domingo, 12 de fevereiro de 2012

CABO JEOÁS TEM ATÉ SEGUNDA-FEIRA PARA SE APRESENTAR


O Cabo Jeoás, presidente da Associação de Cabos e Soldados do Rio Grande do Norte, tem até a próxima segunda-feira, 13, para se apresentar ao Quartel da Polícia Militar.

Caso não compareça ao trabalho, o PM, que já é foragido da Justiça há seis dias, também responderá pelo crime de deserção.

De acordo com o artigo 187 do Código Penal Militar, o crime de deserção é configurado quando o militar, sem licença, ausenta-se da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de oito dias.

Caso se apresente somente após segunda-feira, 13, o cabo Jeoás obrigatoriamente irá ficar 60 dias presos, conforme estabelece a legislação militar.

A pena prevista para o crime de deserção é de seis meses a dois anos. O comandante lembrou que o abandono de trabalho resulta também no corte de salário do policial.

Particularmente, acredito que o cabo Jeoás está passando um momento bastante difícil na sua vida, mas o fato de permanecer ausente só irá piorar a situação.

Conseguir um ‘habeas corpus’ contra o mandado de prisão decretado na Bahia é mais fácil do que conseguir o mesmo pela prática de deserção.

Fica a dica:

Toda a categoria acredita na sua inocência e na injustiça que está acontecendo com todos os representantes da categoria a nível nacional. Apresente-se, evite o crime de deserção, que tenho certeza que todos os policiais militares te darão o apoio para mostrar a justiça e a sociedade que você não cometeu nenhum crime no movimento da Bahia.

SENADOR JOSÉ AGRIPINO DEFENDE A VOTAÇÃO DA PEC 300 E RESPONSABILIZA GOVERNO PELA GREVE DA POLÍCIA...



Senador José Agripino / DEM-RN
O presidente nacional do Democratas, senador José Agripino Maia,voltou a elevar o tom das críticas ao Governo Federal. Em entrevista ao programa Temas Quentes da RedeTV ele responsabilizou o Executivo pela greve da polícia na Bahia.
“O Governo Federal tem grandes responsabilidades sobre os movimentos de policiais militares grevistas em diversos estados do país, em especial na Bahia”, destacou.
Como solução definitiva para o grave problema, o parlamentar potiguar defendeu a aprovação urgente da chamada PEC-300, a emenda parlamentar que garante um piso salarial mínimo para todos os policiais brasileiros.
Mesmo considerando as reivindicações policiais justas, José Agripino condenou veementemente a maneira como os policiais têm conduzido os conflitos, em especial na Bahia, onde houve atos de vandalismo e invasão de prédios públicos.

“Os fins não justificam os meios. Não é possível utilizar esse tipo de expediente”, afirmou.

ANNA RUTH DANTAS

ATENÇÃO MILITARES QUE VOTARAM NOS CANDIDATOS QUE AI ESTÃO. PARA AS FORÇAS DE SEGURANÇA NÃO TEM VERBA, MAS PARA ELES A VERBA APARECE

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

PMs decidem prosseguir em greve na Bahia



Depois de um dia inteiro de negociação, a assembleia dos policiais militares no Ginásio do Sindicato dos Bancários decidiu nesta quinta-feira pela continuidade da greve. A comissão das associações que representa os policiais militares não conseguiu fechar um acordo com o governo, assim a paralisação chega ao seu 10º dia. Elas querem que o pagamento da GAP 4 seja antecipado de novembro para março. 

O governo mantém a proposta inicial. Segundo integrantes do comando do movimento, há cerca de dez mil policiais no local. O acesso ao ginásio está restrito porque jornalistas e fotógrafos foram impedidos de presenciar o encontro.

Uma comissão de deputados de partidos que apoiam o governador Jaques Wagner tentou costurar um acordo político para amenizar as punições aos líderes dos grevistas. O deputado estadual Álvaro Gomes (PCdoB) contou que essa comissão já conseguiu negociar a manutenção dos 12 líderes com mandado de prisão preventiva em Salvador e não em presídios federais como chegou a anunciar o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo.

