sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Aluno da PM perde audição em treinamento e será indenizado

Ele perdeu a audição em razão do não fornecimento nem de orientação de como usar protetor auricular por parte do Comando da Polícia Militar.

Por Redação, Com informações do TJRN.Tamanho do texto: A ImprimirUm candidato ao cargo de soldado da Polícia Militar que participava de treinamento de tiro com arma de fogo no curso de formação de soldados da PM ganhou uma ação movida contra o Estado do Rio Grande do Norte e será indenizado em R$ 15 mil. Ele perdeu a audição em razão do não fornecimento nem de orientação de como usar protetor auricular por parte do Comando da Polícia Militar. A sentença é da 5ª Vara da Fazenda Pública de Natal.

Na ação, o autor informou que passou em todas as etapas do concurso público para carreira de soldado da Polícia Militar, realizado em janeiro de 2006. Homologado o concurso, ingressou no curso de formação de soldados, realizado no Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia militar do RN -CEAPM.

Ele afirmou que ao longo do curso de formação os alunos são submetidos a treinamento de tiro com arma de fogo, tendo a primeira aula sido realizada no dia 28 de setembro de 2006.

Porém, de acordo com o autor, neste treinamento, o Comando da Polícia Militar não forneceu, nem orientou seus alunos a utilizar qualquer protetor auricular ou abafador/concha, aparelhos normalmente utilizados para proteger a audição. Segundo o autor, durante sua instrução de tiro sentiu um desconforto auditivo e afirmou que o mesmo se devia ao elevado número de disparos realizados naquele dia.

O autor alegou ainda que o referido desconforto prolongou-se pelos dias seguintes, o que levou o autor a procurar auxílio médico. Ele disse ainda que se submeteu a sucessivos exames médicos (audiometrias), nos quais fora diagnosticada sua perda auditiva em decorrência da falta de proteção auricular na instrução de tiro, conforme aponta o laudo médico produzido pelo Otorrino da PM.

Em dezembro de 2006, foi encaminhado para a Junta Médica, na qual obteve a dispensa das atividades ostensivas. Assim, ficou atuando em diversas funções internas, até ser dispensado definitivamente do serviço ostensivo em junho de 2007. assinala que sua perda auditiva causou-lhe profundos transtornos e privações. Ao final, pediu indenização pelos danos morais que suportou e também a sua manutenção nas funções amparadas por decisão médica, permanecendo afastado do serviço ostensivo e de guarda.

Para a juíza Ana Cláudia Secundo da Luz e Lemos, as provas dos autos constatam a omissão do Estado, representada pela sua negligência à proteção dos servidores em formação, plenamente demonstrada diante do comando constitucional que prevê o dever geral da Administração de reduzir os riscos inerentes ao trabalho desempenhado por seus agentes.

Segundo a magistrada, a obrigação estatal foi esquecida pelo Estado, que promoveu o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar, sem disponibilizar aos seus alunos, o equipamento necessário à redução dos riscos de seu desempenho. Ela destacou que a formação do policial é imprescindível à assunção de suas funções e, portanto, deve ser empreendida de forma hábil a garantir a futura aptidão integral para o serviço em prol da segurança pública. “Por tal razão, há de ser imposta a devida segurança e a devida salubridade nas atividades de formação”, afirmou.

De acordo com a julgadora, no caso, o Estado agiu com culpa ao negligenciar a segurança indispensável à garantia da saúde dos policiais em formação, o que culminou na lesão experimentada pelo autor, conforme concluem os laudos médicos. Ela determinou ainda que o Estado deverá contribuir com a melhoria da qualidade de vida do autor, proporcionando-lhe a oportunidade de exercer suas funções, de acordo com suas novas limitações, em cumprimento aos princípios da dignidade humana e do valor social do trabalho, encartados no art. 1º, III e IV, da Constituição Federal.
Fonte:nominuto

Flagrante forjado e agressões praticadas por PM geram indenização

Segundo o autor, no dia cinco de outubro de 2003, ele foi indiciado por tráfico de entorpecentes, mas, o flagrante foi forjado.

Por Redação, Com informações do TJRN.Tamanho do texto: A ImprimirUm cidadão ganhou uma ação judicial perante a 4ª Vara da Fazenda Pública de Natal e vai receber R$ 8 mil por ter sido vítima de um flagrante forjado. Além disso, ele sofreu atos de agressão física praticados por Policiais Militares do Estado do Rio Grande do Norte.

Segundo o autor, no dia cinco de outubro de 2003, ele foi indiciado por tráfico de entorpecentes, em razão de, supostamente, transportar significativa quantidade de drogas.

Mas, de acordo com o autor, o flagrante foi, na verdade, fruto de desavença pessoal entre sua pessoa e o PM Daladier, visto que um sobrinho do autor, portador de doença mental, teria assassinado o irmão do policial.

Ele esclareceu que, diante da perseguição apontada, o Juízo da 1ª Vara Criminal concluiu pelo arquivamento do processo criminal, ante a falta de indícios de que o mesmo tenha praticado o tráfico de entorpecentes.

Informou que, em razão da situação ilegal a que foi submetido, sua honra foi gravemente violada, pois o fato teve ampla publicidade através dos jornais e da televisão, causando-lhe vergonha e perturbação psicológica a ponto de o impedir de trabalhar por três meses.

Fundamentando-se na responsabilidade objetiva do Estado e na Constituição Federal, requereu a condenação do Estado do RN a pagar indenização por danos morais.

