terça-feira, 21 de setembro de 2010

DEFINIÇÃO DE TRANSGRESSÃO DISCIPLINAR MILITAR

Definição de transgressão disciplinar à luz da Constituição da República de 1988

Os regulamentos disciplinares das instituições militares costumam conceituar transgressão disciplinar como sendo qualquer violação dos princípios da ética, dos deveres e das obrigações militares, na sua manifestação elementar e simples, e qualquer omissão ou ação contrária aos preceitos estatuídos em lei, regulamentos, normas ou disposições, desde que não constituam crime.

Ademais, muitos destes RDPM (regulamento disciplinar militar), como é o caso do Estado de Mato Grosso, chegam a ampliar o conceito acima, dando maior margem para a aplicação das penas disciplinares, estabelecendo que as transgressões disciplinares não são apenas as dispostas em leis ou regulamentos, mas quaisquer ações, omissões ou atos, não tipificados, que afetem a honra pessoal, o pundonor policial-militar, o decoro da classe ou o sentimento do dever, ou seja, transgressão disciplinar não necessitaria está disposta em norma legal.[1]

Ora, essa definição sequer chegou a ser recepcionada pela Constituição Federal, já que não preenche os requisitos que vislumbram o princípio basilar para instrução de todos os processos judicial ou extra-judicial, o princípio da legalidade ou reserva legal, materializado mediante o inciso II do art. 5º da Carta Magna que assevera que “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”.

Assim, exige-se disposição em norma legal para se obrigar a fazer ou deixar de fazer alguma coisa, sendo, portanto, absurdo que se puna alguém apenas porque o comandante subjetivamente acredita que tal conduta fere a honra pessoal ou o pundonor.

Pois, a honra, a moral, a demonstração de respeito têm acepções variadas para cada pessoa e localidade, sendo inadmissível que uma mesma conduta seja punida por um tipo de comandante e não por outro, bem como é inaceitável que tal conduta seja repudiada no Estado do Amazonas e não no Rio Grande do Sul, já que todas as polícias e bombeiros militares têm como princípios basilares a hierarquia e disciplina, não podendo haver, portanto, diferenças entre as “disciplinas” e “hierarquias” nas várias polícias militares sob pena de desrespeito ao princípio da isonomia, já que todas as forças auxiliares do Exército possuem o mesmo dever constitucional de manter a ordem pública e a incolumidade das pessoas.

Desta forma, somente pode ser considerada transgressão disciplinar as condutas expressamente disposta em lei, sendo incabível a sua extensão, analogia ou proximidade.

Há de argumentar, ainda, que o simples fato de a conduta estar disposta em norma legal não significa, necessariamente, o seu acatamento ao princípio da reserva legal, já que para a sua observância requer, ainda, que tal dispositivo seja preciso e não genérico impedindo que qualquer conduta humana se encaixe no tipo legal.

Ademais, para o vislumbramento do principio da legalidade, exige-se que haja a perfeita correspondência entre a conduta e a norma que o descreve, não se permitindo que se puna por uma conduta aproximada ou assemelhada.

Assim, não é cabível que a disposição em norma seja genérica, enquadrando-se em várias condutas, já que o princípio da legalidade impõe que a descrição da conduta seja detalhada e especifica. Assim não se pode estabelecer, por exemplo, como transgressão o tipo “faltar com respeito a seu superior”, já que a palavra “respeito” é genérica e com sentido diverso de pessoa a pessoa, quando o exigido seria, por exemplo, estabelecer como transgressão a conduta de “dirigir-se a seu superior, utilizando-se de palavras de baixo calão” ou “fazer gestos obscenos”.

Desta forma, não deve estabelecer em normas expressões vagas e de sentido ambíguo ou abrangentes, capazes de alcançar qualquer comportamento humano, fazendo ineficaz garantia da legalidade.

Fernando Capez[2], nesse sentido, ensina que de nada adiantaria exigir a prévia definição da conduta na lei se fosse permitida a utilização de termos amplos como “qualquer conduta contrária aos interesses nacionais”. E continua:

“a garantia, nesses casos, seria meramente formal, pois, como tudo pode ser enquadrado na definição legal, a insegurança jurídica e social seria tão grande como se lei nenhuma existisse.”

Na mesma ceara, é o entendimento de Silva Franco[3]:

No Estado Democrático de Direito, o simples respeito formal ao principio da legalidade não é suficiente. Há na realidade, ínsito nesse princípio, uma dimensão de conteúdo que não pode ser menosprezada nem mantida num plano secundário. No direito penal não pode ser destinado, numa sociedade democrática e pluralista, nem à proteção de bens desimportantes, de coisa de nonada, de bagatelas, nem à imposição de convicções éticas ou morais ou de uma certa e definida moral oficial, nem à punição de atitudes internas, de opções pessoais, de posturas diferentes."

Com efeito, para que o militar tenha cerceada a sua liberdade, faz-se necessário que a sua conduta esteja especificadamente enquadrada dentro do preceito legal como transgressão, não podendo, por qualquer motivo ou sob qualquer pretexto ser punido ao bem ou mal querer do comandante, sob pena de se atentar contra a Constituição Federal, já que ninguém, militar ou civil, está a obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa se não em virtude de lei[4].

Conclui-se, por conseguinte, que transgressão disciplinar militar deve ser definida como sendo toda conduta, culposa ou dolosa, especificadamente estabelecida em norma legal como ofensa aos bens jurídicos essenciais ao exercício do dever militar, desde que tal conduta não chegue a constituir crime.

Prof.juliolopes@gmail.com

www.jusmilitar.blogspot.com

[1] Regulamento Disciplinar Militar do Estado de Mato Grosso, Decreto 1329 de 21 de abril de 1978, artigos 12 e 13.
[2] Capez, Fernando, Volume 1- 10 ed. São Paulo: Saraiva, 2006. p 43
[3] Silva Franco, Alberto. Código Penal e sua interpretação jurisprudencial. 5. Ed. São Paulo, Revista dos Tribunais, 1995
[4] Artigo 5º, inciso II da Constituição Federal de 1988.

PM conta como foi sequestrado e escapou de grupo de extermínio

O policial militar Marcelo Miguel, vítima de uma tentativa de homicídio nesta segunda-feira (20), foi ouvido pelo comandante do 11º Batalhão da Polícia Militar, major Fábio Araújo, nesta terça-feira (21). Marcelo informou que foi sequestrado por um grupo de extermínio, mas conseguiu escapar da execução.

O policial relatou que estava no Bairro Nordeste na noite de ontem, na companhia de José Gomes, de 43 anos, e Charles Paiva da Silva, de 29 anos. Esses dois também foram seqüestrados, mas não tiveram a mesma sorte que Marcelo Miguel e acabaram sendo assassinados.

De acordo com o depoimento do policial Marcelo, os criminosos estavam em uma caminhonete de cor prata e cabine dupla. Eles renderam as vítimas que estavam em duas motocicletas e em seguida os amarraram.

“Os acusados saíram no carro com as vítimas e em outras duas motos seguindo. Em determinado momento do percurso, eles chegaram a ver duas guarnições fazendo patrulhamento e desviaram o caminho, indo até a região de mangabeira onde houve o tiroteio”, afirmou major Fábio.

Ele explicou ainda que o soldado Marcelo disse ter conseguido se soltar durante o trajeto até o local da execução e, com isso, teve como fugir. “Quando eles iam descer do carro, o policial começou a correr, sendo atingido nas costas e no abdômen. Os outros dois também tentaram correr, mas acabaram mortos”, conta.

Marcelo foi até uma granja e pegou um celular para acionar a polícia. De acordo com major Fábio Araújo, o soldado vítima da tentativa de execução sabe quem foram os homens que os sequestraram.

“Ele apontou dois ex-soldados da Polícia Militar. Mas, essas informações só poderão ser divulgadas pelo delegado de Macaíba, Normando Feitosa, que deverá ouvir a vítima ainda na manhã de hoje”, explicou o oficial da PM.

Os dois ex-soldados citados por Marcelo Miguel, inclusive, já estiveram presos por participação em grupo de extermínio.

Fonte: Nominuto.com

Comando expulsa 26 e quer mais credibilidade na Polícia Militar

Coronel Araújo falou do desvio de conduta de policiais, inclusive, os envolvidos com política. “A polícia é política, mas não pode viver de politicagem”, afirmou.

Coronel Araújo fala sobre os desvios de conduta

dentro da Polícia Militar

“Não toleramos mais desvios de conduta”. Foi assim que o comandante da Polícia Militar Rio Grande do Norte, coronel Francisco Canindé de Araújo Silva começou sua entrevista no Jornal 96, da 96FM, na manhã desta terça-feira (21). Ele explicou que de abril até hoje, 26 policiais foram expulsos da corporação, o que trará mais credibilidade para a PM.