"Estamos garantindo aos grevistas que não haverá retaliação para quem fez a paralisação e não participou de atos de vandalismo, mas não há como negociar a revogação das prisões", disse.

Por outro lado, Gomes entende que, se a greve for encerrada, não haverá mais sentido manter preso os acusados.

"Creio que eles deveriam responder em liberdade", opinou.

Líderes estão no Sindicato dos Bancários

Depois de desocuparem a Assembleia Legislativa da Bahia e verem dois líderes do movimento deixarem o local presos, cerca de dois mil policiais militares em greve estão reunidos no ginásio do Sindicato dos Bancários, no centro de Salvador, numa assembleia para decidir a continuação ou não da greve da PM, deflagrada no dia 31 de janeiro. Os PMs continuam assegurando que a greve continua apesar da rendição dos amotinados ao comando das operações militares. Segundo um dos policiais que participa e acompanha a movimentação dos colegas, o grande problema agora é eleição de um novo líder para a mobilização. Ao mesmo tempo, um outro grupo de policiais está reunido com representantes do governo. A expectativa é por uma nova proposta às reivindicações.

De acordo com o deputado Capitão Tadeu Fernandes, um dos representantes dos PMs, a categoria está reunida para ouvir uma nova proposta do governo e decidir sobre a continuidade da paralisação. A última proposta do governo é o aumento de 6,5% retroativo a janeiro, pagamento da GAP 4 (Gratificação de Atividade Policial) entre novembro desse ano e 2013 e pagamento da GAP 5 em 2015. Os policiais querem a GAP 4 em março de 2012 e a GAP 5 em 2013, além da revogação dos mandados de prisão das 12 lideranças do movimento.

Muitos estão propondo que essa liderança seja o capitão reformado Tadeu Fernandes, deputado estadual (PSB) que vem atuando como negociador com o governo do estado. Ele teria a "vantagem" de ter imunidade parlamentar ou seja não correria o risco de ser preso ou punido. A assembleia do Sindicato dos Bancários, que não tem hora para começar, deve decidir se a greve vai continuar. Os oficiais também marcaram uma assembleia para a tarde num hotel de Salvador para decidir se aderem à greve.

Os grevistas presentes no sindicato se mostram revoltados com a detenção de quatro dos 12 líderes do movimento que tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Um dos presentes garantiu que a paralisação da PM é quase que total.

"Só quem está dizendo que a greve acabou é a mídia", reclamou um deles. Fonte: Diário de Pernambuco

Policiais civis, militares e Corpo de Bombeiros decretam greve no Rio


RIO - A uma semana do maior carnaval do mundo, as polícias Militar e Civil e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro decretaram greve na noite desta quinta-feira, 9, após quase seis horas de assembleia na Cinelândia, no centro carioca.

Policiais e bombeiros se reuniram no centro do Rio e decidiram cruzar os braços
As categorias reivindicavam, além de reajustes nos salários e melhorias nos benefícios, a libertação do cabo Benevenuto Daciolo, preso na noite de quarta-feira, após gravações feitas com autorização judicial indicarem que ele incitava que a paralisação da Polícia Militar na Bahia fosse estendida também para o Rio.

O presidente do Sindicato dos Policiais Civis, comissário Fernando Bandeira, afirmou que a categoria se comprometeu a manter 30% do efetivo em operação para atender a casos de flagrantes, homicídios e remoção de cadáveres. Comissários, detetives e peritos não contam com a adesão dos delegados.

Já os policiais militares e bombeiros prometeram permanecer dentro dos quartéis dos seus respectivos batalhões.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Grupo fura bloqueio do Exército e se junta a grevistas na Bahia


