10. A primeira delas autoriza a União a criar a Empresa Brasileira de Legado Esportivo S.A. - "Brasil 2016" e a segunda, flexibiliza a Lei de Licitações para obras olímpicas.A votação do segundo turno da PEC 300 ainda não tem previsão para ocorrer. Em plenário, o líder do DEM, deputado Paulo Bornhausen (SC), sugeriu convocar uma nova sessão extraordinária para tratar especificamente da votação do piso dos policiais e bombeiros. Mas o deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), no exercício da presidência na sessão desta manhã, preferiu não convocar outra extraordinária.A apreciação da PEC 300 é aguardada com grande expectativa e forte pressão da categoria. Nesta quarta-feira, centenas de policiais e bombeiros ocupam os corredores da Câmara, na tentativa de pressionar pela votação do piso salarial. Apesar de não haver uma posição fechada, o presidente pode convocar uma sessão extraordinária para votar a matéria na noite de hoje.

Fonte: Congresso em Foco

PEC 300 será votada nesta quarta-feira em segundo turno

Depois de uma reunião com os líderes dos partidos na Câmara Federal, representantes da classe militar de todo o País conseguiram empurrar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, em segundo turno, para a pauta desta quarta-feira. Os deputados federais voltaram nesta segunda-feira do recesso parlamentar de julho e ainda não tinham discutido colocar na ordem da semana a apreciação desta matéria, que institui o piso salarial nacional da classe militar. O líder do governo na Câmara Federal, deputado Cândido Vaccarezza (PT/SP), informou, antes das férias, que iria trabalhar para que os deputados analisassem a proposta assim que o ‘descanso’ fosse encerrado. A intenção era que a PEC 300 fosse votada até o dia 6 de agosto. Todavia, no site da Agência Câmara não constava na pauta prevista para os dias 3, 4 e 5 de agosto a proposta em questão. Claro que os parlamentares podiam alterar as matérias que serão apreciadas a qualquer momento. Para dar mais uma pressão nos deputados, lideranças dos militares já estão em Brasília, onde pretendem acompanhar as sessões ordinárias da semana. O presidente da Associação dos Cabos e Soldados (ACS) de Alagoas, cabo PM José Soares Cordeiro, está em Brasília para, junto com as demais representações, engrossar o movimento. Ele falou que o clima na capital federal é de expectativa para que a PEC 300 entre mesmo em votação nesta quarta e, enfim, siga para o Senado Federal, para ser votada igualmente em dois turnos e, em seguida, ser promulgada pelo presidente da Casa. Além de Soares, integram o movimento no Distrito Federal o presidente licenciado da ACS, sargento Wagner Simas Filho e o ex-vice presidente da entidade, sargento Marcos André Ramalho.


Fonte:http://cercoebloqueiopm.blogspot.com/ 

POLICIAMENTO COMUNITÁRIO - A Arte de Policiar

Policiamento Comunitário: Conceito

Definir Policiamento Comunitário não é fácil, até porque há que se ter cuidado ao fazê-lo, a fim de não transmitir uma imagem de que se trata apenas de mais uma técnica ou iniciativa localizada e pontual. Na verdade, como já foi visto, ele já existia, e com a evolução dos tempos sofreu processos de mudanças que acabaram por descaracterizá-lo, mercê do avanço tecnológico, especialmente de materiais e também em razão de políticas de Segurança Pública equivocadas, decorrentes do adensamento populacional das cidades.

No entanto, um conceito, pelo menos, é necessário, para que se possa compreender melhor o seu alcance. Trajanowicz e Buqueroux definiram-no como:

"Uma filosofia e uma estratégia organizacional que proporciona uma nova parceria entre a população e a polícia, baseada na premissa de que tanto a polícia quanto a comunidade devem trabalhar juntas para identificar, priorizar e resolver problemas contemporâneos , como crimes, drogas, medos, desordens físicas, morais e até mesmo a decadência dos bairros, com o objetivo de melhorar a qualidade geral de vida na área."