O Estado alegou que o autor não provou seus argumentos e que não estão presentes os elementos motivadores da responsabilidade civil do Estado, por isso pediu pela improcedência dos pedidos indenizatórios.

O juiz Cícero Martins de Macedo entendeu que não há de prosperar direito à indenização com fundamentação embasada apenas no flagrante forjado, que não ficou comprovado, diante da inexistência de fatos que direcionem a ação criminosa dos agentes públicos (policiais militares) em simular o porte de entorpecentes por parte do autor.

Por outro lado, o magistrado entendeu que o autor tem razão quanto ao pedido de danos morais posto que, os documentos e depoimentos das testemunhas comprovaram que o autor foi vítima de agressões físicas e que estas foram praticada por Policiais Militares.

Para o juiz, não há dúvidas de que o autor sofreu prejuízos de ordem moral em virtude do procedimento dos agentes estatais, posto que, conforme apresenta o laudo do exame do corpo de delito, o autor foi vítima de agressões físicas.

Ele considerou vê-se equânime e necessária a quantia de R$ 8 mil estabelecida a título de indenização, seja para reparar à vítima pelos traumas psicológicos sofridos, seja para desestimular novas práticas nesse sentido pelo responsável.
Fonte:nominuto

Polícia da Paraíba prende quadrilha suspeita de assaltar bancos no RN

A polícia da Paraíba prendeu na noite desta quinta-feira (2) cinco homens suspeitos de integrarem uma quadrilha que assaltou bancos no Rio Grande do Norte. As prisões foram feitas por agentes do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil paraibana, na cidade de Mata Redonda. O grupo é suspeito de participar dos assaltos a agências do Banco do Brasil nas cidades de Monte Alegre e Goianinha.


José Renato do Nascimento Silva, Dario da Silva Ferreira, Milton Carlos Cândido da Silva, Rafael da Silva Santos e Manassés Teixeira de Lima foram presos quando fugiam em direção ao interior paraibano. A polícia não informou se houve apreensões de armas ou dinheiro com o grupo.

Todos os presos foram levados para a carceragem da sede da Central de Polícia, em João Pessoa. Ainda hoje, o grupo será levado para a sede da Secretaria de Segurança e Defesa Social do Estado (SEDS) onde os seus integrantes serão ouvidos pelo delegado Walber Virgulino, responsável pela operação. Depois, o grupo será entregue à polícia do Rio Grande do Norte.
Fonte: Tribuna do Norte

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

GESTOR ESTADUAL ESCLARECE DEMORA NA HOMOLOGAÇÃO DO REQUERIMENTO DO BOLSA FORMAÇÃO



Devido às inúmeras reclamações dos policiais militares sobre a demora ocorrida na homologação dos requerimentos para a prorrogação do Bolsa Formação, o Gestor Estadual, Sargento Lindon Jonshon, enviou um e-mail para os participantes dos cursos da rede EAD/ SENASP informando os motivos para essa demora. 

Segundo o Sargento Jonshon, a demora ocorre devido as mudanças ocorridas no sistema, que passou a exigir uma série de documentos no ato da renovação, bem como para se obter um maior controle do processo de homologação dos benefícios, o que está acarretando um excesso no tempo transcorrido para a verificação, validação e homologação dos requerimentos. 

Os policiais do RN, entretanto, reclamam que o tempo está bem além do anterior, chegando a ultrapassar os 40 dias para que os requerimentos sejam verificados. Já o Gestor Estadual do Bolsa Formação, por sua vez, espera que os policiais compreendam e aguardem acompanhando os processos pelo sistema.
Fonte:João Batista

Piauí: e a segurança pública?

 A segurança pública ainda está daquele jeito. Não do jeito que o Governo anda dizendo. Até parece que eles não estão andando no Piauí.
ara falarmos de segurança pública devemos começar pelos recursos humanos, condições de trabalho, remuneração, gestão…
 comando atual parece ter olhos só para a capital, mesmo assim a situação não é tão boa assim. Mas, para o interior falta tudo.
oram entregues viaturas novasno final de junho, e na entrega o governador falava que estava entregando viaturas bem equipadas para melhorar a segurança em nossa cidade. Ora… nem os cartões de combustíveis entregaram. O que serviu de desculpas para desligarem o ‘ar-condicionado’ das viaturas. 
 Grupo Giro (policiamento em motocicletas), uma idéia do próprio batalhão, apareceu para dar mais mobilidade, e levar a policia militar ondenão se pode entrar com as viaturas, anda se arrastando por falta de estrutura. As motocicletas são sempre as descartadas da capital. Falta tudo. Só não falta é força de vontade de trabalhar dos policiais, diga-se. Mas, o atual comandante geral só tem olhos do RONE da capital;
oubemos, mas, não confirmaram, que o Grupo Tática, até poucos dias atrás se encontrava com os coletes balísticos vencidos. E, que informaram ao CMT Geral que teria dito que aquela data de vencimento é marketing da empresa, que colete não ‘vence’;
 governo gasta mais de 120 mil reais pra reformar os chalés na praia de Atalaia, enquanto a estrutura física do batalhão da área pede socorro: muros baixos, sem portão, telhas quebradas, auditório interditado…
75 anos de Polícia Militar, e os policiais ainda são escravizados. O próprio governo fez estudo estipulando o efetivo da PMPI e 11 mil policiais. Hoje, em 2010, temos pouco mais que 6 mil.  Cerca de 70% só na capital que representa algo em torno de 30 % da população piauiense. E, o restante 70% de piauienses do interior contam apenas com 40% do efetivo policial. Consequentemente, os serviços não são de qualidade causando a insatisfação da sociedade. Mas, que a culpa está longe de ser do profissional.
s desconfianças em relação as finanças. As vezes parece que a PMPI tem dinheiro demais pra algumas coisas, ora parece que não tem nada. Mais de 1 milhão e 200 mil reais para comprar SIMPLES uniformes (calça, camisa, coturno) cada um teria saído mais de 22o reais.
farda
oram gastos em 2009, mais de 355 mil reais com placas e medalhas, enquanto os batalhões do interior sobrevive com 5 mil reais.
eve um cidadão que inclusive ficou conhecido como Muttleydevido a tanta medalha)
medalhas
- Alunos dos cursos de formação de cabos e sargentos não receberam a devida ajuda de custo garantida por lei. Alegação: “ora… vocês já estão recebendo o bolsa formação!”
oliciais Militares reclamam pelos indeferimentos de suas férias e licença especial. Alegação: não tem efetivo. O profissional não deve ser penalizado pelo sucateamento da Policia Militar do Piauí.
s policiais do interior sofrem com a falta de informações operacionais. Esses são surpreendidos em suas cidades com assaltos a bancos, agência dos correios e nada podem fazer. Além de serem surpreendidos, não tem estrutura nenhuma de efetivo e equipamentos. As informações só circulam entre um pequeno grupo de privilegiados.
ertamente teríamos bem mais coisas pra falar aqui,como por exemplo: jornada de trabalho, pagamento de diárias, pagamento de horas-extras… Porque para se faz segurança pública é com homens e mulheres e não com máquinas.
nalise as propostas dos candidatos para área da segurança pública. Seja coerente. Não caia no marketing político.