“Esses policiais foram submetidos ao devido processo legal, ao direto da defesa, e foram licenciados. Todos estavam envolvidos com crimes comuns e militares. Queremos uma Polícia Militar que tenha credibilidade e seja respeitada pela população. O policial errou, teve desvio de conduta, nós não toleramos e colocamos para fora”, declarou.

Destes policiais licenciados, o comandante informou que os crimes mais comuns atribuídos a eles estão homicídios, tráfico de drogas e extorsão. Ainda durante a entrevista, coronel Araújo Silva também falou sobre a política na polícia e sobre alguns incidentes envolvendo policiais, em virtude das eleições.

“É lamentável e nós enfrentamos com serenidade. São desvio de conduta e não expressam o pensamento da corporação e sim de integrantes, que pratica determinado fatos que muitas vezes denigre a imagem da instituição. O nosso posicionamento é de investigação imediata", ressaltou Araújo Silva.

 
Questionado pelo jornalista Diógenes Dantas até que ponto a política partidária atrapalha o funcionamento da Polícia Militar, o comandante respondeu: “se os comandantes de batalhões e companhias não se envolverem com política partidária, a polícia irá bem. A polícia é política, porque vivemos em um mundo político, mas não pode viver de politicagem. Se nós trabalharmos pensando na instituição, no bem da população, iremos bem”.

Coronel Araújo Silva comentou também a elaboração do novo Código de Ética da Polícia Militar que está sendo elaborado e será apresentado na Assembleia Legislativa para aprovação.

“O regulamento disciplinar da Polícia Militar é arcaico. Então, essa comissão está trabalhando em conjunto com o comando, reunindo-se todas as sextas-feiras no Quartel para discutir e reformar no regulamento disciplinar e ser adaptado a nossa realidade. Para isso estamos fazendo um ordenamento junto com as associações”, revela.

O comandante da PM chegou a citar o exemplo em que no atual regulamento, um policial que deseja casar precisaria pedir autorização ao Comando Geral. “Isso é uma coisa arcaica, fora de uso. Então, estamos adaptando a Constituição, sendo mais rigoroso e dentro do ordenamento jurídico do país”.

Fonte:nominuto.com

DIAS DECISIVOS PARA A SARGENTO REGINA

Comando da PM instaurou inquérito para apurar briga ocorrida na sexta e PDT iniciou processo sobre vídeos

Os próximos dias serão decisivos para a vereadora Sargento Regina (PDT), candidata a deputada estadual. É que o Comando Geral da Polícia Militar instaurou inquérito policial para apurar as divergências ocorridas entre a parlamentar e o capitão da PM Francisco Heriberto Rodrigues durante visita da vereadora ao 5º Batalhão da PM, na sexta-feira.

De acordo com o comandante Geral da PM, coronel Francisco Araújo, tanto a vereadora que semana passada foi reintegrada à Polícia Militar quanto o capitão Rodrigues terão direito à defesa. "Um oficial superior foi nomeado para investigar o caso. Esse resultado será encaminhado à auditoria da PM para que sejam tomadas às devidas sanções", disse. O inquérito deverá ser concluído em 40 dias.

Uma reunião da Executiva Estadual do PDT estava prevista para ontem à noite quando seriam ouvidas as explicações da Sargento Regina acerca das imagens postadas no YouTube em que aparece comentando bastidores da polícia e política do RN. A comissão terá oito dias para se pronunciar sobre as declarações de Regina. A Comissão de Ética do PDT terá mais oito dias para decidir sobre um processo disciplinar. O secretário geral do PDT, Jonny Costa, comentou que existe o desejo por parte da executiva de que seja tomada uma posição firme do partido em relação ao ocorrido.

Governo não se pronuncia sobre reintegração

O comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo, e o governo do estado, através da assessoria de comunicação, informaram que não irão se pronunciar sobre a decisão da Justiça que reintegra a vereadora Sargento Regina (PDT) à Polícia Militar enquanto não forem notificados oficialmente sobre a sentença, apesar de a decisão ter sido publicada no Diário Oficial do Estado da última quarta-feira.

A decisão do pleno do TJRN afasta a existência de qualquer dívida e determina o retorno da Sargento Regina aos quadros da PM. Para o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN), o motivo alegado pela corporação para a expulsão da Sargento Regina, em 2007, não existia. Na época, o comando da PM alegou que Sargento Regina havia dado cheques como garantia de um empréstimo, porém não havia honrado o pagamento dos mesmos. O conselho de disciplina formado por três oficiais da polícia deu veredicto inocentando a vereadora. Apesar de ter sido inocentada pelo conselho, a expulsão acabou ocorrendo.

FONTE: Diário de Natal

Policiais militares criam novo Código de Ética e esperam aprová-lo na AL

Proposta de reformulação na legislação da PM será entregue à Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, nesta terça-feira (21).

Os policiais militares do Rio Grande do Norte se mobilizaram e conseguiram elaborar um novo Código de Ética para a categoria. As mudanças, de acordo com a Associação de Cabos e Soldados da PM, atende aos avanços da legislação brasileira, tendo em vista que o Código atual foi elaborado em 1976. “Estamos sob uma lei que é anterior a Constituição e nunca teve modificação substancial”, afirma o cabo Jeoás.

A proposta de reformulação no Código de Ética da Polícia Militar será entregue na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte nesta terça-feira (21). “Amanhã estamos levando o projeto para apresentar a todos os deputados e solicitar que eles comecem a fazer o debate para que tenhamos aprovado essa nova legislação”.

Cabo Jeoás explicou que o Código de Ética é uma legislação que irá substituir o Conselho Disciplinar. Ele citou como exemplo o direito de defesa que hoje não consta em lei para os policiais militares.

“Ele é aplicado por uma questão de democracia. Mas, essa defesa fica prejudica, porque quando você é julgado por um só juiz, o oficial, já existe um pré-julgamento e a legislação em si é muito aberta para interpretação do julgador da norma”, ressalta.

O presidente da Associação de Cabos e Soldados informa que no projeto elaborado pela categoria ficará estabelecido o que são transgressões leves, médias ou graves. De acordo com Jeoás, hoje, um oficial é quem decide a categoria que punirá o policial.

“Nessa transformação do Código de Ética definimos como graves os crimes contra a sociedade e contra os seres humanos. As transgressões disciplinar, por sua vez, como um soldado não vestir a farda corretamente, colocamos como leve. Nossa função é proteção a sociedade. Então, é mais grave crime contra direitos humanos do que uma desatenção ou conduta militar”, avalia.

Jeoás afirmou ainda que as definições nas categorias de crimes não será uma maneira de aliviar a vida dos transgressores. “Hoje, nós policiais somos sujeitos a um código penal diferenciado. Caso cometa algum crime será preso imediatamente, o que é certo. Mas, o que estamos propondo é o fim de situações em que um oficial tem o poder de olhar para o soldado e dizer você está preso”.

Para melhorar o julgamento dos policiais transgressores, a proposta da Associação de Cabos e Soldados estabelece a criação de Conselhos de Ética por batalhão. Tais Conselhos não serão formados somente por oficiais, pois terá que ter um policial da mesma patente do que está sendo julgado. Já a presidência ficará a cargo do policial mais antigo, seja ele praça ou oficial.

Os policiais militares também esperam conseguir mudanças no Estatuto dos Militares Estaduais. De acordo com Jeoás, a categoria quer que o ingresso na Polícia Militar seja a partir do nível superior.

“Além disso, é preciso que as cotas para os praças nos concursos para oficiais seja de 50% das vagas, atendendo valorização do profissional que já está na corporação. Também vamos lutar pelo plano de carreira. E outro ponto é a definição da carga horária de trabalho, com uma proposta de 160 horas mensais”, explica. Atualmente, o policial militar tem carga de trabalho de 240 horas mensais, com escala de 24h trabalhadas por 48h de folga.
Fonte:Nominuto

Mais dois são executados e policial militar é baleado em Macaíba

Mais um duplo homicídio foi registrado na grande Natal. No fim da noite desta segunda-feira (20), dois homens foram executados e o policial militar Marcelo Miguel, de 36 anos, ficou baleado no município de Macaíba.

As vítimas foram encontradas amarradas e com vários disparos. Segundo informações dos policiais do 11º Batalhão da Polícia Militar, durante a noite de ontem o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública informou sobre a ocorrência de policial ferido na comunidade de Mangabeira.

Os policiais se dirigiram até o local e, inicialmente, localizaram os corpos de José Gomes, de 43 anos, e Charles Paiva da Silva, de 29 anos. Eles estavam em um terreno de difícil acesso. Momentos depois, a polícia conseguiu localizar Marcelo Miguel.

De acordo com o tenente Valcácio, o policial estava em uma granja próximo ao local onde os corpos forma encontrados. Ele apresentava ferimento no abdômen. O policial militar foi socorrido pelos colegas e levado ao Pronto Socorro Clovis Sarinho.