O reforço no bloqueio feito nesta quarta-feira pelas forças de segurança federais em torno da Assembleia Legislativa da Bahia, em Salvador, não surtiu resultado. 
Policiais tentam entrar com sacos de gelo para abastecer os manifestantes que se encontram dentro da Assembleia Legislativa são barrados
Policiais tentam entrar para abastecer os manifestantes que estão na Assembleia Legislativa e são barrados
Por volta das 20h, um grupo de 50 manifestantes, entre grevistas e apoiadores da paralisação da PM baiana, avançou em direção a uma barreira formada por soldados do Exército, numa tentativa de ficar na parte externa do prédio onde estão outros grevistas.
Usando o corpo, os soldados tentaram impedir que os manifestantes ultrapassassem o cordão de isolamento, mas uma parte do grupo conseguiu passar.
Não houve agressões nem tiros de balas de borracha. Mas foram lançados jatos de gás de pimenta nos manifestantes.
Quando os grevistas que estão acampados na porta da Assembleia viram o tumulto, correram em direção ao grupo que tentava ultrapassar a barreira, aos gritos de "Vem, vem", contra os soldados, que, em seguida, pediram reforço da Polícia do Exército.
O tumulto durou cerca de 20 minutos.
Raul Spinassé/Ag. A TardeAntes do evento, o tenente-coronel Márcio Cunha, assessor de comunicação do Exército, negou os rumores de que o general Gonçalves Dias estivesse sendo retirado do comando da operação militar.
Os rumores aconteceram em razão de o general não ter aparecido durante o dia no local das operações, após ter autorizado, no dia anterior, a entrada de suprimentos e medicamentos aos grevistas que invadiram a Assembleia.
Outro motivo foi a comemoração que o militar fez ontem, de seu aniversário, quando recebeu um bolo de manifestantes.

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

PARALISAÇÃO DE POLICIAIS MILITARES INICIADA NA BAHIA PODE CHEGAR A OUTROS ESTADOS


PMs do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Distrito Federal decidem nos próximos dias se vão paralisar suas atividades.

A greve de policiais militares que, na Bahia, entra em seu nono dia nesta quarta-feira (8), pode chegar em breve a outros Estados. Nesta quinta-feira (9), associações de classe de policiais militares e bombeiros do Rio de Janeiro se reúnem no Rio de Janeiro para decidir se param suas atividades. No Distrito Federal, duas das associações de classe realizam assembleias no sábado (11) para decidir se vão aderir a um movimento mais amplo em todo o DF, que ameaça paralisação para o dia 15. No Espírito Santo, a situação é semelhante e, também no dia 15, os PMs decidem se param. No Rio, no Espírito Santo e no DF, a demanda é a mesma da Bahia e também de outros Estados: melhores salários.

No Rio, a Assembleia dos PMs e bombeiros coincide com uma votação na Assembleia Legislativa do Estado a respeito de projeto que trata dos salários das categorias. Segundo o jornal O Globo, o governo enviou um texto que modifica duas leis de junho de 2010 que previam reajustes mensais de 0,915% até o fim 2014. Pela nova versão, o aumento total será dado em três parcelas. Os PMs alegam que, mesmo com a modificação, o aumento real seria pequeno perto da demanda da categoria. Como o governo estadual alega que não tem dinheiro para bancar um reajuste maior, vai defender o pagamento em três parcelas.

No próximo sábado (11), as associações dos oficiais da Polícia Militar (Asof) e do Corpo de Bombeiros (AssofBM) do Distrito Federal realizam assembleias para decidir se aderem ao movimento unificado, iniciado por policiais militares, e participam da assembleia conjunta prevista para o próximo dia 15, em Taguatinga. A assembleia conjunta do dia 15 servirá para que policiais e bombeiros de entidades que aderirem ao movimento unificado decidam se entram em greve, caso o governo do Distrito Federal não aceite negociar com a categoria. Consideradas as diferentes entidades, os cerca de 22 mil policiais militares do Distrito Federal exigem reajuste salarial, isonomia com a Polícia Civil (segundo os militares, mais bem remunerada) e melhores condições de trabalho.

Mesmo na Bahia, a greve pode se agravar, caso os oficiais também decidam aderir ao movimento. O presidente da Associação dos Oficiais da Polícia Militar da Bahia, coronel Edmilson Tavares, informou que será feita na próxima quinta-feira (9) uma assembleia para decidir se os oficiais entram em greve. De acordo com o coronel, “a intransigência do governador Jaques Wagner e a tentativa de desmoralização da tropa” são os motivos que estão sendo avaliados em uma reunião que ocorre neste momento. “O governador tem se mostrado intransigente. Nós somos policiais, não somos terroristas”, declarou.

