quarta-feira, 30 de março de 2011

Acusado de tráfico de drogas volta ao curso de soldado da Polícia Militar (AL)

Leonardo Gamito havia sido preso pela própria PM com 23 kg de maconha e também pela DRN, mas a Justiça teria autorizado sua participação no curso

Por decisão judicial, Leonardo Gamito Pereira retornou ao curso de formação de praças nesta terça-feira (29), mesmo após publicação de exclusão publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na semana passada. Ele foi preso em 2007 com 23,9 kg de maconha e em 2008 por determinação do desembargador José Fernandes de Hollanda Ferreira.
Gamito, à época, foi preso pela primeira vez em 25 de dezembro de 2007 pela Polícia Militar na Operação Estrela Radiosa, comandada pelo coronel Coutinho. Com ele a polícia encontrou a maconha que trazia de Pernambuco para Maceió. Nove meses após foi preso na Ponta Verde, considerada área nobre da capital alagoana, por agentes da Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) que tinha como chefe o delegado Ronilson Medeiros.
Pelas informações policiais, ele era o responsável pelo abastecimento de droga e também cocaína na região nobre. Apesar de todas as acusações, a própria Justiça tinha permitido que ele respondesse em liberdade e autorizou que entrasse em caráter precário no curso de soldados.
Gamito teria recebido a informação enquanto os alunos estavam em forma. Um oficial teria pedido para que saísse de forma e lido o que foi publicado no Diário Oficial do Estado (DOE). Antes dele, no início do curso, outro aluno – identificado como Anderson Paulino da Silva -foi colocado para fora. Este era acusado de cometer vários furtos em hipermercados de Maceió e em seu histórico havia passagens pelo sistema prisional.
Um caso, nesse mesmo sentido, que teve grande repercussão dentro da briosa, foi o do ex-soldado Bruno Salustiano, acusado de comandar o tráfico de drogas na região do Jacintinho e de matar colegas de farda, um deles o soldado Valdir, da Radiopatrulha, onde ambos trabalhavam.
Salustiano foi preso pela Polícia Federal, colocado para fora da PM e agora cumpre pena em um presídio de segurança máxima em outro estado.
A Gazetaweb tentou obter informações junto ao Alto Comando sobre o assunto, qual o posicionamento da polícia. O coronel Gilmar Batinga, comandante da Polícia Militar disse que somente o comandante-geral ou o subcomandante devem se pronunciar sobre o assunto.
O major PM Oliveira, chefe da 5ª Seção (assessoria) do Comando-Geral disse que nesta quarta-feira (30) sentará com o comandante para obter informações detalhadas sobre o caso.
FONTE: GAZETAWEB

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