quinta-feira, 11 de novembro de 2010

CIDADÃ TENTA DEPREDAR BLAZER DA POLÍCIA DE JARDIM DO SERIDÓ



No momento do comprimento do mandado judicial, para a transferência da apenada Maria de Lourdes Ferreira da Silva (Maria da Tatuagem), a sua filha de nome Paloma, tentou impedir a operação de transferência, munindo-se de uma pedra, a mesma tentou depredar a viatura Blazer que foi adquirida recentemente pelo Cap. Silva Neto, para a cidade de Jardim do Seridó. Graças à destreza dos policiais militares de Jardim do Seridó, que tiveram que utilizar a força necessária para imobilizar a Paloma e impedir a ação da mesma; foi cumprida a ordem judicial e nada aconteceu a viatura que, com muito esforço, foi adquirida para a nossa cidade.
Fonte:

Protógenes é condenado a 3 anos e 11 meses por ações na Satiagraha

JUIZ ORDENOU QUE PENA DE PRISÃO SEJA CONVERTIDA EM PROIBIÇÃO DE MANDATO.
DEFESA VAI RECORRER; DELEGADO AFASTADO FOI ELEITO DEPUTADO FEDERAL.

Do G1, em São Paulo

Protógenes QueirozProtógenes Queiroz (Foto: Agência Brasil)
O deputado federal eleito Protógenes Pinheiro de Queiroz (PC do B), delegado afastado da Polícia Federal, foi condenado na terça-feira (9) pelos crimes de violação de sigilo funcional e fraude processual durante as investigações da chamada “Operação Satiagraha”, que prendeu o banqueiro Daniel Dantas e o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, já falecido.
A condenação foi divulgada pela Justiça Federal na tarde desta quarta-feira (10). A decisão é do juiz federal Ali Mazloum, da 7ª Vara Federal Criminal de São Paulo. A advogado Adib Abdouni, que defende o delegado, afirmou nesta manhã ao G1 que não tinha sido notificado, mas que recorreria na segunda instância, o Tribunal Regional Federal da 3ª Região.
De acordo com a Justiça Federal, "a pena privativa de liberdade de três anos e 11 meses, a ser cumprida em regime prisional aberto", foi substituída pelas restritivas de direitos de prestação de serviços à comunidade e proibição de exercício de mandato eletivo, cargo, função ou atividade pública".
Como a condenação é em primeira instância e ainda cabe recurso, Protógenes poderá ser diplomado e assumir seu mandato na Câmara dos Deputados normalmente, de acordo com juristas consultados pelo G1. Ele só terá os direitos políticos suspensos de fato se o processo transitar em julgado, ou seja, não houver mais possibilidade de recurso, e a condenação for mantida.
De acordo com a sentença, o crime de violação do sigilo funcional se refere à acusação de que Protógenes teria liberado informações para jornalistas .
A sentença também foi aplicada ao escrivão da Polícia Federal Amadeu Ranieri Bellomusto. Amadeu foi condenado à pena privativa de liberdade de dois anos de detenção, em regime inicial aberto, que foi substituída pelas restritivas de direitos de prestação de serviços à comunidade e interdição temporária de direitos de proibição de exercício de profissão e atividades relacionadas com segurança e espionagem.

Defesa contesta
O advogado que representa Protógenes se disse assustado com a rapidez em que a decisão foi tomada e garantiu que vai recorrer. “Assim que publicar, nós vamos recorrer. Acredito que ele é inocente, não há elementos. Ele foi muito perseguido e o trabalho dele no processo resultou na condenação de um banqueiro”, disse.

“Nós vamos absolvê-lo, não vai haver nenhum tipo de condenação”, afirmou. Em sua opinião, o juiz só se “desincumbiu do trabalho” ao mandar o caso para instâncias superiores antes da diplomação do deputado. “A Justiça vai decidir se a segunda instância assume ou se manda para o STF (Supremo Tribunal Federal)”, avalia.
O juiz Márlon Reis, presidente da Associação dos Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais (Abramppe), explica que, como Protógenes terá foro privilegiado após tomar posse como deputado federal no STF, ele recorrerá da decisão da Justiça Federal ao TRF, mas quem deve analisar mesmo o processo será o Supremo.
G1 procurou o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, para que ele comentasse se há preocupação do partido em relação ao processo e aguarda resposta
Fonte: G1

Comissão vai debater ações de segurança para a Copa



A COMISSÃO DE SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO VAI REALIZAR UM FÓRUM DE DEBATES COM O OBJETIVO DE DISCUTIR DIRETRIZES E AÇÕES DE SEGURANÇA PÚBLICA PARA A COPA DO MUNDO DE 2014 E AS OLIMPÍADAS DE 2016, A SEREM REALIZADAS NO BRASIL. A DATA DO FÓRUM AINDA NÃO FOI DEFINIDA.

O debate, aprovado nesta quarta-feira, foi sugerido pelo deputado Laerte Bessa (PSC-DF). Ele lembra que depois da Copa da África do Sul, em 2010, os olhares do mundo se voltam para o Brasil, futura sede do mundial de futebol e dos Jogos Olímpicos.
"O Brasil tem a capacidade de organizar grandes eventos com segurança, como foi o caso dos Jogos Panamericanos de 2007, no Rio de Janeiro. Porém, é necessário haver planejamento e organização com a devida antecedência, a fim de proporcionar tempo hábil para a capacitação dos profissionais envolvidos", ressalta Bessa.
Devem participar do fórum representantes da Secretaria Nacional e das secretarias estaduais de Segurança Pública; da Polícia Federal; da Polícia Rodoviária Federal; e das polícias militares e civis dos estados e do Distrito Federal, entre outros.
Da Redação/JPJ

Fonte: papo de PM

Assassino do jornalista F. Gomes tem prisão temporária prorrogada

João Francisco dos Santos, o “Dão” assassino confesso do jornalista F.Gomes morto no último dia 18 de outubro teve prisão preventiva prorrogada por mais 30 dias.O delegado Ronaldo Gomes, que investiga o caso, pediu na tarde desta quarta-feira, a prorrogação da prisão do acusado do crime, e o juiz José Vieira de Figueiredo Júnior, acatou o pedido.

O pedido foi feito através de fax diretamente ao promotor Geraldo Rufino de Araújo Júnior, que encaminhou ao juiz se manifestando favorável. O acusado, João Francisco dos Santos, está preso no Presídio Raimundo Nonato, em Parnamirim, para onde foi transferido há duas semanas.