Agentes encontram drogas e celulares na cadeia de Caraúbas


Foram encontradas 80 trouxinhas de maconha, oito pedras de crack, quatros celulares e cinco chips, além de carregadores de celular.

Foto: O Vale do Apodi
Os agentes penitenciários e policiais militares lotados na cadeia pública de Caraúbas realizaram uma operação que resultou na apreensão de drogas e celulares dentro da unidade prisional. No total foram encontradas 80 trouxinhas de maconha, quatro pacotes de maconha, oito pedras de crack, quatros celulares e cinco chips, além de carregadores de celular.

O material foi encontrado nas selas dos pavilhões A e B da cadeia pública de Caraúbas, que abriga cerca de 180 presos provisórios, oriundos de varias cidades do Rio Grande do Norte, principalmente de Natal e ate mesmo do exterior.

De acordo com os agentes, 300 gramas de maconha haviam sido encontradas no teto da unidade prisional no mês passado. Os agentes penitenciários acreditam que tanto a droga quanto os aparelhos celulares estavam sendo arremessada de fora da cadeia para os presos.

Segundo o agente André de França, os agentes penitenciários realizam vistorias nas celas constantemente. Após encontrar droga nas celas, eles ainda realizaram uma revista minuciosa no telhado da unidade.

Toda operação dentro da cadeia pública de Caraúbas foi coordenada pelo diretor da unidade, coronel Eliause Moreira Junior. O diretor abriu investigação para identificar os donos da droga e dos celulares e como esse material tem chegado aos presos. 

A cadeia conta com vários equipamentos de segurança para evitar a entrada de armas, drogas e celular dentro das celas da principal unidade prisional do Médio Oeste Potiguar. Outra novidade foi à nomeação de mais 20 novos agentes penitenciários, reforçando assim o trabalho junto aos apenados.
 

Polícia Militar fecha boca de fumo no loteamento Paraíso

Os policiais do 4º Batalhão da Polícia Militar fecharam mais uma boca de fumo na Zona Norte de Natal. No fim da manhã desta quinta-feira (2), eles receberam denúncia anônima e foram até o loteamento Paraíso, onde comprovaram a existência de um ponto de venda de drogas.

De acordo com o tenente Thales, os policiais receberam a denúncia que apresentava as características do principal acusado. “Nós juntamos a equipe e fomos até o local, chegando lá visualizamos o suspeito e fizemos a abordagem”, revela.

O oficial explicou que a boca de fumo funcionava dentro de uma casa. Lá, a Polícia Militar apreendeu crack e maconha. Com isso, o casal que estava na residência foi preso por tráfico de drogas.

Tenente Thales informou que os presos são Leandro, de 20 anos, e Richele, de 19 anos. O casal foi levado para o 9º Distrito Policial, onde foi autuado.

Fonte:Nominuto

Presidente da Colômbia pede que Brasil classifique Farc como terroristas

Na primeira viagem internacional após a posse, o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, pediu ontem que o Brasil classifique as Farc como "grupo terrorista" e disse que dispensa o apoio do governo Lula para intermediar a reaproximação diplomática com a Venezuela. "Eu estou lidando diretamente com o presidente Chávez", disse Santos à Eliane Cantanhêde, colunista da Folha de S.Paulo, pouco antes de receber a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff.

"O presidente Lula foi o primeiro a me convidar. Aceitei diante da importância geopolítica do Brasil e do nosso interesse em fortalecer a integração regional. Esta década é da América Latina", disse Santos, justificando a visita ao país.

O presidente disse ainda que as Farc são um problema interno da Colômbia. "O Brasil pode colaborar colocando as Farc no seu devido lugar, ou seja, como grupo terrorista. A única forma de podermos abrir algum diálogo com eles é se abdicarem de ações terroristas, de maneira que, se não apenas o Brasil, mas o mundo inteiro entender isso, eles ficarão cada vez mais isolados".