No Espírito Santo a ameaça de greve pode ser concretizada também no dia 15, quando será realizada uma assembleia geral para discutir as propostas apresentadas pelo governo do Estado em relação às reivindicações da categoria. No ano passado, a categoria solicitou ao governo, por meio de indicação parlamentar, aumento salarial de 40%, a serem reajustados em três parcelas até 2013 e reestruturação do quadro organizacional da PM e dos bombeiros. Segundo o 1º secretário da Associação de Cabos e Soldados do Espírito Santo, Alexandre Pereira, o Governo do Estado se comprometeu a apresentar uma contra-proposta no início deste ano, o que não ocorreu. "Nós confiamos no governador Renato Casagrande, que já nos sinalizou apoio, e acreditamos que o governo do Estado está disposto a apresentar alguma proposta que satisfaça a categoria. Mas a situação está insustentável. Há policiais com vinte anos de serviço que nunca foram promovidos", afirmou Alexandre.

Governo federal está preocupado
Reportagem publicada pela Folha de S.Paulo nesta quarta-feira mostra que o governo federal vê com muita preocupação a expansão do movimento grevista. O serviço de inteligência do Palácio do Planalto classificou, segundo o jornal, Pará, Paraná, Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul como "Estados explosivos". O Rio de Janeiro é considerado o mais problemático.

Ainda de acordo com a Folha, o governo trabalha com a certeza de que as greves simultâneas são uma estratégia para que a PEC 300, emenda que iguala o salário da PM em todo o país, seja aprovada no Congresso. Na terça-feira, o presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS), e o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foram enfáticos ao dizer que não faz parte dos planos do governo debater a medida e, menos ainda, vê-la aprovada. Como conta a coluna de Felipe Patury em ÉPOCA, o Planalto não quer ver o governo da Bahia ceder aos grevistas pois teme que a paralisação tome outros Estados e crie um clima de pressão para que os congressistas passem a apoiar a PEC 300.

REVISTA ÉPOCA
Fonte: Cabo Heronides

Paralisação nacional



A Polícia Federal passou a monitorar mais de perto ainda os líderes dos movimentos grevistas no Rio de Janeiro e na Bahia. Escutas telefônicas com autorização judicial flagraram Marco Prisco, presidente da Associação dos Policiais, Bombeiros e dos seus Familiares da Bahia, e Benevenuto Daciolo, cabo do Corpo de Bombeiros e líder do movimento no Rio de Janeiro, combinando a nacionalização das reivindicações nos próximos dias.

As gravações telefônicas também já flagraram políticos de vários partidos em conversas com os militares. Em uma delas, que já está nas mãos da cúpula da segurança pública da Bahia, aparece Anthony Garotinho incentivando Daciolo e seus pares a entrar em greve no Rio de Janeiro. Noutra, a deputada estadual Janira Rocha (PSOL) faz a mesma pregação com Daciolo.

Por Lauro Jardim

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Greve de policiais pode estender-se a outros Estados



Líderes de associações de policiais de diferentes regiões admitiram nesta terça-feira que pode estender-se para outros Estados a greve iniciada há uma semana pelos policiais militares da Bahia para exigir melhores salários. "Na próxima quinta-feira haverá uma assembleia dos policiais do Estado do Rio de Janeiro na qual pode ser aprovada uma greve para pressionar por aumentos salariais", disse hoje à agência Efe o ex-deputado federal Capitão Assumção, porta-voz das reivindicações dos policiais.

Caso se concretize, a greve poderia ameaçar o Carnaval da cidade, que atrai milhares de turistas de outras partes do Brasil e do exterior. Assumção acrescentou que os policiais do Espírito Santo também realizarão na próxima semana uma reunião para decidir se paralisam suas atividades como forma de reivindicar melhores salários. Dirigentes de Pernambuco e Maranhão dizem que podem seguir o mesmo caminho.