Ele passou por cirurgia e, agora pela manhã, está na unidade de recuperação. Tenente Valcácio informou que a polícia ainda não sabe se o policial Marcelo Miguel tem ligação com o duplo homicídio, nem se ele estava na cena do crime.

Este duplo homicídio é o terceiro registrado pela polícia nas últimas 24 horas. Na noite do domingo (19), dois jovens foram executados em São Gonçalo do Amarante e, na manhã desta segunda-feira (20), dois corpos encontrados em Vera Cruz.
Fonte: Nominuto

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Termo de compromisso de SGT Regina com as Associações

Corregedoria da Força Nacional de Segurança abriu 297 processos desde 2007


A primeira semana de aula dos 113 policiais civis que, numa ação inédita, começaram a capacitação para integrar a Força Nacional de Segurança Pública - uma tropa de elite mantida pelo governo federal até então apenas com agentes militares, federais e bombeiros- marca uma preocupação com o trabalho investigativo. Mas o foco não se restringirá às operações externas. Os futuros integrantes também fortalecerão a inspetoria da corporação, uma espécie de corregedoria, que só este ano instaurou 49 procedimentos para apurar diversos desvios de conduta praticados pelos agentes. Desde 2007, quando o setor entrou em funcionamento, três anos depois de a própria Força ser criada, foram abertos 297 processos, resultando na expulsão de 76 agentes. Isso significa que em quatro investigações realizadas, uma termina em desligamento do policial.

O inspetor da Força Nacional, coronel Edson Costa Araújo, não detalhou os desvios de conduta que culminaram na expulsão dos agentes. "Vão de deslizes leves relacionados ao nosso código de conduta a casos mais graves, como o de Luziânia. Parte significativa dos desligamentos deve-se ao não cumprimento das nossas regras, como falta ao trabalho, por exemplo", minimizou o coronel. De acordo com ele, os policiais civis que iniciaram o curso de formação esta semana serão importantes para incrementar a atuação da Força no campo da investigação. Embora o foco seja as operações externas, Araújo acredita na contribuição desses agentes para o seu setor. "Certamente eles vão possibilitar uma atuação melhor da corregedoria", diz o inspetor, ressaltando que a polícia militar tem desempenhado a atividade com competência, uma vez que há setores semelhantes nas corporações da maioria dos estados.

Pacto

As 76 expulsões em menos de quatro anos, segundo Araújo, mostram o quanto a conduta ética é importante para a Secretaria Nacional de Segurança Pública, à qual a Força está ligada. "A atuação correcional é uma questão essencial para nós. Às vezes nem chega a ser crime, mas que desrespeita a ética", afirma o coronel. Depois de desligado, o agente se afasta definitivamente da Força. O governo federal não faz qualquer tipo de acompanhamento da situação dele no estado. "O órgão de origem daquele profissional recebe o processo que foi aberto. Porém não temos competência para decidir sobre a vida funcional desses servidores. Isso feriria o pacto federativo", diz. O primeiro impacto da expulsão, portanto, se dá no bolso, já que as diárias pagas aos homens da tropa já chegaram a R$ 247 quando eles foram chamados para atuar nos Jogos Pan-Americanos no Rio, em 2007.

Gerenciamento

Os dados de desligamento na Força Nacional são de difícil análise, segundo especialistas. Para Ignácio Cano, é preciso verificar o tamanho do contingente envolvido nas operações em que houve desvios de conduta e também que o governo federal informe quais foram os atos que desencadearam as expulsões. "Traz, em última análise, ao menos a percepção de que a investigação existe, de que as pessoas estão sendo afastadas", afirma o especialista do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj). O coronel reformado da PM de São Paulo José Vicente da Silva, que também foi secretário nacional de Segurança Pública, ataca a própria Força Nacional em sua concepção. %u201CNão existe essa corporação na nossa Constituição entre as polícias listadas no artigo 144, portanto estamos diante de uma anomalia %2010, critica Silva.

Segundo ele, a diferença de cultura e de formação dos agentes vindos de todos os cantos do país é um fator que potencializa o risco de desvios de conduta e embaraça a apuração dos casos. "Fica extremamente difícil fazer um gerenciamento dessa corporação em momentos de crise", opina Silva. A Secretaria Nacional de Segurança Pública aposta no treinamento dos agentes, num centro de capacitação localizado em Goiânia, para criar a uniformidade necessária ao emprego dos policiais. Foi confirmada recentemente pelo Ministério da Justiça a utilização da tropa na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016. As eleições, no entanto, não contarão com a Força Nacional.

Fonte: Correio Braziliense

Após ataques, polícia do Rio está em alerta neste fim de semana

A Polícia do Rio está em alerta neste fim de semana, por conta dos últimos ataques contra agentes de segurança no estado. A Segurança de Secretaria Pública determinou reforço da vigilância nos batalhões da Polícia Militar (PM), nas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) e nas delegacias. Em menos de 12 horas, três ocorrências deixaram um PM morto. No fim da noite desta última sexta-feira, um agente da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) foi executado na Zona Norte da cidade.

O incidente mais grave ocorreu em Jacarepaguá: dois policiais foram atacados a tiros enquanto tomavam café em uma padaria na Avenida Genemário Dantas, em Jacarepaguá (Zona Oeste do Rio). O sargento Leopoldo das Neves do Nascimento, de 43 anos, foi atingido na barriga e morreu no local. O cabo Francis Pereira Mendonça, de 32 anos, foi atingido de raspão na cabeça, mas foi atendido e passa bem. Outras três pessoas ficaram feridas.

Agente do Core é morto a tiros no Méier

Jorge André Oliveira Costa, policial do Core, foi morto quando estava em um bar na Rua Ana Barbosa, no Méier. De acordo com os primeiros relatos, dois homens que estavam em uma moto atiraram contra o agente, que chegou a ser levado para o Hospital Municipal Salgado Filho, mas ele não resistiu aos ferimentos. Ele será sepultado durante a manhã deste sábado.

Policiais fizeram buscas na região para localizar os autores do crime, mas ninguém foi preso. A Delegacia de Homicídios investiga a hipótese do assassinato ter relação com os ataques.

Fonte: SRZD

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

STF manda apurar caso de algemado por pés e mãos

O Supremo Tribunal Federal determinou que a Justiça Federal do Espírito Santo apure se um tabelião preso sob acusação de corrupção passiva e formação de quadrilha foi mantido com os pés e as mãos algemados durante sua prisão preventiva. A determinação partiu do ministro Ricardo Lewandowski na última terça-feira (14/9), ao tomar conhecimento dos fatos trazidos pela defesa do réu no pedido de Habeas Corpus ajuizado no tribunal.

A 1ª Turma do Supremo concedeu Habeas Corpus para permitir que os tabeliães Carlos Alberto Corcino de Freitas e João Roberto Corcino de Freitas recorram em liberdade da sentença que os condenou a dois anos e seis meses de prisão. Os réus, titular e substituto do cartório Leandro, em Vila Velha (ES), foram denunciados por certidões de nascimento e outros documentos falsos. De acordo com o Ministério Público, os documentos foram usados por uma quadrilha para obter benefícios previdenciários indevidos.

No pedido de Habeas Corpus, feito pelos advogados Luciana Lóssio, Fabrico Campos e Aparecida Giori, os réus questionavam a prisão preventiva decretada com o fundamento de garantia da ordem pública e da instrução penal. A prisão foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região e pelo Superior Tribunal de Justiça. O STF, contudo, acolheu o pedido e determinou a soltura dos condenados.

O relator do processo, ministro Lewandowski, registrou que a prisão preventiva foi decretada com a justificativa de que era necessário manter os réus afastados do cartório para evitar a destruição de documentos e provas que estivessem em seu poder. O ministro entendeu que, com a sentença condenatória, a coleta das provas já foi feita de forma suficiente. Por isso, o pedido de prisão cautelar não se sustenta mais.

A ministra Cármen Lúcia chamou a atenção para o que classificou com “circunstância gravíssima” de Carlos Roberto ter desenvolvido quadro de infecção e desnutrição por ter sido mantido algemado pelos pés e pelas mãos no período em que esteve preso preventivamente. “É do Supremo Tribunal Federal realçar que esse tipo de ‘estar em ferros’ é realmente muito grave, em que pese a toda a gravidade do sistema penitenciário brasileiro”, ressaltou a ministra, ao repudiar “qualquer abuso cometido contra qualquer preso”.

 
O subprocurador da República Wagner Gonçalves, apesar de dar parecer contra o pedido de Habeas Corpus, anotou que relatório médico anexado aos autos pela defesa mostrou que Carlos Alberto está com a saúde gravemente debilitada, apresentando “quadro de ansiedade, depressão, perda de peso (12 quilos nos últimos meses) e infecção”. Ainda segundo o subprocurador, a defesa destacou “o iminente risco de o estado evoluir para septicemia e o fato de terem encontrado o paciente ‘com as mãos e pés algemados’”.