Fonte: Folha on line

'Farc não é um problema do Brasil', diz Dilma Rousseff

Fonte:http://www.pec300.com/

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

NOTÍCIAS SOBRE O NOVO ESTATUTO DOS POLICIAIS E BOMBEIROS DO RN





O nosso tão sonhado Estatuto está em fase de conclusão. Com reuniões realizadas todas as sextas no Quartel do Comando Geral, a reforma do Estatuto está sendo elaborada com a ajuda de oficiais e praças.

Segundo o Sargento Eliabe, presidente da Associação de Subtnente e Sargentos PMBM, o prazo de 120 dias para a reformulação do Estatuto está chegando ao fim, embora ainda falta algumas modificações ainda a serem realizadas. Ele destacou, entre as principais mudanças do novo Estatuto, o ingresso nos quadros da Polícia Militar do RN com exigência de curso superior e a reserva de 50% das vagas para o Curso de Formação de Oficiais (CFO) aos policiais militares da ativa.

Destaca-se, ainda, com a reforma do Estatuto da PMRN, a fixação da remuneração do policial e bombeiro militar em forma de subsídio que será regulamentado por lei posterior, e a promoção por tempo de serviço dos policiais militares independente de vagas.

Dessa forma, as Associações Policiais e dos Bombeiros do Estado acreditam ser uma evolução para as Corporações envolvidas, já que, com a reforma do Estatuto, poderá ser criado um Código de Ética e o Plano de Carreiras para os militares.
fONTE:http://sdglaucia.blogspot.com

JÁ ESTÃO DISPONÍVEIS OS CONTRACHEQUES PARA OS POLICIAIS MILITARES PROMOVIDOS ESTE ANO


Os Policiais Militares do Rio Grande do Norte que foram promovidos este ano e que ainda estavam recebendo os vencimentos do posto ou da graduação anterior, já podem acessar o ContraCheques na internet ou retirá-los em qualquer terminal eletrônico do Banco do Brasil e verificar quanto terá que receber de diferença salarial, que deverá ser paga em folha complementar ainda este mês.
CLIQUE na imagem acima e tenha acesso ao seu ContraCheques via internet. Vale salientar que é necessário a senha de acesso a internet, encontrada no ContraCheques do terminal eletrônico do BB.
FONTE:http://www.patunews.com.bR

INFORMAÇÃO SOBRE BOLSA FORMAÇÃO

Caros Alunos beneficiários da Bolsa Formação 
Informo que devido as mudanças no sistema e para um maior controle do processo de homologação dos benefícios, o tempo para que se efetive todo o processo de verificação, validação e homologação irá demorar mais do que estava sendo processado anteriormente. 
Peço a compreensão de todos os beneficiários e que aguardem acompanhando pelo sistema. 

Lindon Jonshon Soares Dantas 
Gestor Estadual da Bolsa Formação

Taxa de homicídios cresce 32% em 15 anos no país,




ados são da publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável.
Mortes atingiram, em média, 10 vezes mais os homens do que as mulheres.


A taxa de homicídios no país cresceu 32% em 15 anos, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da publicação Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2010.
Segundo o estudo, a taxa de mortes por homicídio no país aumentou de 19,2 em 1992 para 25,4 em 2007 a cada 100 mil habitantes, alta de 32%. Os dados são do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, segundo o IBGE.
Taxas homcídios IBGE
As mortes por homicídios atingiram, em média, 10 vezes mais os homens do que as mulheres no período, diz o IBGE. Só em 2007, o índice era de 47,7 para eles e de 3,9 para elas, uma proporção, nesse caso, 12 vezes maior. Em 1992, era de 35,6 para os homens e de 3,2 para as mulheres.
Segundo estudo, o coeficiente geral de mortes, que cresceu de 1992 a 2003, apresenta uma tendência de queda a partir de 2004 (veja histórico completo no gráfico acima).



Por estado
O estado de Alagoas tinha, em 2007, a maior taxa de homicídios do país, que era de 59,5 por 100 mil habitantes, seguido do Espírito Santo, com 53,3, e de Pernambuco, com taxa de 53. O estado do Rio de Janeiro ocupava o quarto lugar, com coeficiente de 41,5 a cada 100 mil habitantes, e também caiu em relação a 2004, quando era de 50,8.

As menores taxas estavam, em 2007, em Santa Catarina (10,4), Piauí (12,4) e São Paulo (15,4). De modo geral, o menor índice está na Região Sul do país (21,4) e o maior, na Nordeste (29,6).
Segundo o relatório do IBGE, os óbitos por homicídios afetam a esperança de vida, que não é superior devido às mortes prematuras, sobretudo de jovens do sexo masculino. A criminalidade ocasiona, ainda segundo a pesquisa, grandes custos sociais e econômicos. Além das vidas perdidas, gera sequelas emocionais às famílias das vítimas, elevados custos hospitalares e
para o controle da violência, e insegurança na população, interferindo negativamente na qualidade de vida.

Mortes por acidentes
O índice de mortes por acidentes de transportes também é visto com preocupação no relatório e era, em 2007, de 20,3 por 100 mil habitantes, diz a pesquisa, alta de 11% em relação a 1992, quando era de 18,3 (incremento absoluto de dois óbitos por 100 mil habitantes no período).