Panorama Mundial

1 - OS EUA

Nos Estados Unidos, em estudos realizados recentemente, verificou-se que com o advento do automóvel, o policial foi se afastando paulatinamente de um convívio mais estreito com as pessoas. Abrigado contra intempéries, patrulhando ligeiramente ruas e logradouros, sem observar detalhes e sem colher informações preciosas, o policial passou muito mais a reprimir do que a prevenir delitos.

Em diversas experiências realizadas em cidades americanas, constatou-se que o aumento ou diminuição dos recursos policiais, tanto humanos quanto tecnológicos, não influenciava decisivamente na queda dos índices de criminalidade e mesmo na melhora da sensação de segurança pela população. A técnica criada na década de 70, conhecida como tempo resposta (tempo que uma patrulha, depois de acionada pelo rádio, demorava para chegar ao local do fato) mostrou-se insuficiente para prevenir a criminalidade, determinando, ao contrário, um aumento no número de ocorrências atendidas pela polícia.

Assim, mesmo sendo um país adiantado, os EUA levaram cerca de 40 anos para se aperceberem das necessidades de mudanças, sendo que suas experiências com o novo conceito de polícia comunitária datam de 1990. Esse fenômeno se verificou na maioria das localidades, em todos os países, especialmente em regiões metropolitanas e nas grandes cidades. No entanto, em alguns países, o sistema comunitário de polícia foi preservado, sendo o melhor exemplo o Japão e, a seguir, a Inglaterra.

2 - O JAPÃO

O modelo de Policiamento Comunitário praticado no Japão data de 1874, portanto há mais de 100 anos, e, baseia-se na visualização do policial através dos postos de policiais e na sua interligação através de patrulhas à pé, em bicicleta ou motoneta.

O Japão, pais com dimensões pouco maiores que nosso Estado e com cerca de 130 milhões de habitantes, possui cerca de 15.000 postos de policias, sendo que 80500 são ocupados por um único policial, pois o posto nada mais é que sua própria residência, onde vive com sua família. Todos os postos são ocupados com telefone, rádio e computador mas a atividade principal do policial japonês é o patrulhamento, normalmente a pé ou em bicicleta, visitando famílias, comerciantes, diretores de escolas, enfim, completamente integrado a uma pequena comunidade. O mais importante é que as pessoas, ao necessitarem da polícia, sabem sempre a quem recorrer e aonde. Além disso, os recursos propiciados pela tecnologia moderna forma judiciosamente aplicados no Japão, preservando-se, porém, a proximidade do policial das comunidades, sem perder a simbiose, preexistente entre polícia e povo.

Por sua eficácia na prevenção de delitos (um dos mais baixos índices do mundo) e pelo reconhecimento obtido junto à população, que realmente se sente segura (efetividade), é que crescente número de países passaram não só a estudar mas a implantar a experiência japonesa, destacando-se dentre este os EUA e até mesmo a Inglaterra, que possui tradição em Policiamento Comunitário.

Em São Paulo, a cidade de Ribeirão Preto possui, em andamento, uma experiência semelhante, assim como Jundiaí. Além dessas iniciativas, algumas Cia Btl da região metropolitana também começaram a desenvolver algumas experiências de Policiamento Comunitário, a saber: 2ª e 4ª ia do 12º BPM/M, a 1ª e 2ª ia do 16º BPM/M, a 3ª Cia do 18º BPM/M e mais recentemente o 7º BPM/M.

Tais iniciativas, apesar de isoladas, tendem a consolidar, desde que os princípios de Policiamento Comunitário se estendam e envolvam toda a Corporação, passando, dessa forma, a fazer parte de uma estratégia organizacional da Instituição, cuja missão principal é servir e proteger a população.

O Envolvimento dos Seis Grandes

Para conseguir êxito no processo de implantação e na consolidação do Policiamento Comunitário, não há como prescindir da colaboração e do envolvimento dos seis grandes, a saber:

a. Organização Policial; b. A Comunidade Residente; c. As Autoridades Cívicas Eleitas; d. A Comunidade de Negócios; e. Outras Instituições, federais, estaduais e municipais, sobretudo; f. A Mídia.