Gonçalves registrou que “são públicas e notórias as péssimas condições das prisões ou do sistema carcerário no estado do Espírito Santo, condições essas já apuradas inclusive pelo Conselho Nacional de Justiça”. E afirmou: “assim, as informações e o laudo médico trazido pela advogada dos impetrantes impressionam. Uma pessoa não pode estar presa preventivamente algemada nos pés e mãos. Contudo, tais fatos não modificam ou justificam, por si sós, a revogação da prisão, mas merecem ser investigados, apurando-se responsabilidade. Afinal, o preso, sob os cuidados do Estado, merece todo o respeito à sua integridade física e moral”.

Por conta dos relatos, ao conceder o Habeas Corpus, o STF determinou que seja oficiada a 1ª Vara Federal Criminal do Espírito Santo para que tome as providências necessárias à apuração “desses fatos graves” e que o Ministério Público Federal tome ciência dos relatos trazidos pelos advogados.
Fonte:http://segurancacidadaniaedignidade.blogspot.com

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

APBMS denuncia o ex-comandante da Polícia Militar, Cel Marcondes, ao TRE

             
APBMS denunciou hoje ao TRE o ex-comandante da PMRN, Cel. Marcondes, por ordenar ao comando do 6º Batalhão de Polícia de Caicó para escalar os policiais para uma reunião realizada no hoje dia 16 de setembro de 2010 no Centro Pastoral Dom Vagner para fins eleitoreiros, policiais que estavam saindo de serviço foram escalados para ouvir essa palestra que a princípio era apenas para vender armas se tornou num verdadeiro comício. Além das praças estavam presentes os oficiais dos 6º BPM.
        O que se viu foi uma propaganda do governo atual, o Cel. Marcondes trouxe também o candidato a deputado estadual Cel. Tavares para pedir voto.
        O Cel. Marcondes disse que estava realizando essa mesma reunião em todos os batalhões, pedindo voto para o Governador Iberê e a Candidata ao Senado Vilma de Farias.
        O presidente da APBMS teve uma conversa no 6º BPM com o Ten. Cel. Cipriano, Comandante do 6º BPM, perguntando ao mesmo o motivo dessa reunião e este informou que seria para tratar de vendas de armas aos policiais. O Ten. Cel. Cipriano informou que disse que os policiais estariam liberados se o assunto da reunião fosse para tratar de política e achava errado se esse assunto fosse tratado ali.
         Mas o que se viu não foi apenas venda de armas, mas uma verdadeira propaganda política Houve slide e filmes sobre o governo atual de Iberê.
         O nobre Coronel elogiou o governo pelas políticas públicas de segurança e a forma que estava tratando a PM, ao mesmo tempo o Cabo João Batista, presidente da APBMS, relembrou ao Coronel sobre as expulsões de policiais que ocorreram em sua gestão, então o Coronel respondeu que esses policiais mereceram, pois quebraram regras do regulamento da PM.
        Após essa prática eleitoreira do Cel. Marcondes o presidente da APBMS denunciou ao TRE esse crime eleitoral praticado pelo Cel. Marcondes, Cabo João exigiu providencias urgentes por parte da justiça.
 Fonte: APBMS.com

PARANÁ: Aprovada PEC que garante subsídios à PM

Com 38 votos favoráveis, os deputados aprovaram ontem, por unanimidade, a segunda discussão da Proposta de Emenda à Constituição, a PEC 64, que determina a implantação do subsídio como forma de remuneração dos policiais militares e civis do Estado. Após o recesso a Assembleia, dia quatro de outubro, a PEC voltará a ser discutida, mas apenas para redação final. Entre os principais benefícios, os policiais militares em início de carreira terão os vencimentos reajustados nos próximos meses. Estima-se que o benefício provocará um impacto de cerca de R$ 50 milhões mensais na folha de pagamento da polícia ao fim da implantação, sendo que o valor total chegue a R$ 150 milhões em salários. Segundo o Coronel Elizeu Ferraz Furquim, presidente da Associação de Defesa dos Direitos dos Policiais Militares (Amai), a aprovação corrige algumas distorções ocorridas em anos anteriores. Segundo ele, a PEC de 1998, colocou fim ao efeito cascata que garantia um bom vencimento, mas após a retirada deixou os salários estagnados. O subsídio agrega várias gratificações a um único salário mensal. "A remuneração dos servidores militares sob a forma de subsídio é prevista na Constituição Federal, mas o Paraná até o momento não regulamentou este dispositivo constitucional. A aprovação desta PEC, que altera a Constituição do Estado, possibilitará o restabelecimento da legalidade", disse o professor Lemos, que liderou o movimento de apresentação da PEC, no ano passado, quando ocupava uma cadeira do PT na Assembleia Legislativa do Paraná. A PEC aprovada ontem, no entanto, ganhará mais força na medida que a PEC 300, que tramita no Congresso e estipula um piso nacional para a polícia de R$ 3,5 mil, seja aprovada na totalidade e crie condições para que possa ser aplicada no Paraná. Com soldo de R$ 400 e salário inicial de R$ 1,9 mil no início de carreira, o Estado do Paraná paga atualmente o quinto pior salário dentre os policiais no País.

Fonte:http://cercoebloqueiopm.blogspot.com

Atualmente o RN paga o 16º pior salário do Brasil aos PMs

Congresso reúne comandantes da PM e bombeiros de todo Brasil

O Rio Grande do Norte recebe pela primeira vez o Encontro Nacional de Comandantes Gerais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros do Brasil. O evento foi aberto na manhã desta quarta-feira (15) e terá no centro das discussões a Copa do Mundo 2014, as eleições deste ano e a segurança no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

O Encontro acontece no Hotel Pirâmide até a próxima sexta-feira (17) e deverá contar também a participação do Secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri, e do Ministro da Educação, Fernando Haddad.

De acordo com o presidente do Conselho Nacional de Comandantes, coronel Álvaro Batista de Almeida, da Polícia Militar de São Paulo, o Encontro é a oportunidade de interação e troca de conhecimento na área de segurança pública.

Thyago Macedo

Coronel Álvaro Batista, presidente do Conselho Nacional de Comandantes.

“Essas reuniões são pontos de troca de experiências e isso faz com que as instituições cresçam no geral e no individual, de acordo com as necessidades de cada estado”, explicou coronel Álvaro Batista.

O oficial falou ainda que um dos objetivos do Conselho de Comandante é desenvolver trabalhos que possam valorizar os policiais e, aliado a isso, conquistar o respeito das instituições junto ao cidadão.

Ainda durante a abertura do evento, o comandante geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Araújo Silva, comentou a importância de Natal sediar o Encontro Nacional dos Comandantes.

Ele que é presidente do Conselho Regional declarou: “pela primeira vez o Estado recebe esse evento. Isso mostra a credibilidade que a Polícia Militar do Rio Grande do Norte tem hoje em todo o Brasil. Aqui, estão reunidos os 54 comandantes gerais da PM e bombeiros do Brasil e nós vamos discutir a segurança para a Copa 2014, das eleições deste ano e também do Enem”.

Fonte: Nominuto.com

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

PMs agredidos verbalmente por advogado ganham R$ 6 mil por dano moral

Os policiais militares Onorino José Alves e Adilson Schneider receberão, cada um, R$ 3 mil a título de indenização por danos morais, devida pelo advogado Adriano Silveira.

O valor, fixado na sentença da 2ª Vara da Comarca de Curitibanos, foi confirmado por unanimidade pela 2ª Câmara de Direito Civil do Tribunal de Justiça. Silveira agrediu verbalmente os policiais quando, embriagado, foi abordado por causa do som excessivamente alto em seu carro, estacionado junto a um posto de gasolina.

Em sua apelação, o advogado alegou ter sido vítima do crime de abuso de autoridade por parte dos policiais militares, que o algemaram e o colocaram no “camburão” como um criminoso. Afirmou não ter proferido ofensas capazes de provocar abalo moral, e acrescentou ter combinado remédios com bebida alcoólica, com efeitos no sistema nervoso central, o que lhe causou amnésia alcoólica absoluta.

O relator da matéria, desembargador Luiz Carlos Freyesleben, não acolheu os argumentos de Silveira e reconheceu que ele foi algemado e levado à delegacia por causa da alteração de ânimo e das agressões contra os policiais. Os fatos foram comprovados por testemunhas, inclusive policiais civis que registraram a ocorrência.

Um dos policiais civis apontou que Silveira estava bastante nervoso, ofendia os policiais com “um linguajar muito baixo para sua condição de advogado”, e permaneceu algemado por força de seu estado emocional. Para Freyesleben, os autores, policiais militares, dependem de boa imagem diante da corporação e da comunidade.