Em 2007, os maiores valores eram observados nas regiões Centro-Oeste (27,4 por 100 mil habitantes) e Sul (26,2). A taxa mais alta era observada em Roraima (33,7) e em Santa Catarina (32,7).
Assim como nas mortes por homicídio, a proporção de óbitos por acidentes de trânsito é maior nos homens, atingindo a taxa de 33,8 para eles de 7,2 para elas em 2007.
Segundo o relatório, os acidentes de transporte, por serem um dos fatores que ameaçam a
segurança física dos cidadãos, refletem na qualidade de vida da população, que é um dos aspectos essenciais na busca do desenvolvimento sustentável.

O estudo diz, ainda, que a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera os acidentes de transporte como um dos maiores problemas de saúde pública no mundo, especialmente nos países em desenvolvimento, uma consequência da acelerada urbanização e motorização, que não é acompanhada na mesma proporção de infraestrutura.
Fonte:G1

Salário mínimo poderá chegar a R$ 538,15

O salário mínimo poderá chegar a R$ 538,15 em 2011, de acordo com proposta de Orçamento Federal entregue nesta terça-feira (31) ao Congresso Nacional pelo ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Atualmente, o valor é de R$ 510. Para reajustá-lo, o governo leva em consideração a inflação mais o Produto Interno Bruto (PIB) do ano anterior à elaboração da proposta. Como em 2009 o PIB apresentou queda de 0,2%, a atualização poderá ser feita apenas com base na inflação.

“O salário mínimo tem as mesmas regras dos anos anteriores: reajuste igual à inflação com o aumento real correspondente ao PIB. Nesse caso, todos sabem que no ano passado o PIB teve queda”, disse Paulo Bernardo após entregar a proposta para o presidente do Congresso Nacional, senador José Sarney.

*Abril Notícias

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Polícia precisa de reforma profunda

O ex-coordenador de segurança do governo Garotinho, Luiz Eduardo Soares - que foi demitido em entrevista ao vivo do ex-governador Garotinho - questiona a eficácia da política de pacificação de favelas a médio e longo prazos sem uma reforma profunda na polícia, tese que também tenho defendido neste blog.

Soares - que atualmente é secretário municipal de Asssitência Social e Prevenção da Violência, em Nova Iguaçu, deu entrevista a Renato Lemos e Lucila Soares, da "Veja". Leia a íntegra:

"O ex-secretário de Nacional de Segurança Pública Luiz Eduardo Soares estava em seu apartamento em São Conrado no último sábado, quando eclodiu o confronto entre policiais e traficantes que resultou em intenso tiroteio pelas ruas do bairro, invasão do hotel InterContinental e 35 pessoas feitas reféns. Não foi a primeira vez em que se viu nessa situação, tanto como morador quanto como profissional da área de segurança. Ele mora exatamente no condomínio que foi invadido por traficantes em fuga, atirando a esmo com fuzis. Sua esposa é professora e tinha saído às 8:00 para dar aulas na UFRJ. “Os tiros estremecem as paredes e ecoam por dentro do corpo da gente, como se fôssemos seres líquidos e nos expusessem à corrente elétrica”, descreve. “Os estampidos nos remetem aos riscos dos que estão na portaria ou no pátio, ou passando nas ruas. Cada explosão pode corresponder a uma vida e isso é terrível.”

Nesta entrevista, Soares parte do caso de São Conrado para analisar a situação da segurança pública no Rio de Janeiro, onde foi subscretário e coordenador de Segurança, Justiça e Cidadania no governo de Anthony Garotinho. Analisa as Unidades de Polícia Pacificadora, com seus acertos e limitações, faz um balanço do que conseguiu – e não conseguiu – no Rio. E conclui que, para avançar, teria sido necessário declarar guerra ao crime na polícia, algo que só piorou nos últimos dez anos. “A banda podre das polícias hoje está mais para orquestra do que para uma simples banda”, diz. “De que adianta combater um ou outro tipo de crime, como o tráfico de drogas, se a realidade é que as polícias fluminenses se converteram em incubadoras do crime organizado?”

Quais foram os erros cometidos pelos PMs envolvidos no confronto do último sábado em São Conrado?

Se o confronto deu-se por acaso, porque a viatura policial se deparou com um “bonde” do tráfico, a ação policial pode ter visado somente a legítima defesa de suas vidas –o que é natural, correto e necessário. Não haveria muitas alternativas. Se, entretanto, houve, como dizem, planejamento, terá sido uma loucura completa. Uma estupidez. Como armar uma emboscada naquele horário, numa rua movimentada, cheia de crianças e inocentes, transeuntes e automóveis? A mesma perplexidade se aplicaria a uma ação desastrada em uma favela, como eu sempre sustento. Não falo como residente de um bairro nobre. Falo como cidadão e como técnico. Uma pergunta, entretanto, não quer e não pode calar: se os moradores do bairro sabem que o “bonde” passa todo sábado ao amanhecer, vindo de festas no Vidigal a caminho da Rocinha, por que a “inteligência policial” nunca preparou uma ação eficiente e segura?

Em relação à realidade que encontrou no governo Garotinho, como avalia a segurança do Rio hoje? E a qualidade das polícias, inclusive no que se refere à corrupção?