Concluindo, cabe ressaltar que o Policiamento Comunitário não possui o mister de, por si só, responder pela prevenção ampla dos delitos no estrato social. É sabido e notório que a prevenção da criminalidade deve processar--se necessariamente em três níveis, ou seja:

1. Nas ações de governo, compreendendo investimentos na área de educação e saúde, na geração de empregos e na distribuição de renda;

2. Leis fortes e eficazes que cominem penas severas para os crimes violentos e tornem os processos judiciais ágeis e descentralizados, como convém ao princípio de justiça, devendo tal mediada estar aliada a um aparato policial bem preparado, equipado e motivado, que não só aja de forma ostensiva e preventiva, mas que também possua rapidez e eficácia nos processos investigativos e consequentemente na elucidação dos delitos ocorridos;

3. O sistema carcerário é o responsável pelo terceiro nível de prevenção. Sua missão é manter recluso em segurança o condenado pela justiça, mas, sobretudo trabalhar pela sua plena recuperação, preparando-o para reintegrar-se à sociedade de forma produtiva e participativa. Este terceiro nível de prevenção é fundamental, uma vez que se sabe que 80% dos crimes ocorridos na região metropolitana de São Paulo são praticados por reincidentes, que já foram, um dia, presos, processados e julgados.

Por tudo isso, é que se sabe que a implantação do Policiamento Comunitário em São Paulo deverá ser um processo lento, progressivo e perene, semelhantemente ao que ocorreu e ocorre em vários países. Entretanto, o início de sua implantação, aliado a iniciativas dos demais segmentos da sociedade, não deve ser postergado, sob pena de se perder a grande oportunidade de recuperar a qualidade da vida comunitária.

Os 10 Princípios da Polícia Comunitária

Para uma implantação do sistema de Policiamento Comunitário é necessário que todos na Instituição conheçam os seus princípios, praticando-os permanentemente e com total honestidade de propósitos. São eles:

a. Filosofia e Estratégia Organizacional - A base desta filosofia é a comunidade. Para direcionar seus esforços, a Polícia, ao invés de buscar idéias pré-concebidas, deve buscar, junto às comunidades, os anseios e as preocupações das mesmas, a fim de traduzi-los em procedimentos de segurança;

b. Comprometimento da Organização com a concessão de poder à Comunidade - Dentro da comunidade, os cidadão devem participar, como plenos parceiros da polícia, dos direitos e das responsabilidades envolvidas na identificação, priorização e solução dos problemas;

c. Policiamento Descentralizado e Personalizado - É necessário um policial plenamente envolvido com a comunidade, conhecido pela mesma e conhecedor de suas realidades;

d. Resolução Preventiva de Problemas a curto e a longo prazo - A idéia é que o policial não seja adicionado pelo rádio, mas que se antecipe à ocorrência. Com isso, o número de chamadas do COPOM deve diminuir;

e. Ética, Legalidade, Responsabilidade e Confiança - O Policiamento Comunitário pressupõe um novo contrato entre a polícia e os cidadãos aos quais ela atende, com base no rigor do respeito à ética policial, da legalidade dos procedimentos, da responsabilidade e da confiança mútua que devem existir;

f. Extensão do Mandato Policial - Cada policial passa a atuar como um chefe de polícia local, com autonomia e liberdade para tomar iniciativa, dentro de parâmetros rígidos de responsabilidade. O propósito, para que o Policial Comunitário possua o poder, é perguntar-se:

§ Isto está correto para a comunidade?

§ Isto está correto para a segurança da minha região?

§ Isto é ético e legal?

§ Isto é algo que estou disposto a me responsabilizar?

§ Isto é condizente com os valores da Corporação?