“O requerido é advogado e seu procedimento não corresponde à magnitude dos misteres de sua classe, sendo, destarte, reprovável sua conduta, porquanto tenha atingido a honorabilidade dos policiais militares, sendo visível a intenção de apequená-los, pois, conforme a prova, proferiu palavras duras, hostis, no âmbito de um posto de gasolina e na Delegacia de Polícia”, finalizou o desembargador. (Ap. Cív. n. 2008.015998-1)
Fonte: âmbito jurídico

ACS persegue governador e até que enfim consegue entregar pauta de reivindicação.:

Na manhã desta terça feira, conseguimos falar com o Governador do Estado, por ocasião do evento na Assembleia Legislativa.

Na oportunidade, entregamos em mãos, uma carta reclamando do descaso do governo, pois desde de julho que tentamos uma audiência e até agora não foi marcada.

Apresentamos a insatisfação instalada na categoria, com uma espectativa das promoções dos cabos e soldados e com o subsídio.

Apresentamos as distorções salariais entre os profissionais na área de Segurança Pública (Policiais Civís recebem R$3.000, Agentes Penitenciários Recebem R$2.200 e PM/BM Recebem R$ 1.800), reivindicamos ainda a definição da carga horária e apresentamos o pleito de R$3.200 para o SOLDADO seguindo os indices de escalonamento até coronel.

EM DEBATE, CANDIDATOS AO GOVERNO DO RN RESPONDEM SOBRE REMUNERAÇÃO DE POLICIAIS

Durante o debate realizado ontem (14) pelo Portal Nominuto, um internauta de Apodi enviou uma pergunta sobre o que será realizado pelos governantes para estimular o policial, já que o serviço policial não depende apenas de veículos e armas, mas do homem.

A pergunta enviada pelo internauta teve como indagação principal a questão salarial dos policiais, já que atualmente é uma das piores remunerações pagas aos servidores da segurança pública do nosso Estado.

Sandro Pimentel, candidato ao Governo do RN pelo PSOL, foi sorteado para responder e Iberê Ferreira, candidato ao Governo pelo PSB, foi sorteado para comentar sobre o assunto. Tendo dois minutos para responder Sandro Pimentel avaliou o sistema de segurança pública como uma "realidade terrível". "Para mudar essa realidade, vou investir em equipamentos e motivar profissionais, que são negligenciados pela atual administração", disse o candidato do PSOL. Quanto a remuneração dos profissionais, Sandro Pimentel disse que será instituído o piso salarial de R$ 3 mil reais para a categoria, concordando com o internauta de que é necessário investir no profissional e não apenas em equipamentos.

O candidato Iberê Ferreira, em seu minuto disponível, evidenciou os índices de criminalidade que diminuíram no Estado, declarou que os investimentos feitos em sua gestão estão contribuindo para que o policiamento fique mais ostensivo e finalizou dizendo que "Nunca na história da PM tivemos tantas promoções como no meu governo. A segurança pública é uma área de absoluto sucesso", declarou.

Para surpresa de quem assistia o debate (eu, por exemplo), o atual governador fugiu da questão feita pelo internauta, não mencionando em momento algum sobre a remuneração dos policiais militares do Estado, apenas relatando índices e investimentos em equipamentos.

ACS entrega reivindicação salarial a Governador

Ontem, pela manhã, a Associação de Cabos e Soldados (ACS-PMRN) entregou uma pauta de reivindicação ao Governador do Estado, Iberê Ferreira, onde, entre as reivindicações, constava a implantação do subsídio como forma de remuneração estipulando um valor de R$ 3.200,00 para os soldados.

Nem com a reivindicação em mãos, o Governador em momento algum durante o Debate mencionou o problema salarial dos policiais do nosso Estado, nem quando foi indagado diretamente sobre o tema.
 
Fonte:http://sdglaucia.blogspot.com

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Câmara dos deputados se queixa do Casseta & Planeta

Câmara se queixa do 'Casseta & Planeta':

Pressionada por deputados, a Procuradoria da Câmara vai reclamar junto à Rede Globo pelas alusões feitas no programa 'Casseta & Planeta' exibido terça-feira passada

Os parlamentares reclamaram especialmente do quadro em que foram chamados de ' deputados de programa '. Nele, uma prostituta fica indignada quando lhe perguntam se ela é deputada!

O quadro em que são vacinados contra a ' febre afurtosa' também provocou constrangimento.

Na noite de quarta-feira, um grupo de deputados esteve na Procuradoria da Câmara para assistir à fita do programa. Segundo o procurador Ricardo Izar (PMDB-SP), duas parlamentares choraram (coitadinhas) . Izar se encontrará segunda-feira com representantes da emissora, para tentar um acordo, antes de recorrer à Justiça.

O presidente da Câmara também se disse indignado: - O programa passou dos limites. Eles têm talento suficiente para fazer graça sem desqualificar a instituição (que instituição?), que garante a liberdade para que façam graça.

O diretor da Central Globo de Comunicação, Luís Erlanger, disse que a rede só se pronuncia sobre ações judiciais, depois de serem efetivadas.

Os humoristas do Casseta & Planeta não quiseram falar sobre o assunto,

dizendo não querer 'dar importância à concorrência' .

Segue agora a Nota de Esclarecimento enviada pelos Cassetas:

NOTA DE ESCLARECIMENTO:

'Foi com surpresa que nós, integrantes do Grupo CASSETA & PLANETA, tomamos conhecimento, através da imprensa, da intenção do presidente da Câmara dos Deputados de nos processar por causa de uma piada veiculada em nosso programa de televisão. Em vista disso, gostaríamos de esclarecer alguns pontos:

1.. Em nenhum momento tivemos a intenção de ofender as prostitutas . O objetivo da piada era somente de comparar duas categorias profissionais que aceitam dinheiro para mudar de posição.

2.. Não vemos nenhum problema em ceder um espaço para o direito de Resposta dos deputados. Pelo contrário, consideramos o quadro muito adequado e condizente com a linha do programa.

3.. Caso se decidam pelo direito de resposta, informamos que nossas gravações ocorrem às segundas-feiras, o que obrigará os deputados a ' interromper seu descanso ..'

Equipe do Casseta & Planeta

Fonte:http://segurancacidadaniaedignidade.blogspot.com

Dois PMs de Minas Gerais são presos suspeitos de envolvimento com o tráfico

Dois policiais militares do 39º Batalhão da PM foram presos na noite de domingo (12/9) suspeitos de ligação com o tráfico de drogas em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG). Outros militares do mesmo batalhão iniciaram uma operação para localizar e prender um traficante procurado pela justiça. Eles ficaram surpresos depois de descobrir o envolvimento dos colegas no crime.As buscas começaram no Bairro Novo Eldorado e o traficante alvo da operação era Weleison Silva Pereira, de 31 anos. O suspeito foi encontrado em um carro com um soldado do mesmo batalhão dos militares que faziam o rastreamento. O policial estava à paisana e de folga. Ele portava uma pistola calibre .40 de uso restrito das Forças Armadas.O militar não soube explicar aos colegas a procedência da arma e de vários cartuchos de munição que foram encontrados com ele. Na casa do soldado foram encontradas munições de vários calibres, duas buchas de maconha e 300 gramas de pasta base de cocaína.

Outro PM no crime

O carro que era usado pelo soldado e pelo traficante era de outro policial da mesma unidade. O dono do veículo foi localizado e preso enquanto trabalhava na sede do batalhão. Na casa dele os colegas encontraram vários cartuchos.Os dois policiais e o traficante foram presos e encaminhados para a 6ª Delegacia Seccional de Contagem. A polícia não divulgou os nomes dos militares presos, informou apenas que um deles tem oito anos de corporação e o outro quatro anos de serviço.Os policiais estão detidos em uma cela no 39º Batalhão. O soldado que foi encontrado com Weleison foi autuado em flagrante por tráfico de drogas, porte ilegal de arma e porte ilegal de munição. O policial dono do carro usado pelos outros dois suspeitos foi autuado por porte ilegal de munição.Segundo o comandante do 39º Batalhão, o major Helbert Carvalhaes, além de responderem na Justiça comum pelo inquérito instaurado pela Polícia Civil, os policiais presos serão submetidos a um processo administrativo disciplinar (PAD) que pode resultar em expulsão. O major disse que o caso dos militares deve servir de lição para que outros policiais não transgridam a lei.

Fonte: Correio Braziliense

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SÃO PAULO - POLÍCIA MILITAR GANHARÁ REFORÇO DE 4.750 NOVOS SOLDADOS

Polícia Militar do Estado de São Paulo terá um reforço de 4.750 novos soldados, sendo 2.250 de 2ª classe e 2.500 temporários. A decisão foi publicada na sexta-feira (10) no Diário Oficial do Estado e atende a um pedido do secretário da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Antonio Ferreira Pinto.

Os novos policiais foram aprovados em concursos realizados no ano passado e passarão por treinamento antes de assumirem suas funções.