O diagnóstico que fizemos continua válido, assim como a agenda que propusemos à sociedade e começamos a implementar. Contudo, praticamente todos os problemas se agravaram. O ponto fundamental ainda é o mesmo: nosso problema são as polícias. Antes de modificá-las, valorizando nossos bons profissionais com salários decentes e formação adequada, e transformando as condições de governabilidade das polícias (posto que ainda são ingovernáveis), não há como avançar. Como dar escala às UPPs sem mudar as polícias, fontes do pior mal, da pior ameaça à segurança, que são as milícias (que já suplantaram o tráfico e relevância, força, lucros, poder político e presença física no estado)? De que adianta combater um ou outro tipo de crime, como o tráfico de drogas, se a realidade é que as polícias fluminenses se converteram em incubadoras do crime organizado e sob a mais grave das formas? Repito o que defendia e o que tentei fazer, em 1999, até ser exonerado, em março de 2000: é preciso declarar guerra ao crime na polícia, isto é, ao que eu chemava, à época, banda podre das polícias, que hoje está mais para orquestra do que para uma simples banda. E digo isso com tristeza e respeito às instituições. E mais: digo por respeitá-las e valorizar os excelentes profissionais que lá estão, honrados, honestos, competentes, arriscando a vida por salários indignos, ultrajantes.

Qual sua avaliação sobre as Unidades de Polícia Pacificadora?

No Rio de Janeiro, tive o privilégio de criar com minha equipe e implantar os “Mutirões pela Paz”, a substituição das incursões bélicas às favelas por uma presença policial constante, eficiente, respeitosa, legalista, de orientação comunitária, interativa, voltada para a resolução de problemas com abordagem preventiva. Ao lado do policiamento comunitário, as favelas começaram a receber ações do Estado, na área social, de educação, saúde, urbanização, etc. O projeto pacificou seis comunidades em 1999, com extraordinário sucesso na redução da violência criminal e a consequente melhora nas condições de vida locais e da valorização dos imóveis em áreas contíguas. Se o leitor está pensando nas atuais UPPs, acertou. O plano era exatamente o mesmo. A diferença é que agora o governador se envolveu e mobilizou todo o governo a apoiar e engajar-se numa política integrada. Nós começamos muito bem, mas faltou esse apoio político, apesar da aprovação da mídia e da opinião pública. Quando fui exonerado, o programa foi abandonado, sob o pretexto de ser valorizado com outro nome e outra amplitude. Não aconteceu. Contudo, o desastre da volta das incursões bélicas com a suspensão do programa foi tamanho, que o governador determinou que um excelente policial militar retomasse a experiência, em escala diminuta. Implantou-se, então, o GPAE, no Pavão-Pavãozinho e no Cantagalo, com grande sucesso. Mas, de novo, a política dissolveu o sucesso, reconhecido por todos –fizeram-se documentários a respeito, um deles na BBC. Essa é a gênese das UPPs. Agora, além do apoio do governador, as UPPs contam com a presença de Ricardo Henriques, um dos melhores gestores públicos do país, cercado de uma excelente equipe na secretaria de assistência social e direitos humanos do estado do Rio. Aplicando políticas sociais consistentes, o governo tornará as UPPs um programa mais que simplesmente policial, ainda que esta dimensão seja fundamental. É o que tentei fazer, é o que o Mutirão pretendeu ser, mas não teve pernas nem apoio político dentro do governo para sustentar-se e desenvolver-se.

Quais são os limites das UPPs?

Os problemas ou limites são a falta de escala e de sustentabilidade. Como manter e ampliar o programa, sem que se faça algo profundo, radical, para mudar as polícias? Ilhas de excelência são ótimas para demonstrar a viabilidade desse caminho e conquistar apoios indispensáveis para avançar, mas não substituem uma política de segurança. Por exemplo: onde está o combate às armas ilegais? Como elas transitam pelo estado? Como chegam e saem dos morros? Como lá transitam?

Em relação ao que encontrou no início do governo Lula, como avalia a política nacional de segurança?

Nesses oito anos, houve algum avanço em questões centrais, como a articulação com os estados, a formação dos policiais, a integração da ação das polícias e outras que o senhor considera importantes?

Os pontos chave da agenda - que constam do primeiro plano nacional para o primeiro mandato do presidente Lula—não foram tocados, desde que saí do governo. Eles se referem à criação de condições políticas, via celebração do que eu chamava “pacto pela paz”, com todos os governadores, para o envio ao Congresso de uma PEC consensual, visando a mudança do artigo 144 da Constituição e, assim, a mudança de nosso modelo policial (que constitui nossa jabuticaba institucional: só o Brasil divide ao meio o ciclo do trabalho policial entre polícias civis e militares, e divide ao meio cada uma delas, separando as carreiras dos oficiais e dos não-oficiais, dos delegados e dos não-delegados). À União, o artigo 144 confere obrigações muito inferiores ao que seria necessário. Os municípios, tão fundamentais no processo da segurança pública, são negligenciados. Junto da mudança do modelo policial, como regulamentação infra-constitucional, institucionalizaríamos o SUSP, para, sem ferir as autonomias dos entes federados, harmonizar e garantir condições nacionais de qualidade. O endosso dos governadores foi obtido. Mas sobrevieram obstáculos políticos e o país perdeu uma oportunidade para afirmar um consenso mínimo.

Mas houve avanços, sim: na formação policial, com um notável programa liderado pelo excelente secretário atual, Ricardo Balestreri, o qual já alcançou mais de 300 mil policiais em todo o país. No campo da prevenção, o ministro Tarso Genro fez bastante, por meio do Pronasci (programa nacional de segurança com cidadania).

Que balanço o senhor faz do período em que teve oportunidade de formular a política de segurança no Rio de Janeiro? Que avanços registrou, e que obstáculos enfrentou?