Se a resposta for Sim a todas essas perguntas, não peça permissão. Faça-o!

g. Ajuda às pessoas com Necessidades Específicas - Valorizar as vidas de pessoas mais vulneráveis: jovens, idosos, minorias, pobres, deficientes, sem teto, etc. Isso deve ser um compromisso inalienável do Policial Comunitário;

h. Criatividade e apoio básico - Ter confiança nas pessoas que estão na linha de frente da atuação policial, confiar no seu discernimento, sabedoria, experiência e sobretudo na formação que recebeu. Isso propiciará abordagens mais criativas para os problemas contemporâneos da comunidade;

i. Mudança interna - O Policiamento Comunitário exige uma abordagem plenamente integrada, envolvendo toda a organização. É fundamental a reciclagem de seus cursos e respectivos currículos, bem como de todos os seus quadros de pessoal. É uma mudança que se projeta para 10 ou 15 anos;

j. Construção do Futuro - Deve-se oferecer à comunidade um serviço policial descentralizado e personalizado, com endereço certo. A ordem não deve ser imposta de fora para dentro, mas as pessoas devem ser encorajadas a pensar na polícia como um recurso a ser utilizado para ajudá-las a resolver problemas atuais de sua comunidade.

Funções do Policial Comunitário

a. Apresentação à comunidade, contato corpo a corpo, integrando-se a esta;

b. Ronda constante;

c. Contatos com lideranças locais;

d. Reunir informações;

e. Participar das reuniões comunitárias;

f. Coordenar e intermediar serviços e ações de outras instituições;

g. Administrar crises e problemas locais, encaminhando-os, caso não consiga solucioná-los;

h. Exercer plenamente as atividades de Polícia, orientando, apaziguando, mas também prendendo se necessário.

Supervisão e Avaliação de Desempenho

Além do exemplo e do fazer junto, que deve ser a tônica das ações dos diversos escalões de Comando da Instituição, seus procedimentos devem ser orientados para:

a. Ênfase no processo de reconhecimento e de reforço aos certos do trabalho policial, procurando formas de incentivos à manutenção e até elevação do nível motivacional da tropa;

b. Ação corretiva, firme e imediata, nos casos que maculem os princípios éticos, disciplinares, legais e de responsabilidade;

c. Respeito profundo à dignidade do subordinado, como pessoa e como profissional;

d. Trabalhar intensamente para a formação de um time, na busca da qualidade dos serviços prestados;

e. Estar atento aos índices de criminalidade, tornando-os cada vez mais específicos, ágeis e localizados geograficamente, de maneira a orientar o trabalho policial e possibilitar a cobrança de desempenho, fornecendo, assim, respostas rápidas e oportunas às comunidades;

f. Estar atento às pesquisa de opinião, como forma de conhecer a sensação de segurança dos cidadãos, nas diversas comunidades e de analisar o desempenho de seus colaboradores.

Passos para Implantação

1. MUDANÇAS ESPERADAS:

a. Reciclagem de todos os cursos e currículos existentes, bem como de todo efetivo da Organização;

b. Adotar os procedimentos puramente preventivos, de curto e de longo prazo, em relação aos crimes e contravenções, sendo a reação imediata apenas um recurso de proteção à vida e à integridade de pessoas e patrimônios;

c. Tomar o PM um agente de mudanças, pró-ativo e um simbiose com sua pequena comunidade;

d. O PM deverá ajudar combater as causas da criminalidade e não apenas o crime;

e. Sua formação deve ser generalista e deverá estar apto a crise e a resolver problemas, coordenando a ação de outros órgãos e/ou comunidades de interesse;

f. O conceito de trabalho por hora deve ser trocado pelo conceito de área de trabalho. O posto policial se torna de vital importância na implantação do Policiamento Comunitário e sua necessária descentralização;

g. A atividade de patrulha deve basear-se em deslocamentos lentos (a pé, bicicletas, motonetas), sempre buscando detalhes e informações. A delimitação de área é fundamental nesta atividade.

Fonte: Secretaria de Segurança e Justiça - São Paulo

Piso dos policiais e MPs podem ser votados nesta quarta-feira.

Plenário não votou propostas nesta terça-feira (3), por falta de acordo.

Oposição ainda obstrui os trabalhos para pressionar por garantia de mais recursos para a Saúde.

A sessão do Plenário foi acompanhada nas galerias por representantes dos

policiais

A sessão desta terça-feira (3) terminou sem acordo entre os partidos, o que inviabilizou a votação das três medidas provisórias que trancam a pauta: a MP487/10, que capitaliza o BNDES; e as MPs 488/10e 489/10, que preparam o Brasil para receber as Olimpíadas de 2016 e a Copa do Mundo de 2014.