Os soldados temporários iniciam o período de treinamento na próxima quinta-feira (16), com 30 dias de aulas teóricas e 60 de estágio supervisionado. Só depois disso assumem suas atividades, que variam entre administrativas internas e a de guarda de quartel. A remuneração é de dois salários mínimos.

Já os 2.250 soldados de 2ª classe só devem ir às ruas em outubro do próximo ano.

No próximo dia 18 de outubro iniciam o Curso Superior de Técnico de Polícia Ostensiva e Prevenção da Ordem Pública, com duração de um ano, que lhes concederá o título de técnicos em policiamento ostensivo.

O salário é de R$ 2.170 nas cidades com mais de 500 mil habitantes e de R$ 1.985 nos municípios com até 500 mil.

AUTOR: Toxina

PENSÃO ALIMENTÍCIA

Pensão alimentícia é considerada pela lei como medida assistencial e tem caráter de urgência. Afinal, criancinhas – e adolescentes – comem todo dia, né? Não é uma coisa que se possa esperar muito pra resolver. Assim, em geral, a execução de alimentos costuma ser processada de forma bem ligeira, num rito diferente das outras cobranças judiciais.. Trata-se de uma Ação Judicial que obriga alguém a dispor de verba monetária suficiente para garantir o sustento, moradia e vestuário de outrem, e que o valor pedido supra as necessidades de educação, desenvolvimento e lazer.

O valor correto da Pensão Alimentícia é aquele estabelecido pelo Juiz na sentença da Ação de Alimentos. É individual e fixado caso a caso.

A lei não obriga o pagamento de Pensão na proporção de 1/3 do salário do Policial Militar. Todavia, os tribunais tem entendido que a terça parte do rendimento é um limite que não compromete a sobrevivência de quem paga, mas há exceções. O valor da PJA incidirá sobre o salário bruto do Policial Militar, descontado o IPSM,

Fundo de Aposentadoria e Imposto de Renda.Para que não haja incidência da cobranças dos Alimentos sobre férias, honorários, substituição temporária e outros, tal situação deve constar da sentença judicial devendo ser discutida durante a ação.É imprescindível a atenção sobre todos os detalhes da sentença judicial, pois uma sentença só pode ser alterada por outra.A necessidade do alimento reclama urgência, assim sendo, a Ação de Alimentos antecede qualquer outra Ação Judicial. Os valores pagos a título de Pensão Judicial Alimentícia são dedutíveis do Imposto de Renda. O homem, detentor da guarda de seu filho, pode pleitear à mãe do mesmo, Pensão Alimentícia. O valor da Pensão pode ser revisto, se forem consideradas mudanças financeiras e patrimoniais dos envolvidos. O Policial Militar que arca com pagamento de pensão e venha constituir novo núcleo familiar poderá requerer revisão da quantia paga.

Você deve pensar bem sobre a constituição de uma nova família ou a possibilidade de ter filhos na relação extra conjugal, ou antes mesmo de constituir uma família, a geração de filhos ou a dependência de uma pessoa sobre sua responsabilidade.

Fonte: Papo de PM

POLÍTICA E POLITICAGEM - NO BRASIL AINDA PREVALECE A POLITICAGEM

A arte é uma das formas de ler o mundo e lê-lo pelo sentimento, de trabalhar a um só tempo com o que é e o que deveria ser, ainda utilizando o belo e sendo eterna, quando capta a realidade de sua forma mais leal e projeta os sonhos mais desejados. Pairando metafisicamente muito além do mito e da razão. Nesse período eleitoral publico uma poesia da minha autoria, do meu livro Embrionária, para que vocês possam refletir e assim auxiliar na melhor escolha, na hora do voto, que é o primeiro passo da cidadania:

POLÍTICA E POLITIQUEIRO

A política é a beleza

O politiqueiro a monstruosidade

A Política é a solda do coletivo

O politiqueiro exemplo de egoísmo extremo

A política é o sonho

O politiqueiro o pesadelo

A política tem o sabor do prazer do amor

O politiqueiro o sabor do amor pago

A política borbulha dos profundos ideais humanos

O politiqueiro é o fruto máximo da mediocridade

A política palmilha as sendas do caráter

O politiqueiro caminha nas veredas do oportunismo

A política busca o bem individual

A partir da felicidade geral

O politiqueiro busca apenas o bem dele, um !

Sacrificando o interesse comum

A política é arauto do futuro

O politiqueiro não vai além do agora

A política vem a cavalo na libertação

O politiqueiro é profeta da escravidão

A política é intenção saudável em toda plenitude

O politiqueiro o tumor maligno da perdição

A política deve ser cultivada

É a semente da utopia

O politiqueiro deve ser extirpado

É o foco da metástase da não esperança !
Fonte:http://valdecyalves.blogspot.com/

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A controversa desmilitarização das polícias


Tema mais discutido no fórum virtual do portal da 1ª Conferência Nacional de Segurança Pública (1ª Conseg) nos meses que antecederam o evento em agosto, a desmilitarização das polícias prometia -e rendeu - debates acirrados. O resultado foi a aprovação de duas diretrizes que propõem a desmilitarização:

12. 2.19 A - Realizar a transição da segurança pública para atividade eminentemente civil; desmilitarizar as polícias; desvincular a polícia e corpos de bombeiros das forças armadas; rever regulamentos e procedimentos disciplinares; garantir livre associação sindical, direito de greve e filiação político-partidária; criar código de ética único, respeitando a hierarquia, a disciplina e os direitos humanos; submeter irregularidades dos profissionais militares à justiça comum. (508 votos)

18. 3.2. A - Criar e implantar carreira única para os profissionais de segurança pública, desmilitarizada com formação acadêmica superior e especialização com plano de cargos e salários em nível nacional, efetivando a progressão vertical e horizontal na carreira funcional. (331 VOTOS)

Apesar de a palavra "desmilitarizar" aparecer claramente no texto, o conceito por trás dela tem diferentes interpretações. A indefinição do termo e do que deveria ocorrer com as polícias militares do ponto de vista estrutural com a desmilitarização deixam a questão em aberto.

Avanço democrático

Para o professor José Luiz Ratton, coordenador do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Criminalidade, Violência e Políticas Públicas de Segurança da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a desmilitarização das polícias pode constituir importante avanço no plano da construção democrática de políticas públicas de segurança no país.

Ele explica que desmilitarização não implica, necessariamente, em unificação das polícias estaduais ou mesmo em extinção das polícias militares. "Isto está fora de cogitação, entre outros motivos, por ser absolutamente implausível nos cenários políticos de curto e médio prazo", observa.

De acordo com Ratton, as vantagens da desmilitarização progressiva são várias: descentralizar o trabalho das PMs, facilitando a integração com as polícias civis; impulsionar a inovação organizacional, especialmente de modalidades de policiamento adaptadas aos contextos locais, o que muitas vezes é impedido pelos excessivos níveis de comando e centralização da hierarquia militarizada; diminuir as probabilidades de militarização da questão social, dificultando estratégias criminalizadoras da pobreza e dos movimentos sociais na imposição da ordem pública; reduzir as tensões entre oficialato e tropa, favorecendo a construção de perfis e estratégias agregadoras nas organizações policiais, o que aumentaria a eficácia coletiva das polícias e das políticas públicas de segurança.

Para o delegado Vinicius George, da Polícia Civil do Rio de Janeiro, a desmilitarização das polícias é um passo imprescindível para a consolidação de um verdadeiro Estado Democrático de Direito no país. A seu ver, a militarização histórica do aparelho de segurança pública representa um equívoco filosófico, ideológico, metodológico e de finalidade, já que introjeta uma lógica de guerra no aparelho policial.

"Quartéis, destruição de inimigo, invasão e ocupação de territórios, justiça militar são incompatíveis com a atividade policial, que deve ser marcada pela lógica da cidadania. Polícia deve ser cidadão controlando cidadão, trabalhador controlando trabalhador, de forma legal e legítima, dentro do pacto social, antes de tudo prevenindo os crimes pelo policiamento ostensivo. E quando isto não for possível, deve-se investigar, prender e apresentar os autores da violência à Justiça. A repressão, quando necessária, deve ser feita de forma qualificada, dentro da técnica policial, e não militar", afirma.

Falta definição

Paulo Storani, Secretário de Segurança Pública de São Gonçalo, no Rio de Janeiro, reclama da falta de definição do seria a desmilitarização.

"Seria acabar com a hierarquia militar? Com a farda? Com as demonstrações típicas de militares, como continências, ordem unida e toque de corneta? Usam o termo, mas ninguém define o que é", questiona Storani, que é professor da Universidade Candido Mendes.

Para ele, a proposta de desmilitarização aprovada na Conseg resulta da articulação de uma corrente das polícias civis dos estados. "Foi plantado um conceito em que todos os males da PM viriam do fato de ela ser militar. Mesmo desmilitarizada, a PM não deixaria de fazer o que já faz. Isso parece mais um pano de fundo para a institucionalização de uma Polícia Civil uniformizada", provoca.