O BOPE NÃO DEVE APURAR A MORTE DO POLICIAL MILITAR NO TREINAMENTO DO BOPE.

O DIA ONLINE
"Irmão diz que PM foi espancado em treinamento
PM Marcelo Medeiros dos Santos morreu durante aula no Bope nesta terça-feira
Amigos, parentes e colegas de farda prestaram homenagem
ao policial durante enterro
Foto: Fábio Gonçalves / Agência O Dia

Rio - O policial militar Eduardo Marcelo Medeiros dos Santos, 28 anos, foi enterrado, nesta quarta-feira, no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, Zona Oeste do Rio. Ele morreu na madrugada desta terça-feira após passar mal durante um treinamento do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
Cerca de 200 pessoas participaram do enterro, incluindo aspirantes a caveira que não quiseram falar sobre o ocorrido. Eduardo foi sepultado com a farda do Bope e com parte de honras militares. Não houve salva de tiros.
Abalado, o irmão de Eduardo afirmou, durante o enterro do PM, que Eduardo foi espancado no treinamento. "Ele apanhou. Isso foi assassinato. Qualquer um pode ver o que foi feito. O rosto dele foi desfigurado", afirmou Flávio Silva Fonseca, irmão do soldado, que é fuzileiro naval e disse conhecer Eduardo desde a infância, apesar reconhecê-lo como irmão apenas na juventude.
A mãe do PM, Rosilene Medeiros do Santos, preferiu não falar sobre responsáveis pela morte do filho, pois, segundo ela, nada o traria de volta. Muito emocionada após o enterro do filho, disse que não concordava com a entrada de Eduardo no Bope e que não sabia que ele estava fazendo o curso preparatório. "Era o sonho dele, nada o impediria".
Segundo o Bope, as acusações de Flávio são precipitadas e é preciso aguardar o laudo dos legistas. "Entendemos a dor da família nesse momento. Encontrar o corpo é doloroso, mas essa não é uma análise técnica. É preciso aguardar o laudo do Instituto Médico Legal (IML)", disse o capitão Ivan Blaz, responsável pela comunicação do Bope.
O capitão ressaltou ainda que Eduardo chegou ao hospital andando e falando. "Inclusive ele queria volta para o treinamento, o Bope não deixou", afirmou.
O major Ronaldo Martins, porta voz da Polícia Militar, também considera prematuro falar sobre as causas da morte. Ele disse que será investigado se Eduardo tomava algum remédio. "O laudo cadavérico vai nos dar essa resposta".
De acordo com o major, foi instaurado um procedimento investigatório que ficará ao cardo do Bope.
Eduardo era lotado no 24° BPM (Queimados) e foi um dos dez melhores colocados no processo de seleção para o Curso de Ações Táticas do Bope. Ele e outros três colegas tiveram sintomas de desidratação e foram levados ao Hospital Central da PM. Os médicos constataram quadro de infecção renal e convulsões. O policial estava há cinco anos na corporação e deixa um filho de 3 anos. Os outros três policiais que foram hospitalizados ainda estão internados e foram submetidos a exames clínicos nesta quarta-feira".
COMENTO:
A dor da família acaba provocando declarações fortes, isso é natural. Todavia, não podemos ignorar a gravidade da acusação feita pelo irmão do Policial Militar, que é militar, um fuzileiro naval, conhecedor dos rigores do treinamento. A esposa também informou que o marido gozava de plena saúde.
Obviamente, o que pode ter ocorrido foi algum excesso, algo condenável, que não será o primeiro, porém nunca algo doloso.
A Polícia Militar anunciou que o BOPE está apurando o que ocorreu e que resultou na morte do Policial Militar.
Penso que nada mais natural, diante das acusações, que a investigação não seja feita pelo BOPE.
Que Deus ofereça o consolo que a família precisa, que o estado atenda adequadamente os familiares do Policial Militar e que a Polícia Militar possa descobrir a verdade.

“CAICÓ NÃO TEM POLICIA CIVIL, TEM É UM REMENDO” DISSE DELEGADO GETULIO MEDEIROS



Na foto: Delegado Getulio Medeiros 

O delegado de policia civil de Caicó Getulio Medeiros concedeu entrevista a este blogueiro na manhã de hoje e acabou fazendo um desabafo.

Quando foi abordado sobre o assunto do abaixo assinado que a população de Caicó esta realizando para pedir a instalação de uma delegacia da Policia Federal na cidade, o delegado disse o seguinte. 

“Caicó não precisa de uma delegacia da PF, Caicó precisa de um posto avançado de inteligência da PF, mas o Meu pensamento é o seguinte, antes de vocês pedirem uma delegacia de policia Federal para Caicó, por que não pedem uma estrutura de delegacia de policia Civil, que não existe, Caicó não precisa de delegacia de policia federal dentro da cidade, Caicó precisa é de uma delegacia de policia Civil atuante, Caicó tem um delegado de policia civil que é delegado municipal, delegado da delegacia da mulher, delegado da delegacia do menor e ainda é delegado de mais oito cidades na região do Seridó, o povo de Caicó ainda não percebeu até agora, que Caicó não tem policia civil, tem é um remendo” disse doutor Getulio.
O delegado ainda disse que a sociedade tem que pressionar o governo do estado para nomear os novos delegados que terminaram o curso de formação. 

“Trazendo um delegado para cada delegacia e para cada comarca, daqui a um ano a população iria perceber que não precisa de uma delegacia da PF em Caicó, esses delegados assumindo essas delegacias eu tenho certeza que daqui a um ano eu continuando ainda como delegado de Caicó e trabalhando apenas nos casos de Caicó, se não resolver pelo menos 80% dos casos ai me transfira de Caicó por realmente eu não estarei sendo correto com a segurança publica.” Disse o delegado. 

O delegado ainda disse que é praticamente impossível dar continuidade as investigações de crimes que foram praticados recente mente em Caicó.

ISSO CONFIRMA O QUE O JUIZ Dr. HERIQUE BALTAZAR DISSE EM UMA ENTREVISTA A ALGUNS DIAS A RÁDIO CAICÓ,VEJA A MATÉRIA.


Juiz denuncia ligação de criminosos com quem deveria combater o tráfico de drogas em Caicó

O juiz criminal Henrique Baltazar Vilar dos Santos, foi o entrevistado na terça-feira, 27 de outubro, no programa Comando Geral da Rádio Caicó AM, dentro da série “Os Males das Drogas”.