No Rio, além dos Mutirões pela Paz, destacaria:

1) A Delegacia Legal, com o fim das carceragens nas delegacias, a informatização, integração em rede e geração dos instrumentos indispensáveis ao diagnóstico, planejamento e avaliação das ações. Saíamos de um modelo degradado, em que havia um arquipélago de unidades locais, para a formação de estruturas institucionais.

2) A campanha pelo desarmamento, para que o foco da segurança passasse a ser a arma ilegal e o tráfico de armas, com o objetivo de impedir o controle territorial por parte de criminosos e conter a propagação dos crimes letais. Fui ao presidente Fernando Henrique, pedir que o Exército assumisse sua missão constitucional de controlar o fluxo interno das armas e organizar sua base de dados de forma rigorosa e eficiente. Está aí a origem da legislação restritiva das armas que se constituiu no principal fator responsável pelo declínio dos homicídios no Brasil, nos últimos anos (declínio insuficiente, mas bastante significativo)

3) Quatro linhas novas de política de segurança, em quatro Centros de Referência: contra a violência doméstica que vitima mulheres e crianças; contra a homofobia; contra o racismo e contra os crimes ambientais. Cada Centro de Referência fazia diagnósticos com as polícias e acompanhava a execução das ações planejadas, além de organizar e oferecer cursos de formação especializada aos policiais.

4) Ouvidoria das Polícias, conduzida por Julita Lengruber.

5) Expusemos o jogo perverso da segurança privada ilegal e informal, antecipando consequências que hoje estão aí, aos olhos de todos, com o fenômenos selvagem das milícias. Propusemos uma abordagem radical para enfrentar esse desafio, que partisse de um debate do governo com a sociedade sobre o orçamento público da segurança e negociamos com empresários formas inovadoras de parceria, que se mostraram promissoras e conquistaram forte adesão.

E também a criação do Instituto de Segurança Pública, parcerias com universidades, contribuição para a consolidação do programa de proteção à testemunha, início da reforma da perícia. Principalmente, acredito que mostramos ser possível e necessário combinar eficiência policial e respeito aos direitos humanos. Mas, para avançar, teria sido necessário abrir guerra total contra o que eu denominei “banda podre das polícias”, sem mais conciliações e cálculos eleitoreiros. Isso exigiria coragem política e pessoal e muita transparência com a mídia e a sociedade. No entanto, isso era e continua sendo muito para os políticos, constrangidos pelos cálculos impostos pelo ciclo eleitoral bienal, refratário a políticas que requeiram tempos longos de maturação.

E no âmbito nacional?

Na secretaria nacional minha missão era começar a implantar o plano nacional de segurança com o qual Lula havia sido eleito para o primeiro mandato (plano do qual eu havia sido um dos coordenadores e para cuja redação reunimos vários dos mais experientes policiais e pesquisadores). Os primeiros dois passos previstos eram: negociar com os governadores a adesão ao SUSP (Sistema Único de Segurança Pública) e à reforma do modelo policial, o que exigiria propor uma PEC ao Congresso Nacional. Os governadores aderiram, mas, infelizmente, mais uma vez, os cálculos políticos se interpuseram e impediram a celebração desse sonhado pacto pela paz, base das mudanças ansiadas e sempre adiadas."

Na revista Le Monde Diplomatique deste mês, cuja capa é sobre violência ("Não matarás").

Fonte: O Globo com

Brasil pode ser o próximo México


Confrontos entre cartéis da droga mergulham país em banho de sangue, enquanto governo do presidente Felipe Calderón mobiliza aparato espetacular para enfrentar a violência
Trezentos tiros contra a patrulha dos federais e o México vai abrir mais oito sepulturas. Num entroncamento tão movimentado, o céu acinzentado por testemunha, nessa manhã gelada, a morte chegou para seis agentes federais, uma policial municipal e um civil.
Confira o especial 'México em guerra':
Olhar sobre o mundo: Violência no México

(http://blogs.estadao.com.br/olhar-sobre-o-mundo/violencia-no-mexico/)

Calderón sofre com efeitos da luta contra o tráfico

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555339,0.php)

Gangues tomam as ruas

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555341,0.php)

'O narcotráfico está engolindo o Estado'

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555344,0.php)

O elo do tráfico entre México e Brasil

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555346,0.php)

Imprensa sofre com as ações dos cartéis

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555347,0.php)

Lobby interno freia ação americana

(http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100523/not_imp555351,0.php)

São 11h40, 23 de abril, a sexta-feira terrível em Ciudad Juárez, na fronteira com El Paso, no Estado americano do Texas. Cinco automóveis deslizam pela Calle Durango até a Avenida Santiago Troncoso. Aqui, montam guarda os federais. Eles não pressentem o perigo.

Aqueles carros trazem assassinos a mando do narcotráfico, o inimigo número 1. Alguém dirá mais tarde que eram pelo menos 15 os pistoleiros e que estavam armados até os dentes e os peritos confirmarão que eles usaram fuzis AK-47, rifles de assalto AR-15 e automáticas para abater seus alvos.

A emboscada aos federais é mais um duro golpe desferido pelo crime organizado contra o governo do presidente Felipe Calderón, que mobilizou um aparato espetacular e pôs o México em guerra contra os narcos - tanques, bazucas, lança-granadas e 50 mil soldados estão nas ruas. Oito cartéis que exploram 11 Estados, pelo menos, desafiam o poder legal.

O país, que mergulhou no banho de sangue, habitua-se às execuções e chacinas à luz do dia. Já são 22,7 mil os mortos. Ciudad Juárez é o foco mais cruel.