A primeira MP continua na pauta da sessão desta quarta-feira (4), às 9 horas, em que também deverá ser votado o segundo turno do piso salarial dos policiais e bombeiros dos estados (PECs 300/08 e 446/09). Já as propostas sobre as Olimpíadas e a Copa deverão ser analisadas em outra sessão, a partir das 14 horas.

 
Impasse

A sessão foi interrompida para que os líderes tentassem um acordo sobre as votações, mas não houve consenso. A oposição continuou cobrando a votação do projeto que regulamenta a Emenda Constitucional 29 e destina recursos para a Saúde (PLP 306/08), enquanto representantes de policiais e agentes penitenciários pressionavam os deputados para a análise do piso dos policiais e bombeiros e da criação da Polícia Penal (PEC 308/04).

De acordo com o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO), a oposição vai tentar impedir a votação das MPs até que a proposta sobre recursos para a Saúde seja votada.

“Vamos continuar com obstrução ferrenha enquanto não for votada a regulamentação da Emenda 29. Os R$ 25 bilhões para a Saúde são muito mais importantes do que garantir uma função para o ministro dos Esportes — o que é proposto em duas MPs”, criticou.

O líder do governo, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), disse que as três MPs precisam ser votadas ainda nesta semana para não perderem o prazo de vigência antes da análise dos parlamentares. Ele argumentou que, se a votação for adiada, não haverá tempo para as propostas serem analisadas também pelos senadores no próximo esforço concentrado, em setembro. “Se não votarmos essas MPs ainda nesta semana, estaremos contribuindo para que elas percam o prazo”, ressaltou.

Capitalização do BNDES

Durante a Ordem do Dia, a deputada Solange Almeida (PMDB-RJ) leu o seu parecer sobre a MP 487/10. A relatora fez uma série de modificações no texto do Executivo, o que ampliou o número de artigos de sete para 36. Entre os assuntos incluídos por ela noprojeto de conversão, estão o estímulo fiscal a termelétricas movidas a gás natural, a renegociação de dívidas agrícolas e uma subvenção para a Valec Engenharia, Construções e Ferrovias.

Solange Amaral também incluiu um incentivo fiscal às empresas exportadoras que comprarem resíduos sólidos para serem usados no processo produtivo. O incentivo virá na forma de crédito presumido do IPI e valerá até 31 de dezembro de 2014.

Em seu texto original, a MP amplia o limite para a concessão de empréstimos pelo BNDES voltados à compra e produção de bens de capital e à inovação tecnológica. Além disso, ela trata de mudanças na amortização do saldo devedor do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (FIES).

Questionamento

A extensa mudança promovida pela relatora levou o líder da Minoria, deputado Gustavo Fruet (PSDB-PR), a questionar Temer se ela poderia incluir temas novos no texto. Temer ficou de dar a resposta durante a discussão da MP, nesta quarta. Conforme lembrou Fruet, em outras situações o presidente da Câmara disse que uma MP não pode ter assuntos estranhos ao seu teor original.

 
“A MP chegou à Câmara com poucos artigos e no relatório há mais de 30. Foram incluídas matérias sobre regime automotivo; pagamento de dívidas da União; renegociação de dívidas com autarquias; compensação fiscal por cessão do horário eleitoral; temas de competência da Casa da Moeda sobre impressão de documentos; contratos de energia elétrica; e assuntos referentes à cadeia produtiva de gás natural e ao biodiesel”, disse Fruet.
Fonte:http://policialdopovo.wordpress.com

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Pec 300 - Temer diz que piso salarial de policiais pode ser votado ainda hoje

O presidente da Câmara, Michel Temer, disse há pouco que, se for atingido o quórum de 308 deputados, vai tentar votar ainda nesta terça-feira o segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, já que há acordo dos líderes partidários sobre essa proposta, que fixa o piso salarial para policiais e bombeiros. Até às 16h37, o Plenário já registrava a presença de 214 deputados.