O crime organizado

Com relação a instalação do crime organizado em Caicó, e região, o juiz Henrique Baltazar, disse que tem certeza que os vários grupos criminosos estão atuando, principalmente comandando o tráfico de drogas.

Enquanto ainda era juiz de Caicó, mandou que fosse apurada denúncia de que na região existia um laboratório de refino de droga. “Eu não acredito que tenha mudado. As informações que chegam dão conta que existe até uma melhor organização do crime ai na região. Inclusive o próprio F. Gomes, dizia em seu programa do envolvimento de empresários, e pessoas da alta sociedade que estavam envolvidas com o crime organizado. A droga é a maior fonte de rendas desses criminosos”, aponta.

A ligação de criminosos com pessoas influentes em Caicó, que tantas vezes foi combatido por F. Gomes em seu programa de rádio, também foi lembrada pelo juiz. “O crime organizado, ele, já cooptou pessoas que tem dinheiro na região do Seridó, e estas pessoas estão com mais estrutura para trabalhar e comprar drogas. Temos informações de presentes caros que foram dados à pessoas que ocupam certos cargos na região, pessoas que poderiam combater o tráfico de drogas e na verdade estão cooptadas pelos traficantes”, denuncia.

Finalizando o juiz falou da Polícia Federal para atuar em Caicó, e disse que o importante agora é que se luta para a implantação de um núcleo de inteligência desta polícia. “Vai dar mais resultado que uma delegacia, que tem tantos trabalhos burocráticos, se tiver pelo menos uma equipe trabalhando com inteligência será muito melhor”, disse.

Sistema falho

Sobre o sistema prisional brasileiro, o magistrado afirmou que ele não funciona como deveria, e isso facilita para os presos o comando de determinados crimes como, por exemplo, o tráfico de drogas. “O sistema prisional brasileiro é de uma ineficiência absurda. Primeiro nós temos os processos que não conseguem funcionar direito, segundo uma lei que na verdade se torna muito benéfica para o tráfico, e terceiro, a gente sabe que existe uma total utilização de telefones celulares dentro dos presídios. Pra você ter uma idéia, no ano passado eu autorizei uma varredura eletrônica nos presídios aqui em Natal, e foi constatado que só na penitenciária de Alcaçuz, havia mais de 250 telefones celulares funcionando”, revelou.

Para ele, o Estado sabe, e o sistema não consegue evitar que os presos dentro dos presídios usem telefones, e continuem controlando suas quadrilhas.

“Além de não conseguir evitar, falta vontade para coibir a prática”, disse, lembrando que existem equipamentos que bloqueiam o uso de telefones celulares, e esse equipamento no RN não é utilizado. “É tão simples, você veja que se qualquer uma pessoa for ao cinema, não vai usar o telefone lá dentro, porque não funciona. Ali existe o bloqueio do celular, e porque não utilizar nos presídios”, afirma.

Polícia Civil

Com relação ao que disse o promotor Geraldo Rufino, de que existe um sucateamento da Polícia Civil no Rio Grande do Norte, o juiz disse que não verdade o que acontece é falta de vontade de trabalhar. “Nós temos excelentes policiais na Polícia Civil do RN, temos ótimas equipes trabalhando, e temos infelizmente um grande número de policiais que não trabalha que são ineficientes, delegados de polícia que viraram meros burocratas”, disse.

“Se fizerem uma pesquisa nos fóruns de justiça irão constatar que a maioria dos processos não resultam de investigação. A maioria resulta do flagrante que foi feito pela Polícia Militar, o delegado só faz botar no papel”, dispara.

Ele citou como exemplo a operação Boqueirão, desencadeada pela Denarc e pela Deicor de Natal, em Parelhas aonde foram presas dezenas de pessoas. A operação foi permanente no início deste ano. “Foi preciso outras equipes, fazerem o trabalho, e porque as equipes locais não fizeram a investigação e prenderam quem tinha que ser preso?”, questiona, e destaca, “não diga que é porque não tem policiais suficientes para fazer o trabalho porque não é, isso é conversa. Quando eu trabalhei em Caicó, um pequeno grupo da Polícia Militar, a P/2, fez muitos trabalhos de investigação, prisões e apreensões de drogas”, disse.

Fazendo um comparativo, o juiz afirmou que a Polícia Civil do RN, é tão bem equipada quando a PF, destacando o uso de equipamentos sofisticados no combate ao crime organizado.

“Porque que a Polícia Federal conseguiu bons resultados quando esteve em Caicó, com uma equipe pequena trabalhando, e a Polícia Civil não consegue? Ora, dizer que a PF é muito bem equipada e por isso... veja bem, a Polícia Civil do RN é tão bem equipa quanto a PF, talvez tenha mais equipamentos que eles. Um exemplo prático, é que a Polícia Civil, monitora mais telefones do que a PF consegue. A Polícia Federal quando quer fazer testes em laboratório, tem que mandar pra Brasília, enquanto a Polícia Civil faz aqui no estado mesmo, então no meu ponto de vista o que existe é falta de vontade de trabalhar”, afirmou

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

PEC 300 - DEU NA FOLHA DE S. PAULO

Eu não
Renata Lo Prete
O vice eleito, Michel Temer, negando ter recebido pedido para engavetar na Câmara o projeto que estabelece piso salarial para os policiais: "Alguém quer me intrigar com a presidente Dilma. Não tratamos da PEC 300 em nossa conversa".
Um dia depois de representantes do governo, reunidos com a equipe de transição, terem deixado claro que é imperativo barrar a votação da PEC 300, explosiva para as contas públicas, o líder da bancada do PMDB, Henrique Eduardo Alves (RN), saiu de reunião na Câmara e mandou bala no Twitter:
"Durante a reunião de líderes, defendi a votação da PEC 300. Ainda falta a apreciação de alguns destaques".Assinante do jornal leia em Painel

LULA NEGA QUE TENHA DISCUTIDO COM SÍLVIO SANTOS DE CRÉDITO PARA COBRIR ROMBO NO BANCO PANAMERICANO



O presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta-feira, 10, que tenha tratado com o empresário Sílvio Santos, a liberação de R$ 2,5 bilhões do Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o rombo no banco Panamericano. "Isso não é assunto de presidente da República. É assunto comercial do Banco Central", afirmou.
Lula, que embarcou de Moçambique para Seul, na Coreia do Sul, comentou também a prisão de policiais e auditores da Receita Federal e do Tesouro Nacional, que segundo denúncias, integravam uma quadrilha acusada de fraudar importações. "Só existe uma possibilidade de alguém não ser investigado. É ser honesto. É andar na linha. Isso demonstra que estamos atrás de bandido", disse o presidente, referindo-se à investigação conjunta da Polícia Federal e Receita. 
Sobre a decisão do Tribunal de Contas da União, de recomendar a suspensão de 32 obras públicas, por apresentar "graves" irregularidades, Lula voltou a afirmar que o que o TCU investiga e constata nem sempre é verídico. "Muitas vezes existe desconfiança em relação a alguma obra que depois não se confirma", afirmou o presidente, que voltou a defender a revisão administrativa de avaliação de obras pelo TCU

TJRN determina suspensão da posse de Sargento Siqueira




Sgt Siqueira, ontém 09/11/10 na AL.