O professor acrescenta que os princípios e diretrizes aprovados na Conseg são vagos e contraditórios entre si, não deixando claro se a Constituição seria modificada para poder contemplar uma nova definição das polícias militares.

Um dos princípios aprovados na Conferência -o segundo mais votado, com 455 votos - recomenda "a manutenção da previsão constitucional vigente dos órgãos da área, conforme artigo 144 da Constituição Federal". Para Storani, se desmilitarizar a PM significar a desvinculação das Forças Armadas e a vinculação ao Ministério da Justiça, "ótimo".

Estética militar para atingir objetivos

De acordo com o coronel Laercio Giovani Macambira Marques, ex-comandante geral da Polícia Militar do Ceará, um erro cometido por muitos que defendem a desmilitarização é não diferenciar a estética militar da missão institucional.

Segundo ele, a estética militar é uma ferramenta que objetiva facilitar a manutenção de uma hierarquia e de uma disciplina rígidas, segundo ele, "fundamentos essenciais para o exercício do comando de corporações ostensivas, armadas e com poder/dever de constranger outrem até o limite legal e legítimo da matar em defesa do cidadão ou para garantir o pleno funcionamento dos poderes constituídos." O coronel lembra que em todo o mundo, na formação básica de policiais - sejam civis ou militares -, há uma boa fatia de preceitos militares.

"A missão é inerente à razão de ser de uma organização, ou seja, a sua destinação. Tanto as polícias militares quanto as Forças Armadas adotam a mesma estética militar como um estilo de gestão. Não há qualquer incompatibilidade em ambas utilizarem um estilo de gestão comum para atingirem os objetivos de sua missão, estes sim, bastante diferenciados", afirma.

De acordo com o coronel Macambira, as polícias militares do Brasil têm sua vida funcional derivada da cultura organizacional do Exército brasileiro. Ele destaca que esse vínculo foi bastante fortalecido a partir de 1964, quando as polícias estaduais atuaram lado a lado com as Forças Armadas na preservação da segurança nacional. Nesse período, segundo ele, houve uma forte massificação nessas corporações da doutrina do Exército, ministrada nas escolas de formação policial-militar, com ênfase em disciplinas como "guerra revolucionária", "organização de defesa interna e de defesa territorial" e "operações contra guerrilha".

O coronel conta que, com o retorno do país à normalidade democrática, o Exército e as polícias militares se distanciaram. Então, os comandos das polícias militares, sensíveis a essas mudanças, a partir de 1983 reformularam os currículos das escolas de formação e de aperfeiçoamento, buscando adequá-los à nova realidade. Segurança nacional deixou de ser prioridade para essas corporações.

"A preservação da ordem pública e a defesa do cidadão e do patrimônio, em parceria com a sociedade, é a principal missão institucional das polícias militares na nova ordem constitucional, em detrimento da doutrina de guerra", afirma. "O que tem que ficar bastante claro é que na expressão 'polícia militar' o termo militar é secundário e auxiliar do termo principal - polícia - e não o contrário", resume.

Para o coronel, as polícias estaduais precisam de um remodelamento psicológico e das relações interpessoais dos seus integrantes, de forma a fomentar uma mudança comportamental de toda a corporação, com foco no cidadão. "Só assim chegaremos, de fato, a uma polícia cidadã, interativa, comunitária e de proximidade", diz.

"Hoje, as polícias militares devem ser fortes, mas não pelo medo que possam impor, e sim pelo respeito que devam conquistar do cidadão comum e da sociedade como um todo, pela sua eficiência, técnica, agilidade e identificação simbiótica com a sociedade. Isso se traduz em uma polícia inteligente", conclui.

Maioria questiona hierarquia militar

Na pesquisa "O que pensam os profissionais de segurança pública no Brasil", feita pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) para subsidiar as discussões da 1ª Conseg, ficou evidente o descontentamento dos profissionais de segurança com a estrutura militarizada.

Dos 64.130 servidores ouvidos - policiais militares, civis, federais e rodoviários, peritos, bombeiros, agentes penitenciários e guardas municipais -60% consideram a vinculação da PM ao Exército inadequada.

Quando perguntados se a hierarquia de sua instituição provoca desrespeito e injustiças profissionais, 65,6% dos consultados responderam que sim. Entre os policiais militares nos postos mais baixos, o índice é maior: 73,3%. Destes profissionais, 81% acreditam haver muito rigor em questões internas e pouco em questões que afetam a segurança pública, e 65,2% acham que há um número excessivo de níveis hierárquicos em sua instituição.

O relatório da consulta destaca que "as PMs não estão organizadas como polícias, mas como pequenos exércitos desviados de função", e que os resultados disso são precariedade no enfrentamento da criminalidade, dificuldade para exercer controle interno, implicando em elevadas taxas de corrupção, e frequente insensibilidade no relacionamento com os cidadãos.

Autor: Paulo Marcelo Venceslau -
Fonte:http://www.pec300.com/

PEC 300: VALORIZAÇÃO DO POLICIAL É PLATAFORMA NA ÁREA DE SEGURANÇA

Os programas de governo de Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB), e Marina Silva (PV) defendem uma remuneração mínima para os profissionais.

A valorização e qualificação dos policiais é outro ponto comum entre as propostas dos três principais candidatos à Presidência da República, segundo as intenções de voto das pesquisas, na área da segurança pública.

Os programas de governo de Dilma Roussef (PT), José Serra (PSDB), e Marina Silva (PV) defendem uma remuneração mínima para os profissionais e a unificação das carreiras, tema tratado pelas propostas de emenda à Constituição que criam o piso nacional de policiais militares e civis e de bombeiros militares (PECs 300/08, do deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e 446/09, do Senado).

O texto já foi aprovado em primeiro turno pela Câmara em julho e deve retornar à pauta para ser votado pleo Plenário depois das eleições. Para entrar em vigor, a proposta ainda deve ser aprovado no Senado Federal.

Valor mínimo

A proposta determina que uma lei federal será responsável por definir o valor mínimo a ser pago aos policiais em todo o País e criar um fundo por tempo determinado para ajudar os estados a custear o aumento. No programa de governo, a candidata Dilma Roussef promete a criação deste fundo para subsidiar o piso nacional dos policiais e bombeiros.

As PECs 300/08 e 446/09 são as propostas sobre remuneração de policiais com a tramitação mais avançada. Mas o tema também é tratado em outros projetos, que buscam igualar os salários das polícias civis dos estados ao valor pago à Polícia Civil do Distrito Federal - PEC 425/09, da deputada Andréia Zito (PSDB-RJ) - ou vincular o salário da Polícia Civil de todos os estados ao pago à Polícia Federal - PEC 340/09, do deputado Marcelo Ortiz (PV-SP). Essas duas PECs tramitam apensadas.

Outra proposta de valorização do setor em análise na Câmara é a que cria a Polícia Penal (PEC 308/04), responsável pelo transporte de detentos e pela segurança nos presídios. O texto transforma os agentes penitenciários em polícia, o que na prática dá mais status à carreira e facilita futuras reivindicações dos profissionais. A proposta também pode ser incluída em pauta depois das eleições, desde que haja contexto sobre a nova redação elaborada pelo deputado Miro Teixeira (PDT-RJ) a pedido do presidente da Câmara, Michel Temer.

Os deputados também querem elevar a qualificação dos policiais, definindo que o cargo de policial passa a ter como pré-requisito o nível superior (PLs 6412/02 e 3568/00, ambos do deputado Alberto Fraga (DEM-DF)).

Agência Câmara

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

ENTREVISTA A TRIBUNA DO NORTE

Anna Ruth Dantas – Repórter
Pela primeira vez desde que foram publicados 18 vídeos no YouTube, nos quais a vereadora Sargento Regina (PDT) aparece afirmando que comercializou votos e apoios, ela falou para a imprensa. Em entrevista exclusiva à TRIBUNA DO NORTE, Sargento Regina confirmou que trocou o voto em Dickson Nasser para presidente da Câmara Municipal por R$ 10 mil em cargos na Mesa Diretora.
A vereadora admitiu que os 14 cargos comissionados lotados no gabinete dela e ainda os três que foram escolhidos como nomeação da Mesa Diretora contribuem “voluntariamente” para compor o salário de outras pessoas que trabalham com ela. “Onde está corrupção nisso aí? Nunca ouvi dizer que propina você recolhesse imposto de renda. Existe um acordo”, diz a vereadora Sargento Regina.
Ela negou que tenha declarado apoio ao senador José Agripino Maia em troca de dinheiro, mas confirmou que os 5.498 votos obtidos na eleição para Câmara Municipal de Natal são usados como “argumento” para conseguir estrutura da campanha de deputada estadual, cargo ao qual concorre pelo PDT.
Em um escritório de advogacia, no bairro de Lagoa Nova, acompanhada de dois advogados e um assessor, Sargento Regina concedeu uma entrevista de 30 minutos à reportagem da TRIBUNA DO NORTE. Veja os principais trechos da entrevista:
A senhora confirma que são suas a imagem e voz dos vídeos do YouTube?