Comoção. Trezentos balaços. O massacre paralisa e comove a cidade que a morte espreita. As tropas sitiam o Bosque dos Salvárcas, onde os federais foram tocaiados. Quando os primeiros pelotões chegarem, dali a uns minutos, quatro baleados já terão sido removidos para morrer no hospital Star Médica, nas imediações. Restam quatro corpos na rua. Todos policiais. Não há nada a fazer.

Daqui a pouco chegam os peritos, para sua rotina miserável - a eles cabe a missão de contar um a um os tiros que derrubaram seus colegas, definir ângulos e identificar de onde partiram os projéteis.

Corpos sangram entre a patrulha 10627, da PF, e a 367, da Polícia Municipal de Juárez. O sangue escorre pela rua em declive e acompanha o traçado da guia da calçada. O vento forte não dá trégua. Castiga os mortos e levanta as mantas brancas emborrachadas que os cobriam. Uiva e joga areia para o alto.

Cinco metros separam os dois carros da polícia, o da PF à frente, vidros furados, três pneus no chão porque teve bala para todos os lados.

Um federal está caído junto ao para-choque, de costas, braços abertos e esticados. A cabeça partida ao meio. Um pouco mais atrás, ao lado do carro da polícia municipal, três uniformizados, quase amontoados.

Vingança. Mais soldados e mais federais estão chegando. Capuzes negros escondem o rosto da polícia. Haverá vingança, ouve-se entre eles. Estão agitados, descontrolados. O próximo ataque, eles sabem, é só uma questão de tempo.

Lá em cima, o helicóptero militar risca o céu, faz manobras em círculo, desce até muito perto da rua e depois sobe de novo até virar um ponto negro nas alturas.

Uma policial estende o cordão que isola a cena do crime. Ela desenrola fitas amarelas e depois fitas vermelhas e fecha uma área de 250m², mais ou menos, que vai do posto de gasolina até o terreno do outro lado, de terra batida. A multidão avança para ver bem de perto os dilacerados, empurra a barreira, mas um escudo de coronhas a faz recuar.

Os peritos forenses estão vindo pela Calle Durango. São 12h15. Abrem caminho com suas valises, que são quase um laboratório, equipamentos de precisão e químicos para captar vestígios da chuva de balas.

São horas de um trabalho meticuloso em busca da pista promissora. Dois especialistas espalham pelo asfalto pequenos cones amarelos - que servem para marcar os pontos de onde partiram as rajadas e estabelecer a posição dos atiradores.

O perito mais encorpado, óculos de grau, ajoelha-se a um morto. Mãos que calçam luvas recolhem aqui e ali pedaços de chumbo calibres 3.08, 7.62, .39 e 9 mm.

Faz cinco graus às 12h58 em Juárez.

Do lado de cá, contida pelos cordões, ela chora nos ombros de um rapaz de boné e brincos que lhe faz companhia. "Saiu cedo para trabalhar, não volta nunca mais para casa", soluça. É uma menina, ainda. Ela aponta para um daqueles que está no chão. E põe-se a correr, sem rumo.

Mensagem. A noite cai em Ciudad Juárez. No grande paredão branco da Calle Colômbia, rabiscam uma longa mensagem. É gente de La Línea, que assume a autoria da matança.

La Línea tem sede de sangue, é rival de "El Chapo", comandante do Cartel do Golfo. A pichação no muro acusa federais de dar apoio ao oponente.

A Secretaria de Segurança Pública e a Polícia Federal emitem um comunicado conjunto. Atribuem a ofensiva dos bandidos às "contundentes detenções realizadas nas últimas horas".

Os federais reafirmam seu compromisso de proteger a comunidade. "Continuamos firmes no combate à delinquência para recuperar o México que nos pertence."

Fausto Macedo

Fonte: Jornal O Estado de S. Paulo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

RN recebe R$ 24,96 milhões referente ao repasse de royalties


No mês de agosto os royalties pagos pela atividade de exploração e produção de petróleo e gás natural na Bacia Potiguar totalizaram R$ 24,96 milhões ao governo estadual e a 96 prefeituras do Rio Grande do Norte. Desse montante, o Governo do Estado recebeu R$ 12,95 milhões e cerca de R$ 12 milhões foram destinados aos municípios. 

Goianinha, Ielmo Marinho e Macaíba receberam o montante de R$ 728,73 mil, cada, por disporem de instalações de medição e transferência de petróleo e/ou gás.

Em 2010, os repasses somam mais de R$ 205 milhões, sendo R$ 105,43 milhões pagos ao Governo do Estado e R$ 100,32 milhões aos municípios.

Todos os dados são públicos e divulgados pela Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), por meio do portal www.anp.gov.br.

MUNICÍPIOS

1. Macau R$ 1.859.158,36 
2. Guamaré R$ 1.800.760,91 
3. Mossoró R$ 1.450.353,05 
4. Pendências R$ 1.405.546,81 
5. Areia Branca R$ 586.249,51 
6. Apodi R$ 400.732,00 
7. Assú R$ 305.615,11 
8.Governador Dix-Sept Rosado R$ 297.780,62 
9. Porto do Mangue R$ 264.771,85 
10. Alto do Rodrigues R$ 262.184,46 
11. Caraúbas R$ 192.537,54 
12. Upanema R$ 159.394,80 
13. Felipe Guerra R$ 149.342,96 
14. Carnaubais R$ 121.924,85 
15. Serra do Mel R$ 106.924,05 
16. Afonso Bezerra R$ 3.685,10 
Da redação do DIARIODENATAL.COM.BR