O desembargador Expedito Ferreira determinou na manhã desta quarta-feira (10) que fosse suspendido o ato n.º 005/2010, da Assembleia Legislativa, que tem o fim de dar posse ao suplente de deputado estadual Edson Siqueira de Lima, do PV. A decisão se deu após ingresso de Ação Cautelar Inonimada, ajuizada pelo Ministério Público Estadual.

Já há, no âmbito do MP, a instauração de um procedimento administrativo, motivado por representação do deputado estadual Nélter Queiroz, do PMDB, que no dia 04 de novembro deste ano solicitou a instauração de investigação quanto à renúncia do também deputado estadual Gilson Moura, do PV. Assinalou ainda a Ação Cautelar, que várias matérias jornalísticas indicam a existência de negociação política na renúncia do mandato, o que reforçou a necessidade de apuração do fato.

“A negociação supostamente ocorrida teve como principal objetivo assegurar ao suplente – Sargento Siqueira – foro privilegiado no processo da denominada 'Operação Impacto'”, argumentou o procedimento do Ministério Público. Disse ainda o MP, que a motivação da renúncia, conforme declarações do deputado Fernando Mineiro, do PT, veiculadas na imprensa local, seria um tratamento de saúde da irmã do deputado Gilson Moura. “O que não justifica a renúncia do mandato, uma vez que seria possível um simples pedido de licença”, asseverou a Ação Cautelar.

O desembargador Expedido Ferreira afirmou que em consulta ao Sistema de Automação do Judiciário (SAJ) constatou-se que Edson Siqueira é réu na Ação Penal da Operação Impacto, a qual se encontra no TJRN, mas irá retornar ao juízo natural em face da exoneração do também demandado Júlio Protásio do cargo de secretário. “Assim, a possível negociação feita entre o deputado estadual Gilson Moura e o suplente Sargento Siqueira tem como objetivo primordial a alteração da competência do juízo natural para análise da ação da 'Operação Impacto', de forma a evidenciar a plausibilidade do direito invocado pelo requerente”, atestou o desembargador.

Fonte:tjrn

PEC 300: policiais prometem pressão para votação

Diante dos apelos da presidente eleita Dilma Rousseff (PT) para que a Câmara não vote a chamada PEC 300 - que estabelece piso salarial nacional para policiais e bombeiros -, representantes da categoria prometem intensificar as mobilizações. Segundo o deputado Capitão Assumpção (PSB-ES), líderes policiais devem se reunir nesta terça-feira (9) para traçar estratégias de pressão para votar ainda este ano o segundo turno da PEC 300 no plenário da Câmara.

“Novas mobilizações poderão acontecer para que Temer se comprometa com a votação. Vai ser uma grande batalha”, disse Assumpção, referindo-se ao vice-presidente eleito e presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP). “A sensibilização é que vai fazer a diferença. A gente sabe que, apesar de o presidente Temer ter se comprometido com os líderes policiais em São Paulo, ainda na campanha do segundo turno eleitoral, há uma pressão contrária muito forte”, afirmou o deputado, que é capitão da PM do Espírito Santo.

Segundo nota divulgada hoje na coluna Painel, da Folha de S. Paulo, a presidente eleita Dilma Rousseff fez ontem (8) um apelo ao vice-presidente para que a Casa não aprove a PEC 300. De acordo com o jornal, “para a petista, a aprovação do piso salarial para policiais e bombeiros teria o efeito de ‘abrir a porteira’, deflagrando onda de pressão para que sejam apreciados outros projetos multiplicadores dos gastos públicos”.

O texto-base foi aprovado no último dia 6 de julho, mas falta a análise de destaque e a votação em segundo turno para que a proposta seja enviada ao Senado. Leia: Câmara aprova PEC 300 em primeiro turno

Para Capitão Assumpção, o posicionamento de Dilma sinaliza que promessas de campanha poderão não ser cumpridas. O deputado afirma que, durante a campanha eleitoral, tanto Dilma quanto José Serra (PSDB) falavam em ampliar o investimento na área de segurança pública, entre outras coisas, por meio de “avanços na questão salarial” de policiais e bombeiros.

“O que falavam ‘investimento’, agora virou ‘gasto’. É o mesmo que pregar no deserto. Estamos à beira de uma olimpíada e da Copa do Mundo no Brasil, onde os trabalhos de segurança pública são fundamentais, mas o que se vê é que estão sendo depreciados”, protestou.
Congressoemfoco

PM morre em treino do Bope

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) instaurou uma investigação para apurar as circunstâncias que resultaram na morte de um soldado que participava do Curso de Ações Táticas da unidade, na madrugada desta terça-feira.
O policial Eduardo Marcello Medeiros dos Santos, de 28 anos, passou mal durante treinamento na sede do Bope, em Laranjeiras, e foi levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, mas não resistiu.
Eduardo Marcello participava, junto com outros 49 PMs, do primeiro dia do curso oferecido pelo Bope para cabos e soldados. Pela manhã, eles tiveram uma aula teórica. À tarde, foi iniciada uma aula prática. O treinamento consistia em saltar obstáculos, rastejar, subir muros e realizar rolamentos.
Depois de cerca de duas horas e meia, quatro alunos sentiram mal-estar, entre eles Eduardo Marcello. Eles foram levados para o HCPM e foi constatado que os policiais apresentavam desidratação. O quadro de Eduardo Marcello evoluiu para insuficiência renal e crises convulsivas.
Soro e isotônico
Segundo o capitão Ivan Blaz, porta-voz do Bope, havia 50 litros de soro e 50 litros de isotônico disponível para os policiais durante o treinamento. Além disso, todos estariam com o equipamento conhecido como camelback (espécie de mochila com água).
— Nos causa estranheza que, com todos esse meios, o policial tenha entrado num quadro de desidratação e insuficiência renal — disse Ivan Blaz.
Segundo Ivan Blaz, Eduardo Marcello estava habilitado clinicamente, fisicamente e psicologicamente para o curso. O soldado estava há 4 anos na PM. Ele era lotado no 24º BPM (Queimados) e será enterrado no Cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, às 11h.