Sem dúvida. O que a gente precisa deixar claro é o motivo da reunião. Nós já tínhamos uma situação conflitante entre a diretoria da Associação dos Cabos e Soldados, que já vinha fazendo uma pressão muito grande por espaços, cargos e inclusive tentando denegrir minha imagem no Orkut. Tudo isso no ano passado. A gente tem tudo como comprovar. Eles colocavam (no Orkut) que eu tinha me vendido. Eles já tinham feito esse trabalho contrário e criaram uma suposta candidatura (a deputado federal) apoiada por eles, mas não foi referendada pele tropa. O entendimento da categoria é que essa é a oportunidade para gente conquistar uma vaga na Assembleia Legislativa. Vivemos única e exclusivamente de uma receita legal, mandada para dentro de um gabinete, que é de R$ 17 mil todo mês. A gente trabalha dentro da previsão legal, com prestação de contas e tudo. O espaço de cargos dentro de um gabinete também é muito pouco, são 14 cargos. Eu tenho 14 pessoas que trabalham comigo, mas em um total de 30. Eu tenho mais de 30 pessoas que constroem comigo esse trabalho, tenho segmentos, tenho movimentos sociais, classe trabalhadora, tenho categoria, tenho assistência que dou desde 
2003 acompanheiros com problemas de saúde. É um grupo muito grande de pessoas que no início do mandato eu reuni e mostrei tranquilamente que não tinha como abrigá-los. Eu mostrei que tínhamos 14 cargos e possibilidade de negociar com o presidente da Casa (vereador Dickson Nasser). Disse isso na reunião de grupo (gravada no YouTube). Seriam cargos dentro da casa (Mesa Diretora) para abrigar algumas pessoas técnicas, de trabalho, dentro do nosso mandato. E fiz isso tranquilamente. Os R$ 10 mil tão falados foram R$ 10 mil em espaços (cargos). Eu tenho R$ 10 mil em espaços.

A senhora se refere a R$ 10 mil, além dos R$ 21 mil em cargos comissionados do seu gabinete?
Além dos cargos comissionados. Eu digo no vídeo que negociei para mim, mas para eu abrigar o meu povo.

Mas a senhora fala (no vídeo) em comprar um apartamento com os R$ 10 mil…
É até hilário. Aí eu ironizo porque, na verdade, a conversa tem mais de 3 horas. Foi todo um contexto (para gravação), montado e armado para no futuro fazer exatamente isso, tendo em vista a gente não ter cedido a pressão da candidatura do cabo Jeoas (presidente da ACS). Aquela questão que a gente fala de R$ 2 mil (de salário para um assessor), onde eu digo que um é R$ 1.000, R$ 500 para outro. Isso são questões estruturais. Seria hipocrisia hoje a gente dizer que uma campanha política não é feita de dinheiro. Eu tenho minha prestação de contas, no TRE é público, já gastamos mais de R$ 80 mil nessa campanha (para deputado estadual). Fico muito tranquila nisso, temos carro para alugar, caixa de som construídas.

A senhora falou que tem 14 cargos comissionados, mas 30 pessoas trabalhando para senhora. Então essas 16 pessoas são pagas como?
Agora a gente vai explicar a parte em que expliquei a eles (na reunião gravada no YouTube) na pressão. Foi feita uma reunião entre amigos onde voluntariamente cada um se ajuda mutuamente. Para encaixar um advogado fiz uma reunião, disse que cada um dê um pedaço para pagar e a gente não tinha de onde tirar e eu não iria mais atrás de espaço mais em canto nenhum.

Os R$ 10 mil que a senhora tem em cargos na Mesa Diretora, implicam em quantas pessoas?

Dá uma média de 3 cargos.
Mas na gravação a senhora dá a entender que as pessoas lotadas no gabinete não embolsam integralmente o salário?
Onde está corrupção nisso aí? Nunca ouvi dizer que propina você recolhesse imposto de renda. Existe um acordo. Quem está com um cargo de R$ 4 mil, ele retira o desconto de imposto de renda e, voluntariamente, pelo acordo que foi feito de grupo, ele tem que ajudar um companheiro ou outro. Ele (o assessor em cargo comissionado) faz isso naturalmente.

Esse percentual (que o cargo comissionado retira do salário para passar para outro) é pré-estabelecido?
Não. São ajudas e contribuições para poder amparar, são pessoas que trabalham. Não existem funcionários fantasmas. Não existe isso de ficar com cartão de ninguém e receber o dinheiro sem que a pessoa nem tenha conhecimento.

As 14 pessoas retiram dos vencimentos uma parte?
Retiram voluntariamente. Eles mesmos quem repassam, vão lá e dão a fulano, sicrano, beltrano. Eu não fico com dinheiro. Eu mesma já tirei várias vezes do meu salário.
E a compra do apartamento?

Estava ironizando porque você não compra apartamento com R$ 10 mil. Se existe hoje uma pessoa dentro desse Estado que está muito tranquila com relação a honestidade sou eu, vivo de aluguel.

A troca espaços por cargos é usado por outros políticos?

Isso é uma prática normal em todas as Casas legislativas. Se for punida por causa disso serão punidos os políticos do país. Agora trabalho da forma (de repasse de salário) porque não tinha como fazer diferente.
A senhora vendeu apoio para o senador José Agripino?

Nunca pedi um centavo para o senador José Agripino.

Mas a senhora afirma no vídeo “que só quer o dinheiro dele”?

Nunca pedi um centavo, ele sabe disso. Agora quando eu cheguei na reunião (gravada), cabo Jeoas me procurou. Ele perguntou se eu teria vendido o apoio. Eu disse que não existiria acordo com José Agripino de dinheiro. Ele (o senador) ajudou a gente na PEC 300 e na anistia.

A senhora vendeu os 5.498 votos? No vídeo a senhora fala que essa é a “linguagem” da política…
Eu estava explicando que a categoria conseguiu um mandato com 5.498 votos, mostrou força e a categoria deveria levar sim esses 5.498 votos a um candidato que lhe ajudasse estruturalmente. Não é propina. Não negocio dinheiro para mim, para A, B ou C. Se eu tenho um apoio de um deputado, ele me ajuda estruturalmente, são doações dentro da minha conta.
Então é uma comercialização da estrutura é de 5.498 votos?

Não é comercialização. É estruturalmente para a campanha. Eu  não levei ao senador José Agripino, Garibaldi Filho. A gente evita isso. Eu tenho vários pontos de trabalho pelo interior, tenho que mandar combustível, tenho que dar alimentação, tenho que dar logística, material de campanha que tem que ser feito. Um santinho é R$0,10 você tem custo e alguém tem que lhe ajudar.
Então 5.498 votos é a forma que a senhora usa para conseguir esse apoio?

É a forma. A gente chega e diz nós temos uma categoria que me elegeu com 5.498 votos, votos de confiança que foram dados, se você me ajudar eu vou pedir também para você. Esse é um processo natural.
É uma troca de voto?

Não é troca. É um acordo. Se você me ajudar eu lhe ajudo.
A senhora reitera o que falou sobre Raniere Barbosa (onde ela diz que o vereador é riquíssimo e roubou da Prefeitura de Natal)?
O que quis fazer foi uma defesa, terminei fazendo um ataque. Todo mundo na reunião estava esculhambando, eu disse que era preciso dar um basta. Tem uma hora lá, dentro do contexto todo que estou falando. Digo (no vídeo) que Raniere deve ter roubado o que queira e não queria, foi secretário, é um homem riquíssimo… Acho que ele é um homem riquíssimo, mas eu particularmente acho que ele não tenha roubado.

A senhora vendeu seu voto para Dickson Naser, quando foi candidato a presidente?
Eu disse na tribuna da Câmara, no dia que eu fui declarar meu voto para Dickson… Disse que não aceitei dinheiro de Dickson, não recebi R$1, o que aceitei foram espaços, cargos para abrigar o meu povo, a negociação para segurança na Câmara Municipal e falei sobre a Comissão de Direito Humanos, que tinha negociado a presidência da Comissão.
A senhora cogita desistir do pleito de deputada estadual?
Em hipótese alguma. Não matei, não roubei, não posso jamais ser colocada como exemplo de combate a corrupção no Estado, isso se torna imoral e ridículo. O que há são pessoas oportunistas. Tentaram me barrar com a impugnação, não conseguiram e até retornei para corporação (PM). A gente está bem. Lembro que a ACS hoje está a serviço do sistema de governo.
Fonte:SargentoRegina