O porta-voz afirmou que os policiais de diversos Estados também estudam a possibilidade de entrar em greve caso o Exército tente ocupar a sede da Assembleia Legislativa da Bahia, na qual vários grevistas estão entrincheirados há uma semana com alguns familiares e em cujo exterior já foram registrados alguns incidentes.

Assumção confirmou os temores expressados por alguns membros do governo que, por trás das paralisações de policiais, há uma mobilização política para pressionar o Congresso a votar a proposta de emenda constitucional conhecida como PEC 300, que estabelece um piso salarial nacional para a categoria.

A emenda prevê que o salário mínimo dos policiais em todo Brasil devem ser equiparados aos que recebem os oficias de Brasília (R$ 3,5 mil). O projeto, do qual Assumção foi o maior impulsor quando foi deputado federal, prevê a criação de um fundo com o qual o governo possa auxiliar os Estados que não possam pagar esse salário mínimo.

Segundo o ex-deputado federal, a decisão da Câmara dos Deputados de adiar a votação da PEC 300 gerou protestos de policiais em diferentes Estados. "Os porta-vozes do governo no Congresso nos disseram que pretendem arquivar a emenda porque consideram que o salário dos policiais é um assunto regional e não nacional. Esse recado gerou insatisfação entre os policiais de diferentes estados e pode motivar novas greves", afirmou.

Acrescentou que inclusive em Estados onde as greves já haviam sido resolvidas, como Piauí, Maranhão, Alagoas, Paraíba e Ceará, "a polícia já pensa em reiniciar as manifestações".

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo que o governo tem conhecimento de uma campanha articulada por policiais de diferentes Estados para pressionar pela aprovação da PEC 300 mediante atos violentos. Segundo Cardozo, os policiais optaram por meios violentos para fazer eco de suas reivindicações salariais.

Na Bahia, a greve se mantém apesar dos pedidos das autoridades para que os policiais voltem ao trabalho e garantam a segurança no Estado, onde é registrado o aumento de assassinatos e outros atos violentos desde que começou a paralisação.

A greve

A greve dos policiais militares da Bahia teve início na noite de 31 de janeiro. Cerca de 10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento. A paralisação provocou uma onda de violência em Salvador e região metropolitana. O número de homicídios dobrou em comparação ao mesmo período do ano passado. A ausência de policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros foram roubados e dezenas de lojas destruídas.

Em todo o Estado, eventos e shows foram cancelados. A volta às aulas de estudantes de escolas públicas e particulares, que estava marcada para 6 de fevereiro, foi prejudicada. Apenas os alunos da rede pública estadual iniciaram o ano letivo.

Para reforçar a segurança, a Bahia solicitou o apoio do governo federal. Cerca de três mil homens das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança foram enviados a Salvador. As tropas ocupam bairros da capital e monitoram portos e aeroportos.

Dois dias após a paralisação, a Justiça baiana concedeu uma liminar decretando a ilegalidade da greve e determinando que a Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) suspenda o movimento. Doze mandados de prisão contra líderes grevistas foram expedidos.

A categoria reivindica a criação de um plano de carreira, pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições de trabalho, entre outros pontos. Fonte: Portal Terra

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Exército tem ordem para invadir área ocupada por policiais militares



Presidente da Assembleia Legislativa pede desocupação da Casa a Exército
Comunicado foi realizado por volta das 17h30 no Quartel do Exército.
Comandante-geral está reunido com outros chefes neste momento.

As Informações  foram obtidas em primeira mão por este blog (17:16), através do Sd Roberto Caetano (PMES) que está dentro da Assembléia. O presidente da ALBA, deputado Marcelo Nilo (PDT) acaba de autorizar a entrada do Exército na Assembléia Legislativa. Os ânimos dentro da casa de leis estão exaltados. Praticamente todos os policiais e bombeiros estão armados.