Vaccarezza defende aumento de salário para os deputados.

O líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), defendeu nesta terça-feira reajuste salarial para parlamentares. “Os deputados estão há quatro anos sem aumento”, lembrou. “O ideal seria a definição do reajuste da uma legislatura para valer na outra, ou seja, definir o assunto ainda neste ano.”
Atualmente, fora os recursos para contratação de pessoal no gabinete, auxílio-moradia e gastos como telefones e passagens aéreas, os deputados recebem R$ 16.512.
Teto do funcionalismo
“Eu tenho dito, desde quando me elegi deputado federal, que o teto de salário para o funcionalismo público deveria ser o salário dos deputados e senadores porque esse é o poder mais fiscalizado, mais transparente”, diz Vaccarezza.

Segundo ele, para que isso aconteça, a equiparação do vencimento dos deputados com o dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que hoje recebem o teto do funcionalismo, poderia ser feita ao longo do tempo.
Ele é favorável ao fim do efeito cascata em caso de reajuste para os parlamentares do Congresso. Segundo ele, o aumento será aprovado – seja neste ano, seja no início da próxima legislatura, mas ainda não foi discutido nenhum valor ou percentual.
O líder do DEM, Paulo Bornhausen, faz questão de destacar que a oposição não está participando de nenhum debate sobre reajuste para os deputados e senadores. “Acho que é importante que o presidente da Casa, Michel Temer, convoque os líderes para que nós possamos discutir pauta da Câmara e questões como essa. Eu, como líder do Democratas, não tive a oportunidade de discutir o tema. Não tenho pré-opinião. Eu quero saber concretamente o que vai ser proposto”.
O Brasil, e muitos policiais e seus familiares escolheram esses parlamentares para ser o seu representante, agora é isso que iremos esperar deles, a PEC 300 não deve ser votada de jeito nenhum é o que a Dilma mandou fazer, mas o aumento para eles………..
Cansei de ser generoso com esses falsos representantes, na verdade eles são uns ………………………………………………………………………………………..
Na minha opinião temos que paralisar o setor de segurança pública, para esses engomadinhos serem vítimas dos bandidos e ai quero ver a quem eles vão recorrer, quem irá protege-los, quem irá dar a vida para salvar a deles, a unica coisa que vai fazer eles aprovarem a nossa PEC é a greve geral da PC, PM, BM e AGENTES PRISIONAIS no Brasil.
Chega de conversa com esses demagogos.

Governo não quer votar piso salarial policial.

O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou nesta terça-feira que o governo não pretende votar neste ano a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 300/08, que cria o piso nacional de policiais militares e civis e de bombeiros militares.
“Estamos conversando com os líderes da base e da oposição para que nenhuma proposta com impacto orçamentário seja votada neste ano. Elas deverão ser tratadas com o novo governo e os governadores eleitos”, afirmou Padilha quando questionado sobre o assunto, após uma série de reuniões no Congresso Nacional.
Para a aprovação de uma PEC são necessários os votos de 3/5 de cada Casa do Congresso – Câmara e Senado – em dois turnos de votações. Como a base aliada tem maioria no Congresso, a votação fica inviável caso o governo decida adiá-la.
Negociação
O texto da PEC foi aprovado em primeiro turno pela Câmara em julho, e o presidente da Casa – e vice-presidente eleito –, Michel Temer, havia admitido concluir a votação da proposta neste ano.

Questionado sobre a validade dessa negociação, Padilha a minimizou, argumentando que “uma parte desse diálogo [entre Temer e os policiais] foi rompida quando setores invadiram a Câmara e inviabilizaram a sessão, então há um novo processo em curso”. Ele se referiu ao tumulto provocado em junho por manifestantes que cobravam a inclusão da PEC na pauta de votação do Plenário.
É o PT………………..
Vocês acreditaram na DILMA, lembram do que ela disse a poucas semanas sobre a melhoria de salários para os profissionais da segurança, pois é, era promessa de campanha e nada mais, ela e o povo do PT são iguais aos outros políticos, todos falsos e nós acreditamos nessa corja de ………………
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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Direitos Humanos: Coisa de Polícia

Direitos Humanos: Coisa de Polícia



Treze reflexões sobre

polícia e direitos humanos

Durante muitos anos o tema “Direitos Humanos” foi considerado antagônico ao de Segurança Pública. Produto do autoritarismo vigente no país entre 1964 e 1984 e da manipulação, por ele, dos aparelhos policiais, esse velho paradigma maniqueísta cindiu sociedade e polícia, como se a última não fizesse parte da primeira.

Polícia, então, foi uma atividade caracterizada pelos segmentos progressistas da sociedade, de forma equivocadamente conceitual, como necessariamente afeta à repressão anti-democrática, à truculência, ao conservadorismo. “Direitos Humanos” como militância, na outra ponta, passaram a ser vistos como ideologicamente filiados à esquerda, durante toda a vigência da Guerra Fria (estranhamente, nos países do “socialismo real”, eram vistos como uma arma retórica e organizacional do capitalismo). No Brasil, em momento posterior da história, à partir da rearticulação democrática, agregou-se a seus ativistas a pecha de “defensores de bandidos” e da impunidade.

Evidentemente, ambas visões estão fortemente equivocadas e prejudicadas pelo preconceito.

Estamos há mais de um década construindo uma nova democracia e essa paralisia de paradigmas das “partes” (uma vez que assim ainda são vistas e assim se consideram), representa um forte impedimento à parceria para a edificação de uma sociedade mais civilizada.

Aproximar a policia das ONGs que atuam com Di-reitos Humanos, e vice-versa, é tarefa impostergável para que possamos viver, a médio prazo, em uma nação que respire “cultura de cidadania”. Para que isso ocorra, é necessário que nós, lideranças do campo dos Direitos Humanos, desarmemos as “minas ideológicas” das quais nos cercamos, em um primeiro momento, justificável , para nos defendermos da polícia, e que agora nos impedem de aproximar-nos. O mesmo vale para a polícia.

Podemos aprender muito uns com os outros, ao atuarmos como agentes defensores da mesma democracia.