Veja a matéria

(G1, às 18:11) O presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, se pronunciou por volta das 17h30 deste domingo (5), no Quartel do Exército, localizado na Mouraria, em Salvador. Dirigindo-se ao comandante das forças de segurança na Bahia, coronel Judias, Nilo solicitou providência para desocupação da Assembleia Legislativa o mais rápido possível. Os policiais militares grevistas estão acampados no local há seis dias.
O discurso do presidente legislativo foi rápido e ele não chegou a sentar. Ninguém do Exército comentou qual será a estratégia. Depois do comunicado, por volta das 18h, coronel Judias convocou reunião com outros comandantes, da Polícia Federal, Aeronáutica, Força Nacional, entre outros, para avaliar o pedido.
Pouco antes das 17h30, dois helicópteros realizaram voo baixo na Assembleia Legislativa para observar e intimidar os servidores grevistas. No local estão os policiais, muitos acompanhados de esposas, filhos e outros parentes.

Com a chegada dos helicópteros, os líderes do movimento pediram, através de carro de som, que os policiais se concentrassem na rampa principal, situada na área externa e que dá acesso à Assembleia.
Dois tanques do Exército chegou ao antigo Quartel, localizado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), pouco antes das 18h. De acordo com o governo, eles estão monitorando a situação.

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Governador da Bahia condena greve de PMs e cita mandados de prisões


Governador diz que grupo tem usado 'métodos condenáveis' na mobilização.
Primeiro discurso de Jaques Wagner foi realizado na noite desta sexta.


O governador da Bahia, Jaques Wagner, tentou tranquilizar a população do estado em cerca de três minutos de pronunciamento oficial, transmitido pelas emissoras de rádio e TV por volta das 20h15 desta sexta-feira (3). “A democracia é o império da lei. Não podemos conviver com esse movimento já considerado ilegal pela Justiça baiana, além dos 12 mandados de prisão que já foram emitidos”, diz. "Não aceito que um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar a nossa população", relata.
greve pm; bahia; exercito (Foto: Carla Ornelas/Secom)
2° frota do Exército chegou a Salvador no fim
da tarde (Foto: Carla Ornelas/Secom)
Ele reafirmou a “intranquilidade” vivida nos últimos quatro dias, que tem resultado nofechamento antecipado do comércio,violência na rotina do trânsito e contra a população. “Estamos tomando providências para conter ações de um grupo de polícia usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, causando desordem”, afirma.

Em seguida, Jaques Wagner citou a presença dos soldados das Força Nacional e do Exército para reforço de segurança estadual. Ao todo, já estão presentes 2.350 soldados do Exército, Marinha e Aeronáutica e, no sábado (4), mais 600 devem ser acrescentados ao efetivo. O governador também ressalvou que pratica o diálogo constante para melhorias das condições de trabalho das polícias e agredeceu a presidente Dilma Rousseff por apoiar o deslocamento do contingente militar.

"O governo está sempre aberto à negociação. Foi com democracia que garantimos conquistas importantes como o aumento do salário, a compra de três mil viaturas e a incorporação de mais nove mil homens ao efetivo da Polícia Militar. Apesar de tudo, sei que não estamos na situação ideal e vou continuar trabalhando para melhorias das condições de trabalho das polícias da Bahia".

Confira a íntegra do discurso

"Boa noite baianas e baianos.

Temos vivido nos últimos dias momentos de intranquilidade na capital e em algumas cidades do interior. quero tranquilizar você e sua família. Estamos tomando todas as providências para garantir a segurança dos nossos cidadãos. Agimos imediatamente, e com todo rigor, para conter as ações de um grupo de policiais que, usando métodos condenáveis e difundindo o medo na população, chegou a causar desordem em alguns pontos do nosso estado.

Ontem mesmo, a partir de um pedido direto a presidenta Dilma Rousseff, desembarcaram na Bahia os primeiros contingentes da força nacional de segurança que, juntamente com as forças armadas, já estão nas ruas para garantir a paz.
Hoje estão presentes, reforçando o policiamento, 2350 militares do exército, marinha e aeronáutica. Amanhã se somarão a este contingente mais 600 homens. não esperava outra atitude da nossa presidenta Dilma, defensora da democracia como eu. e sabedora de que a democracia é o território do império da lei. e portanto não podemos conviver com o movimento decretado ilegal pela justiça baiana, além disso, 12 mandados de prisão foram emitidos. Portanto conclamo a todos os profissionais da policia militar a retomarem a normalidade dos seus trabalhos.
O governo sempre esteve aberto para a negociação. Foi com democracia que garantimos conquistas importantes, como o aumento real do salário, investimos na compra de quase três mil viaturas e mais de 9 mil homens foram incorporados ao efetivo policial.
Apesar de todos esses esforços sei que ainda não estamos numa situação ideal e vamos seguir trabalhando firmemente para melhorar as condições de trabalho das polícias.

Estamos abertos ao diálogo. Mas o que não aceito é que um pequeno grupo, de forma irresponsável, cometa atos de desordem para assustar a população. continuarei firme contra este tipo de atitude.
A PM do estado da Bahia, centenária milícia de bravos e defensora da paz, não pode se transformar num instrumento de intimidação e desordem. Vamos seguir em frente trabalhando com muita determinação para garantir a segurança pública e a tranquilidade do povo baiano.
Contem com o seu governador. Boa noite e muito obrigado".

Presença de ministro

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, deve viajar para Salvador no sábado (4)para participar das definições estratégicas para combater a violência e insegurança decorrentes da greve parcial dos policiais militares no estado, segundo a assessoria do governo da Bahia.

A previsão é que o ministro desembarque na Base Aérea da capital, às 10h, em companhia do chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, general José Carlos De Nardi, e da secretária Nacional da Segurança Pública (Senasp), Regina Miki. A comitiva nacional será recebida pelo governador Jaques Wagner, pelo comandante da 6ª Região Militar, general G. Dias, além do secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.

greve de parte dos PMs foi decretada na noite de terça-feira (31). A Secretaria de Segurança Pública estima que 1/3 do efetivo total, de 31 mil, esteja parado. Os policiais grevistas são vinculados à Associação de Policiais e Bombeiros do Estado da Bahia (Aspra), que organiza a mobilização, e desobedecem ordem judicial que determina retomada às atividades.

Mais soldados do Exército chegam a Salvador (Foto: Carla Ornelas/Secom)
Mais soldados do Exército chegam a Salvador
(Foto: Carla Ornelas/Secom)
Reforço militar
Mais 144 soldados do Exército, deslocados de Recife (PE), desembarcaram no fim da tarde desta sexta-feira (3) no Aeroporto Internacional de Salvador para reforçar a segurança da capital baiana em meio à greve de parte dos policiais militares. Do aeroporto, eles seguem para realizar patrulhamento nas regiões da Paralela e Iguatemi, abarcando a Avenida ACM. Ao total, são 144 soldados do 4° Batalhão do Exército de Recife, diz o governo do estado.

A atuação do reforço ao policiamento na capital foi definida durante reunião ocorrida nesta tarde entre comandantes e chefes de segurança pública, com representantes da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, além da Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA), informou o tenente-comandante Cunha, oficial de comunicação da Região Militar.
"A reunião foi feita no sentido de integrarmos as ações das diversas forças em áreas de Salvador. O objetivo é garantir a seguraça e integridade das pessoas e do patrimônio, além do direito de ir e vir do cidadão", afirma o tenente.
Atualmente, 800 militares do Exército brasileiro, além de 150 oficiais da Força de Segurança Nacional, estão na capital baiana. A previsão é de que mais 1.500 soldados do Exército cheguem em Salvador ainda nesta noite.
"Tem uma tropa da Brigada Paraquedista do Rio de Janeiro, com experiência no combate no Haiti e Complexo do Alemão [favela fluminense]. Eles vão atuar na orla, no trecho compreendido entre a Barra e a Pituba", diz o tenente Cunha.
Militares de Aracaju, Recife, Garanhuns, João Pessoa e Maceió também estão a caminho de Salvador. "Os oficiais de Aracaju vão atuar na região do Comércio e Sete Portas, a equipe do 2° Distrito Naval ficará responsável pela área de portos; e a Força de Segurança Nacional próxima ao aeroporto", relata.
arte mortos na bahia (Foto: Arte/G1)