Nesse contexto, à partir de quase uma década de parceria no campo da educação para os direitos humanos junto à policiais e das coisas que vi e aprendi com a polícia, é que gostaria de tecer as singelas treze considerações a seguir:

CIDADANIA, DIMENSÃO PRIMEIRA

1ª - O policial é, antes de tudo um cidadão, e na cidadania deve nutrir sua razão de ser. Irmana-se, assim, a todos os membros da comunidade em direitos e deveres. Sua condição de cidadania é, portanto, condição primeira, tornando-se bizarra qualquer reflexão fundada sobre suposta dualidade ou antagonismo entre uma “sociedade civil” e outra “sociedade policial”. Essa afirmação é plenamente válida mesmo quando se trata da Polícia Militar, que é um serviço público realizado na perspectiva de uma sociedade única, da qual todos os segmentos estatais são derivados. Portanto não há, igualmente, uma “sociedade civil” e outra “sociedade militar”. A “lógica” da Guerra Fria, aliada aos “anos de chumbo”, no Brasil, é que se encarregou de solidificar esses equívocos, tentando transformar a polícia, de um serviço à cidadania, em ferramenta para enfrentamento do “inimigo interno”. Mesmo após o encerramento desses anos de paranóia, seqüelas ideológicas persistem indevidamente, obstaculizando, em algumas áreas, a elucidação da real função policial.

POLICIAL: CIDADÃO QUALIFICADO

2ª - O agente de Segurança Pública é, contudo, um cidadão qualificado: emblematiza o Estado, em seu contato mais imediato com a população. Sendo a autoridade mais comumente encontrada tem, portanto, a missão de ser uma espécie de “porta voz” popular do conjunto de autoridades das diversas áreas do poder. Além disso, porta a singular permissão para o uso da força e das armas, no âmbito da lei, o que lhe confere natural e destacada autoridade para a construção social ou para sua devastação. O impacto sobre a vida de indivíduos e comunidades, exercido por esse cidadão qualificado é, pois, sempre um impacto extremado e simbolicamente referencial para o bem ou para o mal-estar da sociedade.

POLICIAL: PEDAGOGO DA CIDADANIA

3ª - Há, assim, uma dimensão pedagógica no agir policial que, como em outras profissões de suporte público, antecede as próprias especificidades de sua especialidade.

Os paradigmas contemporâneos na área da educação nos obrigam a repensar o agente educacional de forma mais includente. No passado, esse papel estava reservado únicamente aos pais, professores e especialistas em educação. Hoje é preciso incluir com primazia no rol pedagógico também outras profissões irrecusavelmente formadoras de opinião: médicos, advogados, jornalistas e policiais, por exemplo.

O policial, assim, à luz desses paradigmas educacionais mais abrangentes, é um pleno e legitimo educador. Essa dimensão é inabdicável e reveste de profunda nobreza a função policial, quando conscientemente explicitada através de comportamentos e atitudes.

A IMPORTÂNCIA DA AUTO-ESTIMA

PESSOAL E INSTITUCIONAL

4ª - O reconhecimento dessa “dimensão pedagógi-ca” é, seguramente, o caminho mais rápido e eficaz para a reconquista da abalada auto-estima policial. Note-se que os vínculos de respeito e solidariedade só podem constituir-se sobre uma boa base de auto-estima. A experiência primária do “querer-se bem” é fundamental para possibilitar o conhecimento de como chegar a “querer bem o outro”. Não podemos viver para fora o que não vivemos para dentro.

Em nível pessoal, é fundamental que o cidadão policial sinta-se motivado e orgulhoso de sua profissão. Isso só é alcançável à partir de um patamar de “sentido existen-cial”. Se a função policial for esvaziada desse sentido, transformando o homem e a mulher que a exercem em meros cumpridores de ordens sem um significado pessoalmente assumido como ideário, o resultado será uma auto-imagem denegrida e uma baixa auto-estima.

Resgatar, pois, o pedagogo que há em cada policial, é permitir a ressignificação da importância social da polícia, com a conseqüente consciência da nobreza e da dignidade dessa missão.

A elevação dos padrões de auto-estima pode ser o caminho mais seguro para uma boa prestação de serviços.

Só respeita o outro aquele que se dá respeito a si mesmo.

POLÍCIA E ‘SUPEREGO’ SOCIAL

5ª - Essa “dimensão pedagógica”, evidentemente, não se confunde com “dimensão demagógica” e, portanto, não exime a polícia de sua função técnica de intervir preventivamente no cotidiano e repressivamente em momentos de crise, uma vez que democracia nenhuma se sustenta sem a contenção do crime, sempre fundado sobre uma moralidade mal constituída e hedonista, resultante de uma com-plexidade causal que vai do social ao psicológico.

Assim como nas famílias é preciso, em “ocasiões extremas”, que o adulto sustente, sem vacilar, limites que possam balizar moralmente a conduta de crianças e jovens, também em nível macro é necessário que alguma instituição se encarregue da contenção da sociopatia.

A polícia é, portanto, uma espécie de superego social indispensável em culturas urbanas, complexas e de interesses conflitantes, contenedora do óbvio caos a que estaríamos expostos na absurda hipótese de sua inexistência. Possivelmente por isso não se conheça nenhuma sociedade contemporânea que não tenha assentamento, entre outros, no poder da polícia. Zelar, pois, diligentemente, pela segurança pública, pelo direito do cidadão de ir e vir, de não ser molestado, de não ser saqueado, de ter respeitada sua integridade física e moral, é dever da polícia, um compromisso com o rol mais básico dos direitos humanos que devem ser garantidos à imensa maioria de cidadãos hones-tos e trabalhadores.

Para isso é que a polícia recebe desses mesmos cidadãos a unção para o uso da força, quando necessário.

RIGOR versus VIOLÊNCIA

6ª - O uso legítimo da força não se confunde, contudo, com truculência.

A fronteira entre a força e a violência é delimi-tada, no campo formal, pela lei, no campo racional pela necessidade técnica e, no campo moral, pelo antagonismo que deve reger a metodologia de policiais e criminosos.

POLICIAL versus CRIMINOSO:

METODOLOGIAS ANTAGÔNICAS

7ª - Dessa forma, mesmo ao reprimir, o policial oferece uma visualização pedagógica, ao antagonizar-se aos procedimentos do crime.

Em termos de inconsciente coletivo, o policial exerce função educativa arquetípica: deve ser “o mocinho”, com procedimentos e atitudes coerentes com a “firmeza moralmente reta”, oposta radicalmente aos desvios perversos do outro arquétipo que se lhe contrapõe: o bandido.

Ao olhar para uns e outros, é preciso que a sociedade perceba claramente as diferenças metodológicas ou a “confusão arquetípica” intensificará sua crise de moralidade, incrementando a ciranda da violência. Isso significa que a violência policial é geradora de mais violência da qual, mui comumente, o próprio policial torna-se a vítima.

Ao policial, portanto, não cabe ser cruel com os cruéis, vingativo contra os anti-sociais, hediondo com os hediondos. Apenas estaria com isso, liberando, licenciando a sociedade para fazer o mesmo, à partir de seu patamar de visibilidade moral. Não se ensina a respeitar desrespeitando, não se pode educar para preservar a vida matando, não importa quem seja. O policial jamais pode esquecer que também o observa o inconsciente coletivo.

A ‘VISIBILIDADE MORAL’ DA POLÍCIA: IMPORTÂNCIA DO EXEMPLO

 
8ª - Essa dimensão “testemunhal”, exemplar, peda-gógica, que o policial carrega irrecusavelmente é, possivel-mente, mais marcante na vida da população do que a pró-pria intervenção do educador por ofício, o professor.

 
Esse fenômeno ocorre devido à gravidade do mo-mento em que normalmente o policial encontra o cidadão. À polícia recorre-se, como regra, em horas de fragilidade emocional, que deixam os indivíduos ou a comunidade fortemente “abertos” ao impacto psicológico e moral da ação realizada.


Por essa razão é que uma intervenção incorreta funda marcas traumáticas por anos ou até pela vida inteira, assim como a ação do “bom policial” será sempre lembrada com satisfação e conforto.


Curiosamente, um significativo número de policiais não consegue perceber com clareza a enorme importância que têm para a sociedade, talvez por não haverem refletido suficientemente a respeito dessa peculiaridade do impacto emocional do seu agir sobre a clientela. Justamente aí reside a maior força pedagógica da polícia, a grande chave para a redescoberta de seu valor e o resgate de sua auto-estima.

 
É essa mesma “visibilidade moral” da polícia o mais forte argumento para convencê-la de sua “responsabilidade paternal” (ainda que não paternalista) sobre a comunidade. Zelar pela ordem pública é, assim, acima de tudo, dar exemplo de conduta fortemente baseada em princípios. Não há exceção quando tratamos de princípios, mesmo quando está em questão a prisão, guarda e condução de malfeitores. Se o policial é capaz de transigir nos seus princípios de civilidade, quando no contato com os sociopatas, abona a violência, contamina-se com o que nega, conspurca a normalidade, confunde o imaginário popular e rebaixa-se à igualdade de procedimentos com aqueles que combate.

Note-se que a perspectiva, aqui, não é refletir do ponto de vista da “defesa do bandido”, mas da defesa da dignidade do policial.

A violência desequilibra e desumaniza o sujeito, não importa com que fins seja cometida, e não restringe-se a áreas isoladas, mas, fatalmente, acaba por dominar-lhe toda a conduta. O violento se dá uma perigosa permissão de exercício de pulsões negativas, que vazam gravemente sua censura moral e que, inevitavelmente, vão alastrando-se em todas as direções de sua vida, de maneira incontrolável.

 
“ÉTICA” CORPORATIVA versus ÉTICA CIDADÃ

 
9ª - Essa consciência da auto-importância obriga o policial a abdicar de qualquer lógica corporativista.


Ter identidade com a polícia, amar a corporação da qual participa, coisas essas desejáveis, não se podem confundir, em momento algum, com acobertar práticas abomináveis. Ao contrário, a verdadeira identidade policial exige do sujeito um permanente zelo pela “limpeza” da instituição da qual participa.

 
Um verdadeiro policial, ciente de seu valor social, será o primeiro interessado no “expurgo” dos maus profissionais, dos corruptos, dos torturadores, dos psicopatas. Sabe que o lugar deles não é polícia, pois, além do dano social que causam, prejudicam o equilíbrio psicológico de todo o conjunto da corporação e inundam os meios de co-municação social com um marketing que denigre o esforço heróico de todos aqueles outros que cumprem corretamente sua espinhosa missão. Por esse motivo, não está disposto a conceder-lhes qualquer tipo de espaço.

 
Aqui, se antagoniza a “ética da corporação” (que na verdade é a negação de qualquer possibilidade ética) com a ética da cidadania (aquela voltada à missão da polícia junto a seu cliente, o cidadão).


O acobertamento de práticas espúrias demonstra, ao contrário do que muitas vezes parece, o mais absoluto desprezo pelas instituições policiais. Quem acoberta o espúrio permite que ele enxovalhe a imagem do conjunto da instituição e mostra, dessa forma, não ter qualquer respeito pelo ambiente do qual faz parte.

 
CRITÉRIOS DE SELEÇÃO,

 
PERMANÊNCIA E ACOMPANHAMENTO


10ª - Essa preocupação deve crescer à medida em que tenhamos clara a preferência da psicopatia pelas profissões de poder. Política profissional, Forças Armadas, Comunicação Social, Direito, Medicina, Magistério e Polícia são algumas das profissões de encantada predileção para os psicopatas, sempre em busca do exercício livre e sem culpas de seu poder sobre outrem.

 
Profissões magníficas, de grande amplitude social, que agregam heróis e mesmo santos, são as mesmas que atraem a escória, pelo alcance que têm, pelo poder que representam.

 
A permissão para o uso da força, das armas, do direito a decidir sobre a vida e a morte, exercem irresistível atração à perversidade, ao delírio onipotente, à loucura articulada.

Os processos de seleção de policiais devem tornar-se cada vez mais rígidos no bloqueio à entrada desse tipo de gente. Igualmente, é nefasta a falta de um maior acompanhamento psicológico aos policiais já na ativa.

A polícia é chamada a cuidar dos piores dramas da população e nisso reside um componente desequilibrador. Quem cuida da polícia?


Os governos, de maneira geral, estruturam pobremente os serviços de atendimento psicológico aos policiais e aproveitam muito mal os policiais diplomados nas áreas de saúde mental.

Evidentemente, se os critérios de seleção e permanência devem tornar-se cada vez mais exigentes, espera-se que o Estado cuide também de retribuir com salários cada vez mais dignos.

De qualquer forma, o zelo pelo respeito e a decência dos quadros policiais não cabe apenas ao Estado mas aos próprios policiais, os maiores interessados em participarem de instituições livres de vícios, valorizadas socialmente e detentoras de credibilidade histórica.

DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS —HUMILHAÇÃO versus HIERARQUIA

11ª - O equilíbrio psicológico, tão indispensável na ação da polícia, passa também pela saúde emocional da própria instituição. Mesmo que isso não se justifique, sabe-mos que policiais maltratados internamente tendem a descontar sua agressividade sobre o cidadão.

Evidentemente, polícia não funciona sem hierarquia. Há, contudo, clara distinção entre hierarquia e humilhação, entre ordem e perversidade.

Em muitas academias de polícia (é claro que não em todas) os policiais parecem ainda ser “adestrados” para alguma suposta “guerra de guerrilhas”, sendo submetidos a toda ordem de maus-tratos (beber sangue no pescoço da galinha, ficar em pé sobre formigueiro, ser “afogado” na lama por superior hierárquico, comer fezes, são só alguns dos recentes exemplos que tenho colecionado à partir da narrativa de amigos policiais, em diversas partes do Brasil).

Por uma contaminação da ideologia militar (diga-se de passagem, presente não apenas nas PMs mas também em muitas polícias civis), os futuros policiais são, muitas vezes, submetidos a violento estresse psicológico, a fim de atiçar-lhes a raiva contra o “inimigo” (será, nesse caso, o cidadão?).

Essa permissividade na violação interna dos Direitos Humanos dos policiais pode dar guarida à ação de personalidades sádicas e depravadas, que usam sua autoridade superior como cobertura para o exercício de suas doenças.

Além disso, como os policiais não vão lutar na extinta guerra do Vietnã, mas atuar nas ruas das cidades, esse tipo de “formação” (deformadora) representa uma perda de tempo, geradora apenas de brutalidade, atraso técnico e incompetência.

A verdadeira hierarquia só pode ser exercida com base na lei e na lógica, longe, portanto, do personalismo e do autoritarismo doentios.

O respeito aos superiores não pode ser imposto na base da humilhação e do medo. Não pode haver respeito unilateral, como não pode haver respeito sem admiração. Não podemos respeitar aqueles a quem odiamos.

A hierarquia é fundamental para o bom funciona-mento da polícia, mas ela só pode ser verdadeiramente al-cançada através do exercício da liderança dos superiores, o que pressupõe práticas bilaterais de respeito, competência e seguimento de regras lógicas e suprapessoais.

DIREITOS HUMANOS DOS POLICIAIS —HUMILHAÇÃO versus HIERARQUIA

12ª - No extremo oposto, a debilidade hierárquica é também um mal. Pode passar uma imagem de descaso e desordem no serviço público, além de enredar na malha confusa da burocracia toda a prática policial.

A falta de uma Lei Orgânica Nacional para a polícia civil, por exemplo, pode propiciar um desvio fragmentador dessa instituição, amparando uma tendência de definição de conduta, em alguns casos, pela mera junção, em “colcha de retalhos”, do conjunto das práticas de suas delegacias.

 
Enquanto um melhor direcionamento não ocorre em plano nacional, é fundamental que os estados e instituições da polícia civil direcionem estrategicamente o processo de maneira a unificar sob regras claras a conduta do conjunto de seus agentes, transcendendo a mera predisposição dos delegados localmente responsáveis (e superando, assim, a “ordem” fragmentada, baseada na personificação). Além do conjunto da sociedade, a própria polícia civil será altamente beneficiada, uma vez que regras objetivas para todos (incluídas aí as condutas internas) só podem dar maior segurança e credibilidade aos que precisam executar tão importante e ao mesmo tempo tão intrincado e difícil trabalho.

A FORMAÇÃO DOS POLICIAIS

13ª - A superação desses desvios poderia dar-se, ao menos em parte, pelo estabelecimento de um “núcleo comum”, de conteúdos e metodologias na formação de ambas as polícias, que privilegiasse a formação do juízo moral, as ciências humanísticas e a tecnologia como contraponto de eficácia à incompetência da força bruta.

Aqui, deve-se ressaltar a importância das academias de Polícia Civil, das escolas formativas de oficiais e soldados e dos institutos superiores de ensino e pesquisa, como bases para a construção da Polícia Cidadã, seja através de suas intervenções junto aos policiais ingressantes, seja na qualificação daqueles que se encontram há mais tempo na ativa. Um bom currículo e professores habilitados não apenas nos conhecimentos técnicos, mas igualmente nas artes didáticas e no relacionamento interpessoal, são fundamentais para a geração de policiais que atuem com base na lei e na ordem hierárquica, mas também na autonomia moral e intelectual. Do policial contem-porâneo, mesmo o de mais simples escalão, se exigirá, cada vez mais, discernimento de valores éticos e condução rápi-da de processos de raciocínio na tomada de decisões.

CONCLUSÃO


A polícia, como instituição de serviço à cidadania em uma de suas demandas mais básicas — Segurança Pública — tem tudo para ser altamente respeitada e valorizada.

Para tanto, precisa resgatar a consciência da importância de seu papel social e, por conseguinte, a auto-estima.

 
Esse caminho passa pela superação das seqüelas deixadas pelo período ditatorial: velhos ranços psicopáticos, às vezes ainda abancados no poder, contaminação anacrônica pela ideologia militar da Guerra Fria, crença de que a competência se alcança pela truculência e não pela técnica, maus-tratos internos a policiais de escalões inferiores, corporativismo no acobertamento de práticas incompatíveis com a nobreza da missão policial.

O processo de modernização democrática já está instaurado e conta com a parceria de organizações como a Anistia Internacional (que, dentro e fora do Brasil, aliás, mantém um notável quadro de policiais a ela filiados).

Dessa forma, o velho paradigma antagonista da Segurança Pública e dos Direitos Humanos precisa ser subs-tituído por um novo, que exige desacomodação de ambos os campos: “Segurança Pública com Direitos Humanos”.

O policial, pela natural autoridade moral que porta, tem o potencial de ser o mais marcante promotor dos Direitos Humanos, revertendo o quadro de descrédito social e qualificando-se como um personagem central da democracia. As organizações não-governamentais que ainda não descobriram a força e a importância do policial como agente de transformação, devem abrir-se, urgentemente, a isso, sob pena de, aferradas a velhos paradigmas, perderem o concurso da ação impactante desse ator social.

Direitos Humanos, cada vez mais, também é coisa de polícia!
Autor: Ricardo Balestreri
Fonte:http://www.dhnet.org.br/educar/balestreri/php/dh4.html